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Alerta de um historiador

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  Ponto de contato entre Trump e Mussolini   Naief Haddad Repórter Especial   CARLO GINZBURG Em entrevista à Folha, historiador italiano celebrado fala sobre fake news , tema de ensaio recém-publicado no Brasil Em ensaio recém-publicado, Carlo Ginzburg , 85 anos, discute a atração exercida pelas fake news recorrendo a pensadores como Tácito, Maquiavel e Freud. À Folha de S. Paulo , o historiador italiano indica semelhanças entre Mussolini e Trump e defende a “leitura lenta” diante da velocidade da internet. Já havia passado uma década da Marcha sobre Roma, episódio que levou Benito Mussolini, à frente do Partido Nacional Fascista, a assumir a função de primeiro-ministro da Itália. Em 1932, Il Duce , dono de uma retórica envolvente e muitas vezes distante da verdade factual, concedeu uma série de entrevistas ao jornalista alemão Emil Ludwig , que resultou no livro “Colloqui con Mussolini”. Em um desses encontros no Palácio Venezia, na capital italiana, Ludwi...

E agora, o que fazer?

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  “Trump está mais para um palhaço perigoso do que para Hitler”   Clarissa Carvalhaes Colaboradora correspondente de “CartaCapital” em Nova York   Para David Daley, a infiltração da Justiça pelo extremismo é o maior risco à democracia — nos Estados Unidos e no resto do mundo David Daley, pesquisador e integrante sênior da organização apartidária norte-americana  FairVote , dedica-se há anos ao estudo do fenômeno do extremismo de direita . É autor, entre outros, do best seller  Ratf**ked: Por Que Seu Voto Não Conta , base do premiado documentário  Slay The Dragon . Na entrevista a seguir, Daley explica como ideologias extremas ganharam força e relevância no cenário contemporâneo. Detalha o projeto de longo prazo do Partido Republicano , reforçado pela vitória de Donald Trump, de ocupar todas as esferas de poder e limitar direitos dos cidadãos conquistados ao longo de décadas. E aponta o dedo para as Big Techs: “ Os novos senhores ...

Desobedecer a Bíblia para escolher a vida

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  Quando Deus não proibiu o camarão   João Melo Professor e escritor, mestrando em Educação na UERJ   A Bíblia é, acima de tudo, portadora da mensagem de amor incondicional de Deus por você e por todos Nenhum dos autores sagrados desencarnou-se como que num “transe psicográfico” para redigir os textos bíblicos. Na verdade, nenhum dos autores desvencilhou-se de seu contexto cultural, pois não houve quem escrevesse apartado de seu tempo e espaço , nem de seus condicionamentos históricos, inclusive os preconceitos pessoais e estruturais que os atravessavam. Está tudo lá, nas linhas e entrelinhas dos textos sagrados. E não obstante, acreditamos que mesmo nessas limitações humanas, os textos são inspirados pelo Espírito Santo que comunica vida através deles .   Por isso que para ler e interpretar os textos, é preciso ter em conta os contextos de onde o texto foi concebido.   No geral, os textos bíblicos eram resultado de uma experiência coletiva de fé qu...

Festa do Batismo do Senhor – Ano C – Homilia

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  Evangelho: Lucas 3,15-16.21-22   Alberto Maggi * Frade da Ordem dos Servos de Maria (Servitas) e renomado biblista italiano   Batismo: gesto de fidelidade ao plano de Deus João Batista, no deserto, havia anunciado o batismo como sinal de conversão, ou seja, uma mudança de vida, para o perdão dos pecados. A resposta é inesperada: todas as pessoas se juntam a ele. O povo entendeu que o perdão dos pecados não pode acontecer no Templo, com um ato litúrgico, com um sacrifício ao Senhor, mas com uma mudança de vida. Mas se o povo acreditou e correu para João Batista, as autoridades religiosas, os líderes não o fizeram, sempre resistindo a qualquer convite para mudar.   Lucas 3,15-16b: ** «Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o Messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias.»...