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Mostrando postagens com o rótulo Utilidade Pública

Uma válida preocupação

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  Aonde leva a inteligência artificial?   Dom Odilo Pedro Scherer Cardeal-arcebispo metropolitano de São Paulo   Se essa novidade tecnológica suscita entusiasmos e apreensões, é certo que a solução para os questionamentos passa pelo próprio ser humano A inteligência artificial é, sem dúvida, uma das mais avançadas criações do engenho humano. Com razão, ela pode ser definida como uma maravilha da ciência e da técnica, que chegou ao ponto de reproduzir muitas operações tidas, até aqui, como exclusivas da inteligência humana. Quem teria imaginado que se poderia atribuir à máquina não apenas a capacidade de memória, mas também certa forma de discernimento, escolha e decisão? O que se conseguia fazer mediante o esforço e duro trabalho durante dias e até meses, a inteligência artificial é capaz de resolver numa fração de segundos! Pois já estamos nesse ponto e tudo faz pensar que temos ainda muito mais pela frente.   Ninguém duvida da utilidade da inteligência ar...

Estão de brincadeira!

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  COPs mais parecem exercício masoquista de autoengano coletivo   José Eli da Veiga Professor sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP), é autor, entre outros, de “O Antropoceno e as Humanidades” (Editora 34); mantém o site www.zeeli.pro.br   Não são nas conferências do clima que devem ser depositadas esperanças por algum freio ao inexorável processo de aquecimento global Merecem máxima atenção duas recentes notícias sobre os gases de efeito estufa (GEE): uma sobre o metano (CH 4 ) e outra sobre o dióxido de carbono (CO 2 ). Mostram o quanto têm sido enganosas as 29 negociações anuais da Convenção do Clima (COPs), das quais a mais surrealista tende a ser a próxima, em Belém do Pará.   O drama do metano foi bem destacado esta Folha no último 16 de novembro: os avisos de vazamento permanecem simplesmente ignorados . Foram respondidos tão somente 1% dos 1.200 alertas para grandes emissões feitos pela ONU. As emissões d...

Estamos doentes

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  País de renda média com doenças de baixa renda   Editorial Jornal «Folha de S. Paulo»   Tuberculose e hanseníase no Brasil ainda preocupam devido à ineficiência histórica em saneamento básico e habitação Apesar de ser um país de renda média, o Brasil ainda precisa enfrentar as chamadas doenças determinadas socialmente, ou seja, aquelas típicas de nações pobres, casos da tuberculose e da hanseníase .   Isso porque tais enfermidades estão relacionadas a aspectos infraestruturais, como saneamento básico e moradia, que sofrem com a ineficiência histórica nas três esferas de governo por aqui.   Tuberculose   Fazemos parte da lista da Organização Mundial de Saúde dos 30 países com maior incidência de tuberculose no mundo , a maioria deles na África e na Ásia. Brasil e Peru são os únicos das Américas.   Segundo o Relatório Global da Tuberculose da OMS, em 2022 foram estimados 10,6 milhões de casos, com 7,5 milhões de fato diagnosticados . A p...

O tempo está se esgotando!

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  O planeta flerta com o ponto sem volta   Eduardo Geraque Jornalista   KIM CAMPBELL COP-30, em Belém, é oportunidade de recomeço global na luta para desacelerar as mudanças climáticas, diz ex-premier do Canadá Considerar questões técnicas, políticas e humanas com o objetivo de criar pontes e empatia para que a sociedade enfrente as mudanças climáticas. É nesse tom que Kim Campbell , ex-primeira-ministra do Canadá, apresentou no Estadão Summit ESG 2024 , nesta quinta-feira, 26 de setembro, no Teatro B32, em São Paulo, a importância da COP-30 , reunião climática da ONU que será realizada em novembro de 2025 na cidade de Belém, no norte do Brasil.   “ O planeta flerta com o ponto sem volta . O corte do uso de combustíveis fósseis é urgente . Assim como as discussões sobre adaptação e sobre formas de financiar os países menos desenvolvidos a enfrentar a crise climática”, afirmou Campbell.   Apesar de o ponto de não retorno estar próximo — o que pode se...

Idosos...

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  A violência contra os mais velhos mora dentro das nossas casas   Mirian Goldenberg Antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de “A Invenção de uma Bela Velhice” (editora Record, 2021)   Desenho: Libero “Mirian, para de escrever sobre velhos, por favor. Escreve sobre a rebimboca da parafuseta”, me pediu um leitor "Mirian, posso te dar um conselho de amigo: para de escrever sobre velhos, por favor. Não gosto de ficar lendo sobre velhofobia, etarismo, violência contra os velhos. Não quero ficar pensando sobre a minha própria velhice . Gosto mais quando você escreve sobre traição, sexo e temas mais leves. Você escreve tão bem que eu iria adorar até se você escrevesse sobre a rebimboca da parafuseta. Pode escrever sobre qualquer coisa, menos sobre velhos."  Não sei quantas vezes eu escutei nas últimas três décadas: “Mirian, para de escrever sobre velhos. Que assunto chato! Escreve sobre um tema mais leve”. Mas foi a prime...

Como nascem os extremos do clima

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  Crise climática produz cenários extremos, alterando probabilidade e frequência de grandes desastres   Reinaldo José Lopes Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de “1499: O Brasil Antes de Cabral”   Mudanças criam um mundo mais arriscado e imprevisível para nós e para o resto da biosfera Afinal de contas, até onde é possível afirmar que uma catástrofe como a que está assolando o Rio Grande do Sul está ligada à crise climática antropogênica (ou seja, causada pela nossa espécie)? Será que outros desastres, acontecidos recentemente ou que ainda estão por vir, podem ser atribuídos a essa causa? As respostas não são simples, mas espero que esta coluna sirva como um guia para os perplexos, esclarecendo os pontos mais importantes da lógica que liga eventos climáticos extremos à crise global que a humanidade provocou. A primeira grande falácia que a gente precisa enfrentar ao falar sobre esse tema é o uso de frases como “Ah, o clima sempre mudou...

A crise ambiental existe, não é teoria

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  Desastres como o do RS têm potencial para furar bolha do negacionismo   Celso Rocha de Barros Servidor federal, é doutor em Sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e autor do livro: “PT, uma História”   Tanque do Exército é utilizado em trabalhos de resgate em área alagada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - Diego Vara - 10.mai.24/Reuters Bolsonarismo lança campanha de desinformação que não se via desde a pandemia de Covid-19 Quem mente que não há aquecimento global tem tudo para ser popular . Afinal, está dizendo para o público que ninguém precisa fazer nada, que o problema não existe. A preguiça muitas vezes faz ideias ruins que não dão trabalho parecerem boas . Além disso, é fácil mentir que o Brasil será mais rico se for possível plantar mais perto dos rios, se for possível fazer pastos ou minas onde hoje há florestas. O sujeito que desmata tem um benefício tangível para si, mais soja, mais minério, e ainda pode apresentar isso como "rique...

Qual opção energética?

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  Os riscos de uma transição energética que nos leva do colapso do petróleo ao esgotamento dos minerais   Alicia Valero Delgado Doutora em Engenharia Química pela Universidade de Zaragoza, na Espanha. É mestre em Eficiência Energética e Ecologia Industrial pela mesma instituição e professora titular na área de Máquinas e Motores Térmicos em Zaragoza, além de diretora do grupo de Ecologia Industrial do Instituto CIRCE ( Consulting and Integrated Resources for Classical Educators ).   ALICIA VALERO DELGADO   Nem todas as alternativas são, de fato, viáveis O uso de combustíveis fósseis está destruindo os modos de vida na Terra e é preciso uma transição energética, para que se dependa cada vez menos de petróleo e se emita cada vez menos CO 2 . Isso é fato. Mas não significa que fazendo essa conversão todos os problemas estarão resolvidos . O alerta vem da professora Alicia Valero que, em conferência no IHU, dentro do Ciclo de Estudos Transição Energética e o Co...