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INDIGNAÇÕES DE UM BIBLISTA...

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Caras amigas, caros amigos, Johan Konings Ao enviar a minha saudação natalina, sei que, durante os últimos tempos, fiquei em dívida para com muitos de vocês, mas isso é, em grande parte, porque dez anos atrás tomei a decisão de priorizar incondicionalmente a nova tradução da Bíblia da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Igreja Católica] dedicando-lhe todo o meu tempo que sobrava das aulas, atividades pastorais e sociais. Claro, com a ajuda do coordenador e dos outros colaboradores. Eu assumi o papel de ser o arquivo vivo do projeto, tendo tudo na cabeça e no computador, para ligar tudo com tudo, o texto material, a interpretação, o projeto de edição... Acabou ( quase ). Agora posso pensar em mensagens para meus amigos... E minha preocupação política, social, cultural? Não neguei. Somente, fui para a retaguarda, para poder terminar o trabalho de que falei acima. Meu pensamento não abandonou o povo brasileiro, muito amado e muito abandonado. Decerto, há ainda ...

GRAVÍSSIMO: o cyberbullying

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1 em cada 4 crianças já sofreu ofensas na internet; cyberbullying desafia pais Júlia Marques Porcentual de vítimas cresce ano a ano: passou de 15% em 2014 para 23% no ano passado. Falta de intimidade de adultos com tecnologia – enquanto crianças são nativas digitais – é uma das explicações para a dificuldade dos pais de identificar riscos Agressões levaram a família a mudar a jovem de escola; hoje, menina faz acompanhamento psicológico. Foto: Luciano Belford / Estadão Quando entrou em um colégio novo, na zona oeste do Rio, os problemas começaram para Laura, de 13 anos. “Ela é popular. Faz amizade fácil e é bonita. Aquilo provocou a ira de um grupo de colegas”, lembra Rita, de 46 anos, mãe da jovem. Para conter as brigas na escola particular, a menina foi trocada de turno, mas a família jamais imaginaria que, mesmo distante dos antigos colegas, as agressões continuariam em outro espaço: o virtual . “Achei que haveria um basta. Mas foi pior. Pegaram a fo...

A questão palestina é pior do que se imagina!

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Não havia processo de paz para ser destruído Roger Cohen The New York Times A causa palestina está cada vez mais debilitada e o mundo árabe agora tem outras prioridades para se preocupar Cidade Velha de Jerusalém e o complexo da Mesquita de Al-Aqsa Foto: AFP / AHMAD GHARABLI Meus colegas Anne Barnard, Ben Hubbard e Declan Walsh captaram muito bem a reação palestina e árabe ao reconhecimento oficial de Donald Trump de Jerusalém como capital de Israel . “ Uma explosão de violência ainda virá, mas, até agora, só percebemos uma explosão de lamentos .” Jerusalém, cidade de paixões, sempre foi um barril de pólvora. A Segunda Intifada começou em 2000, quando Ariel Sharon, numa atitude provocadora, visitou o Monte do Templo, chamado pelos muçulmanos de Nobre Santuário. Mas isso foi há 17 anos, quando o choque entre israelenses e palestinos estava no cerne do conflito que tomava conta do Oriente Médio e o apoio árabe à causa palestina era mais do que apenas retórica. ...

POBREZA: tema central das próximas eleições

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País da desesperança João Domingos Jornalista Impensável alguém querer vencer a eleição sem abordar  a questão da pobreza Os dados da Síntese de Indicadores Sociais 2017 , divulgados ontem pelo IBGE, deveriam servir de ponto de partida para todos os que vão disputar a sucessão presidencial no ano que vem. De acordo com o estudo, um quarto da população, ou 52,2 milhões de brasileiros, estava abaixo da linha da pobreza em 2016 , conforme parâmetros estabelecidos pelo Banco Mundial no mês passado. Um contingente que corresponde a cinco vezes e pouco a população de Portugal ou a da Grécia, perto de nove vezes a da Dinamarca, ou tanta gente quanto tem a África do Sul . Desses 52,2 milhões que viviam com renda domiciliar per capita diária inferior a US$ 5,50 (R$ 387,07 por mês) , quase 18 milhões eram crianças de zero a 14 anos. Ainda conforme os dados do IBGE, 43,1% dos habitantes do Norte e 43,5% dos moradores do Nordeste vivem com renda igual ou inferior...

A política tem jeito?

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Dom Odilo Pedro Scherer Cardeal-Arcebispo de São Paulo – SP Temos de crer que sim. Mas é uma construção paciente, lúcida e perseverante de todos Dizer que a política está em crise já virou lugar-comum. A política anda em baixa, gozando de pouca credibilidade pública, e não é para menos. Motivos para isso são os fatos de má política e os intermináveis escândalos de corrupção envolvendo personagens públicos. Somam-se a isso a escassez de propostas de interesse coletivo em partidos que por vezes não passam de legendas para abocanhar verbas do Fundo Partidário , a carência de debates políticos de qualidade, o corporativismo e o poder posto a serviço de setores, muitas vezes, minoritários da sociedade ou de grupos econômicos e financeiros, em vez da promoção do interesse mais geral da sociedade. Para o cidadão também é motivo de perplexidade e desconfiança a política demasiadamente polarizada, que se expressa em ataques pessoais sistemáticos a adversários, não impo...

3º Domingo do Advento – Ano B – Homilia

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Evangelho: João 1,6-8.19-28 6 Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: «Quem és tu?» 20 João confessou e não negou. Confessou: «Eu não sou o Messias». 21 Eles perguntaram: «Quem és, então? És tu Elias?». João respondeu: «Não sou». Eles perguntaram: «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». 22 Perguntaram então: «Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?» 23 João declarou: «Eu sou a voz que grita no deserto: “Aplainai o caminho do Senhor”.» - conforme disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: «Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Pr...

CELULARES VICIAM E ADOECEM!

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Viciados em telas André Lopes Cientistas atestam que a dependência de smartphones afeta a química do cérebro, levando ao desenvolvimento de transtornos como déficit de atenção DETOX: Centro de tratamento na Califórnia (Estados Unidos): é preciso desconectar-se na entrada da clínica Se você não estiver lendo esta reportagem no celular, uma pergunta: onde está ele agora? A questão fez com que o procurasse? Se respondeu “sim”, é provável que, nos próximos minutos, você não consiga se concentrar neste texto. Quando o aparelho fica fora de alcance, um sentimento de ansiedade costuma tomar conta do usuário , bastando porém tê-lo em mãos para o alívio ressurgir. Se isso é comum no seu dia a dia, deve-se acender o sinal amarelo . De acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado no último dia 30 de novembro, a dependência de smartphones já pode ser, sim, chamada de vício . Isso porque seu uso excessivo produz alterações ...