As cordas que movem o conflito no Oriente Médio
Há uma mudança no mundo político, social e cultural do Oriente Médio. Criará muitas tragédias, levantará muitas esperanças e derramará demasiado sangue. Talvez seja melhor ignorar os analistas e seus think tanks , cujos “especialistas” idiotas dominam os canais de televisão globais. Se os tchecos puderam ter sua liberdade, por que não os egípcios? Se os ditadores podem ser derrubados na Europa – primeiro, os fascistas, depois, os comunistas – por que não ocorreria o mesmo no grande mundo árabe muçulmano? E – só por um momento – deixem a religião fora disso. O artigo é de Robert Fisk (foto acima), correspondente do jornal The Independent , e publicado por Carta Maior, 20-02-2011. Eis o artigo. Hosni Mubarak denunciou que os islamistas estavam por trás da revolução egípcia. Ben Al í disse a mesma coisa na Tunísia, O rei Abdulá , da Jordânia, vê uma mão obscura e sinistra, a mão da Al Qaeda, da Irmandade Muçulmana, uma mão islamista por trás da insurreição que percorre o mundo árabe....