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3º Domingo da Páscoa – Ano B – Homilia

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  Evangelho: Lucas 24,35-48   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Somos testemunhas de um Cristo vivo, que deseja a mudança de mentalidade e o perdão Se nenhum evangelista nos descreve a ressurreição de Jesus, todos nos dão indicações preciosas sobre como experimentá-lo vivo e vivificante em nossas vidas. A experiência da ressurreição de Cristo não foi um privilégio para poucos, mas uma possibilidade para todos. Lucas, e aqui estamos no final do seu evangelho, capítulo 24, insiste no verbo “reconhecer no partir do pão” . O que Lucas nos descreve não é uma visão, mas uma experiência, um reconhecimento. São os discípulos de Emaús que regressam, encontram os outros e contam como o reconheceram ao partir o pão. Por que na fração do pão? É Jesus quem na Última Ceia, no Evangelho de Lucas, depois de ter partido o pão e oferecido aos seus seguidores, disse: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19). Na celebração da Eucaristia...

2º Domingo da Páscoa – Ano B – Homilia

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  Evangelho: João 20,19-31   Frei Alberto Maggi * Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   O cristão deve ser a expressão do amor de Deus O primeiro dia da semana é o dia da ressurreição de Jesus. Os discípulos assumiram o hábito, a iniciativa de se reunir para a celebração eucarística . E o capítulo 20 do Evangelho de João nesses versos, de 19 a 31, que a Liturgia hoje nos apresenta, diz respeito precisamente ao significado profundo da celebração eucarística . A Eucaristia é o momento importante, indispensável e valioso para o crescimento individual e o crescimento da comunidade. O evangelista, nesta passagem, nos dá seu profundo significado, vamos ver.  João 20,19ab: ** «Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse:» A comunidade está reunida no primeiro dia da semana e escreve João que “...

Solenidade da Vigília Pascal – Ano B – Homilia

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  Evangelho: Marcos 16,1-7   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   A morte não pode interromper a vida A fé na ressurreição não se baseia num anúncio, mas na experiência do encontro com o Ressuscitado . A morte de Cristo não encerrou a sua missão, pelo contrário. O evangelista Marcos apresenta dois movimentos diferentes . As mulheres, expoentes do velho mundo, dirigem-se ao túmulo para lamentar o que já não existe. Jesus sai do túmulo e envia para o mundo inteiro. A morte não interrompe a vida do indivíduo, mas projeta-a para horizontes ilimitados .  Marcos 16,1: «Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus.» O evangelista nomeia as três mulheres que faziam parte do grupo que testemunhou a morte de Jesus (cf. Mc 15,40), e entre estas Maria Madalena, que viu onde Jesus foi colocado (Mc 15,47). As mulheres, discípulas de Jesus, mostr...

Paixão do Senhor – Sexta-feira Santa – Homilia

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  Evangelho: João 18,1―19,42   Frei Alberto Maggi Padre e biblista italiano dos Servos de Maria (Servitas)   Cristo não morre, mas entrega o Espírito, a força vital do amor O risco que corremos nessas ocasiões é o de nos emocionarmos, indignarmos e nos alegrarmos com acontecimentos bem datados no tempo e que nos provocam reações emocionais, mas com os quais temos o cuidado de não nos identificar . Afinal, o que tem a ver conosco um traidor como Judas ou um covarde como Pedro ? Nós NUNCA teríamos traído Jesus! E o que dizer, então, dos discípulos tão orgulhosos quanto covardes... e aquele Pilatos oportunista? Vejamos, portanto, os protagonistas da paixão , personagens representativos nos quais cada um de nós pode ver-se representado, e as diferentes respostas dos seres humanos ao anúncio do amor de Deus manifestado em Jesus.  Firmemente amarrado, Jesus é o único homem livre em toda a história da paixão . Ele é livre porque é movido exclusivamente pelo a...