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Mês da Bíblia – Daniel é o livro

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Pe. Dr. Telmo José Amaral de Figueiredo Biblista – Comissão Bíblica Diocesana de Jales   O Mês da Bíblia 2026 celebra os seus 55 anos de existência na Igreja do Brasil com uma proposta inédita: o estudo e a reflexão sobre o Livro de Daniel. O lema escolhido para guiar as comunidades ao longo de setembro é “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). A proposta, organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), convida os fiéis a mergulharem em uma das obras mais fascinantes das Escrituras, que mistura narrativas de coragem com visões proféticas e apocalípticas. O Livro de Daniel é uma das obras mais fascinantes e complexas das Sagradas Escrituras. Embora a narrativa se situe no período do exílio babilônico (século VI a.C.), a pesquisa bíblica contemporânea indica que sua redação final ocorreu no século II a.C., especificamente entre 168 e 164 a.C. Trata-se de uma obra atribuída a um sábio lendário do passado para transmitir uma mensagem urgente ao presente. O ob...

22º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 16,21-27   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Quem é que faz a minha cabeça? O Evangelho de hoje é a sequência exata daquele que nos foi oferecido no domingo anterior, no qual Pedro havia dado uma resposta formalmente correta a Jesus, quando este perguntou aos seus discípulos quem ele era. Hoje entenderemos, melhor, porque a resposta de Pedro foi, apenas, aparentemente correta, mas não correspondia aos seus anseios mais íntimos.   Mateus 16,21: «Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.» Sim, Pedro reconheceu Jesus como o Filho do Deus vivo — aquele que comunica a vida —, também como o Cristo e Jesus proíbe os seus discípulos de anunciar esta mensagem, a de “o Cristo”. Por quê? Esse “o Cristo” professado por Pedro correspondia ao mes...

21º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 16,13-20   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Somos pedra de construção ou de tropeço na edificação do Reino de Deus?   O Evangelho deste domingo é Mateus capítulo 16, versículos 13 a 20, também muito importante para a história da Igreja. Qual é o contexto? Jesus alertou seus discípulos sobre o “fermento dos fariseus” (cf. Mt 16,11-12), uma doutrina religiosa baseada no deus da lei, do sacrifício, do mérito, do puro e do impuro. Jesus quer que eles entendam que Deus é um pai que é só amor. Para isso, leva-os ao extremo norte do país -— além do mais, em terras pagãs — a Cesareia de Filipe, cidade em construção, onde existe uma das três nascentes do rio Jordão e sobretudo onde existia um grande abismo, uma caverna, que se acreditava ser a entrada para o reino dos mortos.   Mateus 16,13-14: ** «Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ...

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora – Homilia

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  Evangelho: Lucas 1,39-56   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   A assunção é a festa e a condição de quem soube ser fiel ao amor de Deus   «Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante to...

19º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 14,22-33   Frei Alberto Maggi  * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Permitir que Jesus conduza a sua Igreja é deixar-se conduzir por um amor universal O amor universal de Deus por toda a humanidade, que Jesus veio manifestar com a sua vida e a sua mensagem, encontra resistência precisamente no grupo dos discípulos que não aceita que o amor de Deus seja para toda a humanidade, inclusive os pagãos; eles acham que o privilégio pertença a Israel.   Mateus 14,22-23a: ** «[Depois da multiplicação dos pães,] Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,  enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós.» Assim nos escreve Mateus em seu Evangelho, no capítulo 14, do versículo 22 em diante: “ Logo depois ” (a expressão “ Depois da multiplicação dos pães ” é um acréscimo ao texto bíblico pelo lecionári...