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Não cantaremos a internet

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Julio Groppa Aquino Com a toxicodependência cognitiva que causa, ela deve ser proibida em aula, diz professor Meu pai morreu há exatos 20 anos; ele não conheceu a internet. Nem minha mãe, que se foi logo depois. Nem Guimarães Rosa, nem Clarice Lispector, nem Carlos Drummond - de quem parafraseio o título acima. É bem provável que Cazuza tampouco. Michel Foucault, certamente não. Teriam eles nos legado o que legaram caso tivessem sido interceptados pelo imperativo informativo-comunicacional perpetrado pelo advento da rede mundial de computadores? Teriam eles páginas próprias? Valer-se-iam do Google para construir seus feitos? Responderiam a nossos e-mails? As discussões no Parlamento brasileiro em torno do Marco Civil da Internet constituem uma ocasião propícia para que ganhemos alguma distância reflexiva acerca desse fenômeno sociocultural sem precedentes na história humana, cujos efeitos sobre nossos modos de vida se mostram não apenas incontáveis, mas também cada vez mai...

4º Domingo da Quaresma – Ano A – HOMILIA

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Evangelho: João 9,1-41 (texto breve: Jo 9,1.6-9.13-17.34-38) Naquele tempo,   1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença .   6 E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego.   7 E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?”   9 Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!” 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego.   14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego.   15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre os meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de...

TOLERÂNCIA À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER [Inacreditável!]

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Ipea divulgou estudo "Tolerância social à violência contra as mulheres". Instituto ouviu 3.810 pessoas em 212 cidades entre maio e junho de 2013. Filipe Matoso Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo, mostra que 58,5% dos entrevistados concordam totalmente (35,3%) ou parcialmente (23,2%) com a frase "Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros". Segundo o levantamento, 37,9% discordam totalmente (30,3%) ou parcialmente (7,6%) da afirmação – 3,6% se dizem neutros em relação à questão. O estudo também demonstra que 65,1% concordam inteiramente (42,7%) ou parcialmente (22,4%) com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", enquanto 24% discordam totalmente, 8,4% discordam parcialmente e 2,5% se declaram neutros. A pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho do ano passado em 212 cidades. Do total de ...

UM RETRATO DA JUVENTUDE DE HOJE

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Um terço dos jovens não usa camisinha e 12% já abortaram Fabiana Cambricoli e Marina Azaredo Pesquisa indica que 32% das brasileiras de até 20 anos engravidam; comportamento de risco delas preocupa especialistas da Unifesp Clique sobre a imagem para ampliá-la Um terço dos jovens de 14 a 25 anos nunca usa camisinha em suas relações sexuais e 32% das mulheres até 20 anos já engravidaram pelo menos uma vez - e 12% delas passaram por um aborto (espontâneo ou provocado). Os dados fazem parte do 2.º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas , realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira, 26 de março. Com 1.742 entrevistados dessa faixa etária, a pesquisa investigou o comportamento dos jovens brasileiros com relação ao uso de álcool e drogas, vida sexual e cuidados com a saúde. O estudante de Jornalismo Túlio Rodrigues, de 19 anos, faz parte dessa estatística. Em suas últimas relações sexuais, não usou o preservativ...

O encontro de Jesus com um cego: É convivendo que os olhos se abrem

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Evangelho do 4º Domingo da Quaresma - Ano A João 9,1-41   Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino O texto sobre o qual meditamos é comprido. Mas é um texto muito vivo. Difícil de ser cortado pelo meio. Trata da cura de um cego, a quem Jesus devolve a luz aos olhos. É uma história cheia de simbolismo. Temos aqui mais um exemplo concreto de como o Quarto Evangelho tira raio-X para revelar o sentido mais profundo que existe escondido dentro dos fatos. É o sexto sinal, realizado em dia de sábado (Jo 9,14) e ligado à Festa das Tendas (Jo 7,2.37), que era a festa da água e da luz. As comunidades do Discípulo Amado identificaram-se com o cego de nascença e com a sua cura. Cegas desde o nascimento por causa da prática legalista da Palavra de Deus, elas conseguiram enxergar a presença de Deus na pessoa de Jesus de Nazaré. Para chegar a isso, tiveram que fazer uma travessia, cheia de conflitos e de perseguições. Por isso, pela descrição das várias etapas e conf...