«Quando devemos fazer uma escolha e não a fazemos, isso já é uma escolha.» (William James [1842-1910]: filósofo e psicólogo norte-americano)

Quem sou eu

Jales, SP, Brazil
Sou presbítero da Igreja Católica Apostólica Romana. Fui ordenado padre no dia 22 de fevereiro de 1986, na Matriz de Fernandópolis, SP. Atuei como presbítero em Jales, paróquia Santo Antönio; em Fernandópolis, paróquia Santa Rita de Cássia; Guarani d`Oeste, paróquia Santo Antônio; Brasitânia, paróquia São Bom Jesus; São José do Rio Preto, paróquia Divino Espírito Santo; Cardoso, paróquia São Sebastião e Estrela d`Oeste, paróquia Nossa Senhora da Penha. Sou bacharel em Filosofia pelo Centro de Estudos da Arq. de Ribeirão Preto (SP); bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. da Assunção; Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (Itália); curso de extensão universitária em Educação Popular com Paulo Freire; tenho Doutorado em Letras Hebraicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, realizo meu Pós-doutorado na PUC de São Paulo. Estudei e sou fluente em língua italiana e francesa, leio com facilidade espanhol e inglês.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Notícias falsas envolvem muito dinheiro

O dinheiro das “fake news”

Editorial
Jornal «O Estado de S. Paulo»

A disseminação de “fake news” não é uma atividade caseira.
Ela envolve muito dinheiro
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Ao se referir ao financiamento da disseminação de fake news, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), disse que “tem gente gastando pesado”. Segundo o senador afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, este é o principal ponto a se investigar na CPMI: “Quem são os financiadores nas redes sociais para difamar alvos e atacar a conduta das pessoas?”.

É preciso apurar quem está financiando esses crimes virtuais, que tanto mal causam à democracia, às instituições e à honra das pessoas. A disseminação de fake news não é uma atividade caseira e despretensiosa, feita por pessoas isoladas. Trata-se de uma operação sofisticada, que se vale de ferramentas tecnológicas avançadas, com a finalidade de interferir e deturpar, de forma significativa, o debate público. Tudo isso envolve muito dinheiro.

Em depoimento prestado à CPMI em dezembro do ano passado, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que um único disparo feito por robôs custa, em média, R$ 20 mil.

“De maneira, digamos, legal, comprovável imediatamente, (são destinados) praticamente R$ 500 mil, de dinheiro público, para perseguir desafetos.”

No caso, a deputada referia-se ao “gabinete do ódio”, formado por assessores especiais da Presidência da República. “Nós estamos falando de crime. Caluniar, difamar e injuriar são crimes previstos no Código Penal”, lembrou Joice Hasselmann.

De acordo com parlamentares que acompanham os trabalhos da CPMI das Fake News, uma estrutura similar à do “gabinete do ódio” custa cerca de R$ 1,5 milhão por mês, segundo apurou o Estado.

Ao comentar, no início de março, os ataques às democracias liberais, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que “nada disso custa pouco. Um robô custa US$ 12 por mês”. Para cada disparo são utilizados milhares de robôs, cuja função é inflar artificialmente a relevância e o compartilhamento das agressões e notícias mentirosas.
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SENADOR ANGELO CORONEL (PSD - BAHIA)
Presidente da CPMI sobre Fake News

No mês anterior, Rodrigo Maia havia afirmado não ter “nenhuma dúvida” de que os ataques pelas redes sociais “têm um sistema de financiamento por trás, que será descoberto em algum momento”. O presidente da Câmara disse existir “um grupo na internet (...), com pessoas que não são democráticas, que quer generalizar problemas que existem no Parlamento, no Supremo Tribunal Federal, no Superior Tribunal de Justiça e em qualquer área, desqualificando e diminuindo a importância desses Poderes. (...) Precisamos ter coragem para enfrentá-lo”.

De fato, é necessário coragem para enfrentar os criminosos difusores de fake news. Não bastasse a convicção de sua impunidade – confiam em suas artimanhas digitais para não se sujeitarem ao rigor da lei –, eles não têm maiores escrúpulos em destruir, com seus robôs e armas do mundo virtual, a honra e a reputação de todo aquele que dificulte a realização de seus objetivos criminosos. Não é mera coincidência que o presidente da Câmara, que há algum tempo vem alertando para a gravidade dos ataques baseados em fake news, tenha se tornado alvo preferencial dos ataques das milícias virtuais.

É preciso identificar e cortar as fontes de financiamento das fake news. A difusão massiva de desinformação é uma atividade criminosa que, além de disseminar informações equivocadas e destruir a honra de seus alvos, mina o ambiente de confiança e de diálogo indispensável para o desenvolvimento sadio de uma sociedade. A atual pandemia do coronavírus revela, em tons dramáticos, a importância da informação confiável e de qualidade, seja para assegurar o cumprimento das medidas de prevenção, seja para evitar situações artificiais de pânico, criadas pelos oportunistas de plantão.

As fake news não são notícias com um conteúdo equivocado. São mensagens de texto, de áudio ou de vídeo feitas e difundidas, à custa de muito dinheiro, com o intuito de distorcer e destruir. É preciso identificar e punir com rigor quem atua com tamanho despudor contra o País e o interesse público. A população não pode ficar à mercê desses manipuladores.

Fonte: O Estado de S. Paulo – Notas e Informações – Domingo, 22 de março de 2020 – Página A3 – Internet: clique aqui

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