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Solenidade de Todos os Santos e Santas – HOMILIA

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  Evangelho: Mateus 5,1-12a   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   Santidade é humanizar o mundo   Mateus 5,1a: ** «Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte...». As bem-aventuranças são, sem dúvida, a obra-prima do Evangelho de Mateus, uma obra-prima não só do ponto de vista teológico, veremos sua riqueza espiritual, mas também literária. Então, vamos ver no capítulo 5, no Evangelho de Mateus, esse texto extraordinário. O evangelista escreve: “ Vendo as multidões, Jesus subiu ao monte ”, vendo as multidões Jesus não se afasta, não toma distância do povo, mas quer ativá-las, onde? Na montanha. Esta montanha é precedida pelo artigo definido, “a” montanha, não é qualquer montanha, mas não é dito que montanha é. Qual é o significado disso? A montanha, na tradição bíblica e judaica, indicava e o Monte Sinai, onde Deus, por meio de Moisés, deu e estipulou a aliança com seu povo, mas ta...

30º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 22,34-40   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Somente amo a Deus, se amo o próximo O Evangelho deste domingo apresenta o último ataque dos líderes espirituais do povo, os fariseus, contra Jesus. Jesus, no templo, denunciou esses líderes do povo como ladrões e assassinos, ladrões porque se apoderaram do povo que pertencia a Deus, e assassinos porque o fizeram com violência. Então toda uma série de ataques é desencadeada contra Jesus, com o objetivo de deslegitimá-lo diante da multidão. Mas, na realidade, em cada ataque, é Jesus quem sai vitorioso e a multidão fica cada vez mais entusiasmada com ele.   Mateus 22,34: «Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus.  Então eles se reuniram em grupo...» Vamos ouvir o que nos diz Mateus, capítulo 22, versículos 34 a 40. O resultado do ataque dos saduceus que queriam ridicularizar Jesus ao tratar da ressurreição é que a...

29º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 22,15-21   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Não dar aos homens o que é de Deus Após uma série de palavras violentas com que Jesus acusou os líderes espirituais do povo de serem ladrões e assassinos — ladrões porque se apoderaram do povo e assassinos porque usaram a violência — há agora um contra-ataque por parte destes líderes, os quais, porém, têm um problema. Jesus é seguido por tantas multidões que há necessidade de desacreditá-lo. O evangelho que lemos, no capítulo 22 de Mateus, versículos 15 a 21, é o primeiro de uma série de ataques com os quais os líderes religiosos, os líderes espirituais tentarão desacreditar Jesus, prepararão armadilhas para difamá-lo e desacreditá-lo perante as pessoas.   Mateus 22,15: «Naquele tempo, os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra.» Em grego, no início desse versículo, encontramos a expressão “então”. Esse “então” relacio...

28º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 22,1-14   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Não basta estar perto do Cristo, é preciso conversão! A parábola dos viticultores assassinos desencadeou a ira dos sumos sacerdotes e dos fariseus, os quais “ compreenderam que falava deles ”, segundo o evangelista (Mt 21,45). Da parte desses líderes não há algum sinal de arrependimento, de conversão, ao contrário, tentam capturá-lo para eliminá-lo (cf. Mt 21,46). Bem, diante desta ameaça, Jesus não só não recua, mas agrava a questão com a terceira e última parábola com a qual ele discute com as autoridades judaicas. Estas três parábolas — dos dois filhos (Mt 21,28-32), dos viticultores assassinos (Mt 21,33-45) e do banquete de casamento e o traje de festa (Mt 22,1-14) — desenvolvem progressivamente o tema subjacente: a denúncia contra as mais altas autoridades religiosas que se mostram refratárias e hostis ao plano de Deus. Nesta parábola Jesus diz o por...