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21º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 16,13-20   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Somos pedra de construção ou de tropeço na edificação do Reino de Deus?   O Evangelho deste domingo é Mateus capítulo 16, versículos 13 a 20, também muito importante para a história da Igreja. Qual é o contexto? Jesus alertou seus discípulos sobre o “fermento dos fariseus” (cf. Mt 16,11-12), uma doutrina religiosa baseada no deus da lei, do sacrifício, do mérito, do puro e do impuro. Jesus quer que eles entendam que Deus é um pai que é só amor. Para isso, leva-os ao extremo norte do país -— além do mais, em terras pagãs — a Cesareia de Filipe, cidade em construção, onde existe uma das três nascentes do rio Jordão e sobretudo onde existia um grande abismo, uma caverna, que se acreditava ser a entrada para o reino dos mortos.   Mateus 16,13-14: ** «Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ...

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Homilia

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  Evangelho: Lucas 1,39-56   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   A assunção é a festa e a condição de quem soube ser fiel ao amor de Deus   «Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante to...

19º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 14,22-33   Frei Alberto Maggi  * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Permitir que Jesus conduza a sua Igreja é deixar-se conduzir por um amor universal O amor universal de Deus por toda a humanidade, que Jesus veio manifestar com a sua vida e a sua mensagem, encontra resistência precisamente no grupo dos discípulos que não aceita que o amor de Deus seja para toda a humanidade, inclusive os pagãos; eles acham que o privilégio pertença a Israel.   Mateus 14,22-23a: ** «[Depois da multiplicação dos pães,] Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,  enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós.» Assim nos escreve Mateus em seu Evangelho, no capítulo 14, do versículo 22 em diante: “ Logo depois ” (a expressão “ Depois da multiplicação dos pães ” é um acréscimo ao texto bíblico pelo lecionári...

18º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 14,13-21   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Fazer-nos alimento de vida para todos O episódio da partilha dos pães e dos peixes é tão importante que todos os evangelistas o reportam. Nesse episódio, os Evangelhos não veem apenas um sinal realizado por Jesus, mas representam e antecipam a Ceia Eucarística. Portanto, toda essa passagem é uma antecipação e uma compreensão do significado profundo da Ceia Eucarística. Com essa narração, Mateus busca demonstrar não apenas quem é Jesus, mas também a missão confiada a cada crente. O pano de fundo é uma clara referência ao profeta Eliseu (2 Reis 4,42-44), mas com uma diferença fundamental que revela a grandeza de Cristo: Eliseu alimenta cem pessoas com vinte pães, enquanto Jesus alimenta cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes. Mateus não pretende apresentar um espetáculo prodigioso para impressionar o leitor. A palavra “multiplicação”, no...