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4º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 5,1-12a   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Aceitar e viver as bem-aventuranças é tornar o Reino de Deus uma realidade As bem-aventuranças são, sem dúvida, a obra-prima do Evangelho de Mateus, uma obra-prima não só do ponto de vista teológico, veremos sua riqueza espiritual, mas também literária. Então, vamos ver no capítulo 5, no Evangelho de Mateus, esse texto extraordinário.   Mateus 5,1a: ** «Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte...» O evangelista escreve: “ Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte ”, vendo as multidões Jesus não se afasta, não toma distância do povo, mas quer ativá-las, onde? Na montanha. Esta montanha é precedida pelo artigo definido, a montanha, não é qualquer montanha, mas não é dito que montanha é. Qual é o significado disso? A montanha, na tradição bíblica e judaica, indicava o Mont...

3º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 4,12-23   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Eu quero que vocês pesquem homens e mulheres Depois do episódio das tentações do deserto (Mt 4,1-11), tentações que não terminaram naquele período, mas que continuarão ao longo da existência de Jesus, o evangelista, no capítulo quarto, a partir do versículo 12, apresenta o início da atividade de Jesus. Vejamos.   Mateus 4,12: ** «Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia.» O evangelista lança uma luz sinistra sobre a atividade de Jesus. É o que acontece quando se convida alguém à mudança: os poderosos não querem mudar, querem conservar, mas a estupidez do poder é que quando se cala uma voz, porque é incômoda, então o Senhor suscita alguém ainda mais poderoso. Então, silenciado João, Jesus assume! “ Retirou-se ” (no lecionário da CNBB consta “voltou”), este verbo sempre indica uma retirada em relação a um perigo.  ...

2º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: João 1,29-34   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Jesus vem arrancar o pecado que impede o ser humano de experimentar a vida que Deus nos comunica No livro do Êxodo (12,1-14), na noite da libertação da escravidão egípcia para iniciar o longo percurso, o caminho para a terra da liberdade, Moisés pede a cada família que coma um cordeiro. A carne do cordeiro lhes daria forças para iniciar esta jornada de liberdade, e o sangue, aspergido nas ombreiras das tendas e portas, os salvaria do anjo da morte. O evangelista João apresenta Jesus como este cordeiro, o cordeiro pascal, cuja carne dará ao ser humano a capacidade de se libertar das trevas, de se elevar para a liberdade, e cujo sangue assimilado o libertará não tanto da morte física, mas da morte para sempre. Vamos ler como o evangelista João nos apresenta tudo isso, no primeiro capítulo, versículos 29-34.  João 1,29: «Naquele tempo, João viu Jesus ap...

Festa do Batismo do Senhor – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 3,13-17   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   No batismo, Jesus assume ser um outro Messias   A atividade de Jesus, no Evangelho de Mateus, abre-se e fecha-se com o emblema do  batismo. De fato, na passagem que agora vamos ler, Jesus recebe o batismo e assim,  com o batismo, Jesus torna-se manifestação visível da presença do Pai na humanidade e as últimas palavras de Jesus aos discípulos, quando já ressuscitado, serão as do envio deles para batizar “ em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ” (Mt 28,18- 20). Em outras palavras, ser a manifestação visível da plenitude do amor de Deus Pai e fazer com que todos e todas experimentem esse Amor.   Mateus 3,13: ** «Naquele tempo, Jesus veio da Galileia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele.» No Evangelho de Mateus, logo que Jesus entra em cena, os problemas começam imediatament...