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19º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 14,22-33   Frei Alberto Maggi  * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Permitir que Jesus conduza a sua Igreja é deixar-se conduzir por um amor universal O amor universal de Deus por toda a humanidade, que Jesus veio manifestar com a sua vida e a sua mensagem, encontra resistência precisamente no grupo dos discípulos que não aceita que o amor de Deus seja para toda a humanidade, inclusive os pagãos; eles acham que o privilégio pertença a Israel.   Mateus 14,22-23a: ** «[Depois da multiplicação dos pães,] Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,  enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós.» Assim nos escreve Mateus em seu Evangelho, no capítulo 14, do versículo 22 em diante: “ Logo depois ” (a expressão “ Depois da multiplicação dos pães ” é um acréscimo ao texto bíblico pelo lecionári...

18º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 14,13-21   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Fazer-nos alimento de vida para todos O episódio da partilha dos pães e dos peixes é tão importante que todos os evangelistas o reportam. Nesse episódio, os Evangelhos não veem apenas um sinal realizado por Jesus, mas representam e antecipam a Ceia Eucarística. Portanto, toda essa passagem é uma antecipação e uma compreensão do significado profundo da Ceia Eucarística. Com essa narração, Mateus busca demonstrar não apenas quem é Jesus, mas também a missão confiada a cada crente. O pano de fundo é uma clara referência ao profeta Eliseu (2 Reis 4,42-44), mas com uma diferença fundamental que revela a grandeza de Cristo: Eliseu alimenta cem pessoas com vinte pães, enquanto Jesus alimenta cinco mil homens com apenas cinco pães e dois peixes. Mateus não pretende apresentar um espetáculo prodigioso para impressionar o leitor. A palavra “multiplicação”, no...

17º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 13,44-52   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Quem escolhe a vida está cheio de vida, quem escolhe a morte está cheio de morte, portanto é inútil! No capítulo 13 do Evangelho de Mateus (versículos 24 a 43 — domingo passado), Jesus, com três parábolas, advertiu a comunidade contra os três riscos, contra as três tentações: * com a parábola do joio, advertiu a comunidade contra a tentação de ser comunidade, apenas, dos eleitos; * com a parábola da mostarda alertou sobre a tentação da grandeza e, finalmente, * com a parábola do fermento admoestou sobre o desânimo. Agora, como antídoto a estas três tentações, Jesus convida à fidelidade à primeira bem-aventurança, e faz isso novamente com parábolas. Vamos ler, é o capítulo 13 do Evangelho Segundo Mateus, versículo 44 em diante.   Mateus 13,44: «“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido....

16º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 13,24-43   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   O Reino de Deus é fruto da humildade, da difusão ampla e do destemor diante da imensa missão No Evangelho de Mateus não só se expõem as tentações que Jesus sofreu, mas também se expõem as possíveis tentações da comunidade dos crentes de todas as épocas. No capítulo 13, encontramos, entre outras, três parábolas com resposta a três possíveis tentações: são as parábolas do Reino. É Jesus quem fala aos seus discípulos, expõe estas parábolas do Reino dos Céus, lembro-me que esta expressão é típica de Mateus, mas indica o Reino de Deus, ou seja, a sociedade alternativa onde: * em vez de acumular para si, partilha-se generosamente com os outros, * onde em vez de dar ordens, se serve, e * onde em vez de subir, se desce. Este é o Reino dos Céus.   Mateus 13,24-30: «Naquele tempo: Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um hom...