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Missa da Ceia do Senhor – Quinta-feira Santa – Homilia

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  Evangelho: João 13,1-15   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Deus não está onde o poder é exercido, mas o serviço! Denominamos Tríduo Pascal, do latim Triduum Paschale , o conjunto das três celebrações que marcam três acontecimentos fundamentais para o cristianismo. Trata-se da: * Instituição da Eucaristia e do serviço aos irmãos(ãs) como síntese do ministério do cristão, simbolizado pelo lava-pés: Missa da Ceia do Senhor , na quinta-feira santa à noite. * A contemplação da entrega total do Filho de Deus à humanidade, mediante a sua morte de cruz, às 15 horas, na sexta-feira santa: Celebração da Adoração da Cruz . * A vida vence a morte violenta e o pecado humano, Jesus, o Nazareno, ressuscita dos mortos: Vigília Pascal , na noite de sábado santo. Portanto, hoje, quinta-feira santa, inicia-se esse percurso que nos conduz à Páscoa, à libertação definitiva.  João 13,1: «Era antes da festa da Páscoa. J...

Domingo de Ramos – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 21,1-11   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Jesus: um messias de paz, não de poder e violência   A narração da entrada de Jesus em Jerusalém, no Evangelho de Mateus, é rica de citações do Antigo Testamento, com as quais o evangelista quer encerrar e resumir toda a história do seu povo. Mas vamos ler esta passagem importante, é o capítulo 21, os primeiros onze versículos.   Mateus 21,1a: «Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé́, no monte das Oliveiras.» As indicações do evangelista não pretendem ser topográficas, mas teológicas. Betfagé significa “casa dos figos” e, após a entrada em Jerusalém, haverá o episódio da figueira estéril (Mt 21,18-22), figura do Templo. O Monte das Oliveiras é a montanha onde, segundo a tradição, o messias teria se manifestado. Pois é o monte que ocupa uma posição mais elevada que o Templo.   Mateus...

5º Domingo da Quaresma – Ano A – Homilia

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  Evangelho: João 11,1-45   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Na vida indestrutível se manifesta a glória de Deus Estamos, com o Evangelho deste domingo, no sétimo e último “sinal” de Jesus, segundo o evangelista. “Sinal”, no Evangelho Segundo João, é uma obra poderosa. Está-se para se concluir a primeira grande parte desse evangelho, o denominado “Livro dos Sinais” (Jo 1,19—12,50). Os sinais (milagres, segundo outros evangelistas) têm a função de levar os ouvintes ou leitores do Evangelho a realizarem uma opção: crer ou não em Jesus! Mas não apenas isso, há de se descobrir o valor profundo de Jesus, o dom que ele é à humanidade: “ Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede ” (Jo 6,35).   João 11,1-3: «Naquele tempo, havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxug...

4º Domingo da Quaresma – Ano A – Homilia

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  Evangelho: João 9,1-41   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas) Jesus abre os nossos olhos para sermos livres O capítulo 9 do Evangelho de João contém uma severa acusação contra a cegueira de uma instituição religiosa, para a qual o bem da doutrina é mais importante do que o bem do ser humano. O contexto é o seguinte: Jesus sai, ou melhor, foge do templo, após uma tentativa de apedrejamento (cf. Jo 8,59), mas, saindo do templo, encontra as pessoas que não podem entrar no templo, os excluídos. Vamos ler, então. João 9,1-7: «Naquele tempo, ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. Os discípulos perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?” Jesus respondeu: “Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. Enquanto est...