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SEM DESCULPAS!!!

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Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos Eleonora de Lucena Jornalista, ex-editora-executiva da Folha (2000-2010) e copresidente do serviço jornalístico TUTAMÉIA (tutameia.jor.br) A defesa da democracia está no cerne do jornalismo ELEONORA DE LUCENA (Em pé, falando ao microfone) Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo . É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando. As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação – com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas . Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil . Para o CANDIDATO-NOJO, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988. Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo ...

Eleições 2018 e o Fanatismo Religioso

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A oportuna reflexão de um bispo Dom Sílvio Guterres Dutra Bispo Diocesano de Vacaria – RS O atual fenômeno do fanatismo religioso, misturado com a política, tem se caracterizado por algumas causas (bandeiras) defendidas a “unhas e dentes” sobre as quais é praticamente impossível se dizer qualquer coisa sem ser condenado ao “fogo dos infernos” Dom Sílvio Guterres Dutra Perto do segundo turno das eleições, em meio a uma tempestade de notícias falsas, dinheiro de caixa 2, manipulação das mentes via redes sociais uma palavra de serenidade, bom senso e alerta! Dom Sílvio Guterres Dutra , bispo da Diocese de Vacaria, Rio Grande do Sul, envia uma mensagem para comunidades, pastorais, movimentos, lideranças: “ de todas as possíveis manifestações fanáticas, das quais a primeira vítima é sempre o próprio uso da razão, o fanatismo religioso é o pior ” . “ O que eu quero crer de verdade é que não cheguemos ao ponto de ter que pedir socorro aos ateus, para que nos ...

JUVENTUDE – Urgente!

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Em que a igreja precisa avançar em sua relação com as juventudes? Pe. Maicon Malacarne Coordenador de pastoral na Diocese de Erexim (RS), especialista em juventude no mundo contemporâneo e membro da Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da Juventude (CNBB) Pensar a evangelização das juventudes significa pensar, também, um paradigma de Igreja. Precisamos ter coragem de conversar sobre isso Talvez seja interessante iniciar tendo clareza do que significa “Igreja” . O papa Francisco vive uma eclesiologia e, a partir dela, propõe um caminho. Suas práticas e pregações, inclusive a convocação do Sínodo sobre “juventude, fé e discernimento vocacional” , estão alicerçadas num “modelo” de Igreja.  O Concílio Vaticano II cunhou a concepção “Igreja – Povo de Deus” ( Lumen Gentium [LG] n. 9). Passou a tratar, assim, do que diz respeito a todas as pessoas. A Igreja está “dentro do mundo” e se faz, nele, sacramento, sinal do Reino de Deus (LG 13). Trata-se de tod...

Que políticos, afinal, foram eleitos?

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Renovação versus Conservadorismo Bruno Carazza Doutor em Direito e mestre em Economia, é autor de “Dinheiro, Eleições e Poder: as engrenagens do sistema político brasileiro” (Companhia das Letras) e do blog “O E$pírito das Leis” Percentual de novatos no Congresso é de 22,8%, menor que os 50% propalados BRUNO CARAZZA DOS SANTOS Na Ilustríssima [caderno da Folha de S. Paulo] do último dia 14 eu procurei demonstrar que a tão falada renovação do Congresso Nacional teria sido muito maior se as regras eleitorais, em especial a distribuição do fundo eleitoral , não tivessem sido desenhadas para manter o status quo de nossa elite política. Na última semana a cientista política Simone Diniz , professora da Universidade Federal de São Carlos, me chamou a atenção para um outro aspecto dessa dinâmica. Em evento realizado pela RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade) e pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, ela argumentou que, pesquisando a história preg...

O falso sobre o fake

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Falando a verdade sobre acreditar em mentiras Marcus André Melo Professor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-professor visitante do MIT e da Universidade Yale (EUA) Fake news produzem polarização, mas não alteram voto MARCUS ANDRÉ MELO Exposição às fake news podem levar as pessoas a mudar o voto? Esta pergunta adquiriu grande centralidade no debate público e a ciência política já produziu algumas respostas. Um grupo de 16 pesquisadores de diversas áreas — da ciência política à economia comportamental— produziu uma avaliação do estado da arte das notícias falsas. Em “The Science of Fake News” , publicado na revista Science (2018), os autores concluem que não existem evidências robustas sobre o efeito da exposição às fake news no comportamento político (por exemplo, comparecimento às urnas ou como se vota). A afirmação vale para fake news , não para campanhas políticas . A análise mais rigorosa sobre a influência das fake news nas eleições nort...

O que fazer após estas eleições???

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O erro número um é presumir que todo eleitor de Bolsonaro é racista e autoritário Mala Htun Professora de Ciência Política na Universidade do Novo México (EUA) Brasileiros, aprendam com nossos erros MALA HTUN O Brasil está à beira de eleger como presidente um homem que muita gente define como misógino, racista, homófobo e autoritário. Jair Bolsonaro, que serviu por sete mandatos como deputado federal, fez declarações públicas que insultam a dignidade das mulheres, dos afrodescendentes, das pessoas que não se enquadram às normas de gênero; que parecem endossar a tortura e elogiam a ditadura; e que oferecem justificação a execuções extrajudiciais pela polícia. O mundo está horrorizado . Como é que vocês podem estar elegendo um bárbaro como esse para a Presidência? Por que estão permitindo que sua democracia desça pelo ralo? Se tudo isso soa familiar, é porque é familiar. Os Estados Unidos passaram por coisa parecida dois anos atrás, com a eleição de Dona...

29º Domingo do Tempo Comum – Ano B – Homilia

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Evangelho: Marcos 10,35-45 Naquele tempo: 35 Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: «Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir». 36 Ele perguntou: «O que quereis que eu vos faça?» 37 Eles responderam: «Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!» 38 Jesus então lhes disse: «Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?» 39 Eles responderam: «Podemos». E ele lhes disse: «Vós bebereis o cálice que eu devo beber,  e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40 Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado». 41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42 Jesus os chamou e disse: «Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43 Mas, en...