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25º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 20,1-16a   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   A justiça de Deus não é como a dos homens   Sabemos que o evangelho significa “boa nova/boa notícia”, mas qual é essa boa nova? Que o Pai de Jesus não é o Deus das religiões; o Deus das religiões é aquele que recompensa a todos segundo os seus méritos, recompensa os bons e pune os maus. Jesus apresenta um Deus completamente diferente: fala de um Pai bom que faz nascer o seu sol sobre os maus e os bons, não depende de merecerem ou não, mas porque têm necessidade; e até faz chover sobre justos e injustos (cf. Mt 5,45).   Mateus 20,1-2: «Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.» Esta mensagem, esta novidade não é bem aceita pelo...

24º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 18,21-35   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   “Perdoar é dar chance à vida” Mateus é o evangelista que mais aborda o tema do perdão do que os demais, principalmente neste capítulo 18. Jesus exortou os discípulos e afirmou que, se o irmão não quiser se reconciliar, deve ser tratado como cobrador de impostos (publicano) ou como um pecador. O que não significava excluí-lo do amor, mas que este não era mais um amor mútuo, mas um amor unilateral. Pois bem, nos versículos que comentamos neste domingo, capítulo 18 de Mateus, versículos 21 a 35, Pedro parece ter entendido. No entanto, ele acha que esse amor deve ser limitado e por isso tenta colocar uma contenção!   Mateus 18,21-22: «Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.» ...

23º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 18,15-20   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   A comunidade unida no perdão é a sinfonia de Deus O evangelista Mateus inicia seu evangelho com a afirmação de que Jesus é o “ Deus conosco ” (Mt 1,23) e conclui seu evangelho com a garantia de Jesus “ Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos ” (Mt 28,20b). Mais ou menos na metade do evangelho, no capítulo 18, versículo 20, Jesus reafirma esta declaração dizendo: “ onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles ”. Assim Jesus afirma, declara solenemente que está no meio da sua comunidade . E por isso mesmo grande parte deste capítulo 18 é contra o escândalo das divergências dentro da comunidade e a necessidade de perdão.   Mateus 18,15-17: «Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o te...

Mês da Bíblia – Daniel é o livro

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Pe. Dr. Telmo José Amaral de Figueiredo Biblista – Comissão Bíblica Diocesana de Jales   O Mês da Bíblia 2026 celebra os seus 55 anos de existência na Igreja do Brasil com uma proposta inédita: o estudo e a reflexão sobre o Livro de Daniel. O lema escolhido para guiar as comunidades ao longo de setembro é “Seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). A proposta, organizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), convida os fiéis a mergulharem em uma das obras mais fascinantes das Escrituras, que mistura narrativas de coragem com visões proféticas e apocalípticas. O Livro de Daniel é uma das obras mais fascinantes e complexas das Sagradas Escrituras. Embora a narrativa se situe no período do exílio babilônico (século VI a.C.), a pesquisa bíblica contemporânea indica que sua redação final ocorreu no século II a.C., especificamente entre 168 e 164 a.C. Trata-se de uma obra atribuída a um sábio lendário do passado para transmitir uma mensagem urgente ao presente. O ob...

22º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

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  Evangelho: Mateus 16,21-27   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Quem é que faz a minha cabeça? O Evangelho de hoje é a sequência exata daquele que nos foi oferecido no domingo anterior, no qual Pedro havia dado uma resposta formalmente correta a Jesus, quando este perguntou aos seus discípulos quem ele era. Hoje entenderemos, melhor, porque a resposta de Pedro foi, apenas, aparentemente correta, mas não correspondia aos seus anseios mais íntimos.   Mateus 16,21: «Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.» Sim, Pedro reconheceu Jesus como o Filho do Deus vivo — aquele que comunica a vida —, também como o Cristo e Jesus proíbe os seus discípulos de anunciar esta mensagem, a de “o Cristo”. Por quê? Esse “o Cristo” professado por Pedro correspondia ao mes...