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3º Domingo de Páscoa – Ano C – Homilia

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  Evangelho: João 21,1-19   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   Seguir Jesus é aprender a amar e servir, sobretudo, os mais fracos e pobres Quando Jesus ressuscitado se manifestou aos seus discípulos, ele os enviou. Foi como se ele dissesse: “ Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio. Ide e testemunhai um amor de Deus pela humanidade, pleno, total e incondicional ”. Mas, aparentemente, os discípulos não entenderam ou não desejaram ir e manifestar esse amor e, de fato, voltaram às suas ocupações habituais. Leiamos o capítulo 21 do Evangelho de João.   João 21,1: ** «Naquele tempo, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim:» É a terceira vez que Jesus ressuscitado se manifesta. O número não deve ser entendido de forma aritmética ou matemática, mas significa a completude, a plenitude das aparições, das experiências de Jesus ressuscitado. ...

2º Domingo de Páscoa – Ano C – Homilia

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Evangelho: João 20,19-31   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   O cristão deve ser a expressão do amor de Deus O primeiro dia da semana é o dia da ressurreição de Jesus. Os discípulos assumiram o hábito, a iniciativa de se reunir para a celebração eucarística. E o capítulo 20 do Evangelho de João nesses versos de 19 a 31 que a liturgia hoje nos apresenta, diz respeito precisamente ao significado profundo da celebração eucarística. A Eucaristia é o momento importante, indispensável e valioso para o crescimento individual e o crescimento da comunidade. O evangelista, nesta passagem, nos dá seu profundo significado, vamos ver.   João 20,19ab: ** «Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles...» A comunidade está reunida no primeiro dia da semana e escreve João que “ Jes...

O Papa que deu lugar a Jesus Cristo

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  Pedro Miguel Lamet Presbítero, jornalista e escritor espanhol pertencente à Companhia de Jesus (Jesuítas)   PAPA FRANCISCO, já muito enfermo, entre fiéis na Praça São Pedro - Vaticano Ele fez aquilo que é o mais arriscado e perigoso: aproximar mais a Igreja do Evangelho de Jesus Cristo Você saiu quase silenciosamente, assim como entrou na Basílica de São Pedro para governar a Igreja, sem vestes religiosas de luxo, com uma saudação simples e amigável e um sorriso, sem carro de luxo, sem sapatilhas vermelhas e com um quarto comum de padre. Você desceu do trono papal para estar perto dos fracos e pregar o Evangelho. Portanto, antes de você partir em meio a este calvário em Gaza, trago-lhe quinze ações de graças .   1. Obrigado por ser “um ser humano” . Parece óbvio, mas não é tão óbvio assim. Você deixou o papa intocável para trás. Não aquele com a tiara, a cadeira gestacional e o “nós”, felizmente rejeitada pelos seus antecessores. Sem se  enclausurar no ter...

Por que Francisco não foi mais longe?

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  Carlos Eduardo Sell Doutor em Sociologia e Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)   Ao buscar reformar a Igreja de forma cautelosa, Papa Francisco deixa legado ambivalente: abriu portas, mas são muitos os impasses para o seu sucessor Primeiro pontífice jesuíta, latino-americano e oriundo da periferia do sistema eclesiástico romano, Francisco assumiu a liderança de uma instituição em crise, abalada por escândalos, estagnada institucionalmente e desafiada por um mundo cada vez mais secularizado e polarizado. Seu objetivo? * Atualizar o funcionamento da Igreja Católica, * reaproximá-la das pessoas comuns e * torná-la mais sensível às dores do mundo contemporâneo.   O projeto de Francisco se desenvolveu em quatro grandes eixos: a reforma administrativa do Vaticano, a promoção da sinodalidade (uma espécie de democratização interna da Igreja), a reinterpretação da moral sexual e familiar e uma nova atuação geopolítica do catolicismo no cen...