Tributar para progredir
Lógicas tributárias fazem do Brasil a “galinha dos ovos de ouro” dos ricos
João Vitor Santos
Entrevista especial com Rafael Barbosa
Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mestre e doutor em Desenvolvimento Econômico na área de concentração Economia Regional e Urbana pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente é pesquisador e pós-doutor em Política Social da Ufes.
Para o economista,
“os quase quatro séculos de escravidão foram determinantes para que o Brasil seja
hoje um dos países mais desiguais”, onde muitos trabalham para benesse de
poucos
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RAFAEL DA SILVA BARBOSA |
IHU On-Line – O que a experiência da pandemia revela sobre a ocupação laboral dos brasileiros?
Rafael da Silva Barbosa – Mostrou a extrema fragilidade do mercado de trabalho brasileiro, em que poucas ocupações estão de fato protegidas contra as flutuações do mercado e situações adversas como da pandemia. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Pnad, em apenas três meses [maio a julho de 2020], o número de desempregados aumentou em mais de 3 milhões, de 9,8 milhões de pessoas para 12,9 milhões de pessoas.
Se antes da Reforma Trabalhista
(aprovada em julho de 2017), as condições já não eram boas, com ela, se mostrou
muito pior. Os trabalhadores se viram totalmente desamparados,
principalmente num contexto de extinção do Ministério do Trabalho promovido
pelo governo Bolsonaro no dia primeiro de janeiro de 2019. O quadro só não é
pior porque a oposição (PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PT e REDE) propôs e
conseguiu aprovar um auxílio emergencial que evitou a catástrofe.
IHU On-Line – E sobre o
Estado e seu papel em financiar proteção social, o que a experiência pandêmica
revela?
Rafael da Silva Barbosa
– Ela mostrou a importância do Estado como instituição
integradora e estabilizadora da sociedade. A falsa oposição entre Estado e
mercado foi posta à prova. Diante da pandemia, todos os axiomas do mercado
autorregulável desmoronaram. O vírus desnudou o mito, e fez isso mostrando
que o individualismo econômico é uma mera ficção que não se sustenta ao menor
tremor, nem de curto prazo.
Assim, mesmo no capitalismo mais
selvagem, como o do Brasil, é necessário ter uma base social para não colapsar.
O auxílio emergencial cumpriu seu papel no curto prazo, mas foi o Sistema
Único de Saúde (SUS) que salvou milhares de brasileiros em última instância,
apesar da sabotagem do próprio presidente da República. Ou seja, uma política
de Estado guiada por funcionários públicos que fizeram e fazem a diferença na
pandemia.
IHU On-Line – Como
compreender o cenário brasileiro dos últimos anos em que a renda dos
trabalhadores é achatada enquanto os rendimentos dos mais ricos se multiplicam?
Onde está a origem dessa desigualdade?
Rafael da Silva Barbosa
– Não há desenvolvimento nacional sem uma reforma tributária
progressiva. Todos os países desenvolvidos tributam progressivamente o topo
da pirâmide de renda e riqueza em seus respectivos países. A única exceção
recente são os Estados Unidos, que têm seguido o caminho da regressividade e,
por isso, têm visto o seu nível de desigualdade subir.
Como sabido, o sistema
capitalista é inerentemente concentrador de renda e riqueza, e, num Estado
desenvolvido, a tributação e a regulação do mercado de trabalho com apropriação
salarial mais próxima dos ganhos de produtividade desempenham um papel de
ajuste estrutural do sistema. O bolo tem que ser feito com simultânea
distribuição dos recursos. É mais fácil distribuir do que redistribuir.
As chantagens do tipo “se tributar,
os ricos vão retirar seu dinheiro do país” são mentiras que não condizem com a
realidade. A galinha dos ovos de ouro do rico brasileiro é o Brasil, se
sair, não vai conseguir competir com o empresário estrangeiro.
O empresário brasileiro é acostumado com regalias e privilégios de
um Estado capturado pela Elite do Atraso, não aguentaria a forte competição lá
fora.
IHU On-Line – A pauta da
reforma tributária é discutida há anos e atravessa diversos governos. Mas, de
fato, o quanto essas propostas discutidas ainda sustentam as lógicas do Estado
como promotor de desigualdade?
Rafael da Silva Barbosa
– Toda tem5ática estruturante necessita de atualizações. Hoje,
contamos com significativos avanços de informações a partir dos microdados
técnicos e científicos sobre ganhos e patrimônio em quase todos os países capitalistas.
O livro do economista francês Thomas Piketty é uma referência internacional
atual. Segundo o autor, o Brasil tem o nível de desigualdade similar ao da
Europa do fim do século XIX.
No Brasil, o recente documento
organizado pelo professor Eduardo Fagnani – “Tributar os super-ricos para
reconstruir o país” – traz uma abordagem inovadora para a discussão. Ele
mostra concretamente como a tributação progressiva pode beneficiar os
trabalhadores e a classe média e os pequenos e médios empresários. O
documento ataca ao mesmo tempo o imaginário distorcido da sociedade sobre a
política da progressividade tributária e coloca na mesa uma proposta concreta
de execução.
Baixe
o documento “Tributar os super-ricos para reconstruir o país”, clicando aqui para o documento síntese, aqui para o documento executivo, aqui para o documento completo.
IHU On-Line – Como conceber
uma reforma tributária que de fato diminua as desigualdades e resolva o
subdesenvolvimento econômico-social do Brasil?
Rafael da Silva Barbosa
– Como citado, documentos como “Tributar os super-ricos para
reconstruir o país” são uma ótima saída. São propositivos, palatáveis de
leitura e concisos. Tais perspectivas precisam ser incorporadas às agendas de
todos os partidos de esquerda e devem ser amplamente divulgadas, pois revelam a
verdadeira modernidade da política. O medo do Estado interventor são ideias
colocadas no imaginário social que não condizem com a realidade do mundo.
Um exemplo claro é o caso dos
pequenos e médios empresários. Em sua grande maioria, pelo simples fato de
possuírem uma empresa, se consideram grandes capitalistas, mas sem capital.
Incorporam a simbologia sem conteúdo, esquecem que sua rotina é tão estafante
como a de qualquer outro trabalhador comum. Compram a agenda dos grandes
empresários sem ter qualquer benefício em troca. As palavras do ministro da
Economia, em uma das reuniões ministeriais mais baixas da história da
República, em 22 de abril de 2020, comprovam a realidade:
“Nós vamos ganhar dinheiro usando recursos públicos pra salvar
grandes companhias. Agora, nós vamos perder dinheiro salvando empresas
pequenininhas”.
Detalhe, são as micro e pequenas
empresas que mais empregam no Brasil. O caminho é mostrar os dados cada
vez mais próximos das diversas realidades. Acho que duas categorias precisam
ser mais trabalhadas: tanto a classe média quanto o universo dos micro
e pequenos empresários são um foco importante de esclarecimento para que a
política tributária progressiva avance dentro do Congresso.
IHU On-Line – O rico no
Brasil paga menos imposto? Por que e como corrigir essa distorção?
Rafael da Silva Barbosa
– Sim. O sistema tributário brasileiro é cada vez mais generoso
à medida que a renda e o patrimônio sobem. Segundo a Receita Federal, os
estratos mais altos do Imposto de Renda de Pessoa Física pagam alíquotas
líquidas em torno apenas de 2%, enquanto estratos médios de 15 a 40 salários
mínimos pagam mais de 10%. Quanto mais rico, mais benefícios e privilégios.
Não à toa o Brasil é considerado um dos países mais desiguais do mundo.
Isto acontece, precisamente, porque
o nosso passado nos condena e ainda não conseguimos corrigi-lo. Os quase
quatro séculos de escravidão foram determinantes para que o Brasil seja
hoje um dos países mais desiguais do mundo e as mazelas sociais vividas
atualmente são resultado direto da nossa história política, econômica e social,
marcada pelo longo período de vigência do padrão produtivo
primário-exportador realizado por meio do trabalho escravo que limita o
processo civilizatório brasileiro. Desse modo, as relações de reprodução social
constituídas nos períodos da Colônia, Império e República Velha foram
determinantes na formação do país e o metabolismo entre esse padrão produtivo e
nossa sociedade criou uma sociabilidade marcada pela naturalização da
exclusão das grandes massas que resultou numa sociedade extremamente
segregada em termos territoriais e segmentada em termos sociais e econômicos.
O Brasil como país do futuro ficou
no meio do caminho. Não fizemos nenhuma das reformas estruturais que todos
os países desenvolvidos fizeram, tais como uma:
a) ampla reforma agrária [uma das maiores reformas agrárias do
mundo foi nos Estados Unidos, a expansão para o Oeste];
b) reforma educacional ampla de qualidade com salários
dignos aos professores [parcialmente restrita apenas ao ensino superior];
c) reforma tributária progressiva;
d) reforma eleitoral com fim da monetização das
campanhas e partidos de aluguel [feita parcialmente com fim do financiamento
empresarial de campanha];
e) reforma urbana para garantir acesso a transporte e
habitação a baixo custo [feita parcialmente com introdução do IPTU progressivo
e políticas habitacionais]; e mais grave de todas,
f) a reforma do sistema financeiro e bancário com
auditoria da dívida pública e maior controle do mercado bancário para
solucionar problemas estruturais, como a redução drástica do criminoso
spread praticado pelos bancos privados.
A solução deve vir da repetição do
debate racional, com uso cada vez mais amplo e corriqueiro de dados para
mostrar os benefícios concretos na vida de todos os brasileiros a partir das
reformas. A racionalização do debate tem que ser um mantra para o
desenvolvimento nacional. É no campo das ideias que se mudam as atitudes.
IHU On-Line – No mundo,
ainda nos primeiros meses da pandemia, um grupo de milionários defendeu maior
tributação sobre suas fortunas. Como o senhor interpreta esse movimento? Quais
as questões de fundo que estão em jogo?
Rafael da Silva Barbosa
– Existe uma frase famosa no mundo acadêmico, do economista Michal Kalecki:
“Os trabalhadores gastam o que ganham; os capitalistas ganham o que
gastam”.
No imaginário do milionário de
países desenvolvidos é claro o papel que a tributação progressiva desempenha na
dinâmica capitalista. É sabido que o Estado é o melhor instrumento social de
redistribuição de renda e riqueza com maiores rebotes positivos para o
avanço do mercado. Por lá, não há uma falsa oposição entre Estado e mercado, os
dois são vistos como parte de um todo.
A redistribuição da renda do topo
para a base da pirâmide reativa a economia. Como o Estado é o
depositário de todas as grandes demandas, ao receber um fôlego financeiro
maior, por meio da tributação dos super-ricos, o Estado pode sanar a demanda
reativando a economia. Por exemplo, quando o Brasil universalizou a energia em
2009, esse gasto na verdade virou um grande investimento, pois gerou empregos,
renda, consumo, vendas e lucros para as empresas locais e principalmente para
os grandes empresários, deixando um legado da obra, a rede elétrica de energia.
Que aliás, proporcionou a criação da onda, logo depois, da linha branca de
eletrodomésticos.
Em função disso que os milionários
(empresários e ofertantes) em países desenvolvidos sugerem a tributação no topo
da pirâmide para a base (aos trabalhadores e demandantes), pois sabem da
virtuosidade dessa política.
IHU On-Line – Qual o papel da
classe média nacional num debate sobre uma reforma tributária que efetivamente
diminua as desigualdades? Quais os desafios para se discutir uma “solidariedade
tributária”?
Rafael da Silva Barbosa
– A classe média é uma formadora de opinião difusa. Sua posição
social entre os cargos mais importantes do Estado e mercado, além de grande
empregadora de parte importante da massa trabalhadora, afeta as percepções.
Seja nos escritórios em repartição pública ou empresas privadas, ou em negócio
próprio, seja até mesmo no dia a dia em seu condomínio em contato com
porteiros, pessoal da limpeza e outros serviços, sua voz tem um peso que pode
influenciar toda a sociedade. Essa categoria social chamada “classe média” tem
um peso simbólico que cristaliza posições políticas concretas.
Costumo dizer que a este grupo
falta uma matéria para concluir, de fato, sua formação: a matéria da cidadania.
Não adianta saber fazer uma derivada ou integral, falar espanhol e inglês,
viajar para diversos países, ocupar um alto cargo em sua empresa, e ao mesmo
tempo ser um ignorante em relação às questões sociais, pois todo o seu
conhecimento pode ser usado contra si mesmo.
O Golpe Parlamentar de 2016 foi
isto. Os maiores prejudicados pela inflexão democrática foram os
pobres, a grande massa trabalhadora e a classe média. Queriam o dólar barato
para viajar para Disney, que à época era R$ 3,50, e hoje pagam R$ 5,30;
reclamavam da gasolina a R$ 2,80 e, agora, pagam mais de R$ 4,00, sem mencionar
o preço dos alimentos. No governo Lula, o preço do pacote [de 5 kg] de arroz
chegou a ser R$ 5,00, e, hoje, o pacote passou dos R$ 40,00. Só quem está
ganhando com tudo isso são os super-ricos.
A “solidariedade tributária”
virá com a educação social da cidadania. O ensino escolar ajuda nesta
questão, mas não é o suficiente. Este tipo de educação deve ser feito nas ruas,
puxado pelos movimentos sociais, organizações não governamentais, igrejas de
todas as religiões, associações como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais
- Anfip e tantas outras e, principalmente, pelos partidos políticos. A
“solidariedade tributária” deve ser um produto da construção da Consciência de
Classe, exercitado cotidianamente com uso intensivo dos dados e análise de
impacto para todos os níveis sociais.
IHU On-Line – O atual
governo realmente compreendeu a importância de investimento em assistência
social com a pandemia? Quais os limites da atual gestão na compreensão sobre o
financiamento desses gastos?
Rafael da Silva Barbosa
– Não. Ele apenas foi alertado que, sem uma intervenção
mínima, o caminho seria a barbárie. No Congresso, ele já sabia que era voto
vencido e tentou administrar a derrota ao propor um auxílio emergencial de R$
200,00, mas quem deu o tom foi a oposição. O governo atual tem um lado muito
claro e a divulgação da reunião ministerial de 22 de abril de 2020 é prova
disso. O bolsonarismo não é apenas um governo neoliberal, é um governo do
subdesenvolvimento nacional em seu limite máximo.
A subserviência aos interesses dos Estados Unidos e o desmonte do
Estado, da indústria nacional e os ataques às instituições democráticas são
alarmantes.
O limite da gestão é a manutenção
no poder. Ao perceber que a transferência de renda, a qual ele nem queria
implantar, lhe deu um pequeno fôlego de aprovação no seu governo, não houve
qualquer constrangimento para sua manutenção. Óbvio, em patamar menor de R$
300,00, mas sem qualquer resistência. Inclusive, o seu Jair escanteou o seu
posto Ipiranga das decisões na área. Não existe qualquer compreensão ou
comprometimento do bolsonarismo com o desenvolvimento nacional do Brasil,
é:
“Os Estados Unidos acima de tudo. Família Bolsonaro acima de
todos”.
IHU On-Line – Como conceber
caminhos para recuperação econômica do Brasil nesse contexto de pandemia?
Rafael da Silva Barbosa
– O primeiro passo é indicar saídas concretas, como
governadores do Maranhão, Bahia, Espírito Santo e outros têm feito. Além disso,
o uso dos instrumentos de Estado em comum acordo com o mercado local para
enfrentamento dos impactos da pandemia. Mais do que indicar os erros da
condução do bolsonarismo, é fundamental iluminar o caminho com condutores mais
preparados. Creio que a população começou a compreender que o falso mito,
mais um criado pela direita brasileira, foi um grande desastre que precisa de
rápida reparação.
A criação de uma agenda
suprapartidária progressista com as reformas estruturais necessárias para o
desenvolvimento seria um passo importante. Novamente, o brasileiro precisa
ter em mente quais são as verdadeiras raízes do atraso do Brasil. As
eleições municipais serão um grande parâmetro para isto; a federalização das eleições
municipais com o golpe de 2016, talvez, possa ser usada positivamente para isto
nesse momento.
IHU On-Line – Quais as
possibilidades de se conceber uma outra matriz econômica no pós-pandemia? E que
matriz seria essa?
Rafael da Silva Barbosa
– As possibilidades são remotas dentro do bolsonarismo.
Todavia, se a esquerda retornar ao poder, uma nova matriz deverá ser
impositiva. Não há desenvolvimento possível dentro dessa matriz neoliberal
cujo novo regime fiscal congela investimento em Educação e Saúde por 20 anos.
Nenhum país desenvolvido congela gasto em Educação ou Saúde. Você mata o
desenvolvimento nacional de qualquer nação, tanto a qualificação quanto a
saúde do trabalhador se deterioram. É uma política ultrapassada, para dizer
o mínimo.
Estudo do Instituto de Pesquisa
Econômica e Aplicada - Ipea mostra que cada R$ 1,00 gasto em Educação e em
Saúde produz R$ 1,85 e R$ 1,70 de crescimento no PIB, respectivamente. Ou
seja, um retorno de 85% e 70% do capital investido. Enquanto que, no sistema
financeiro, cada R$ 1,00 gasto produz R$ 0,70 ou um prejuízo de 30% do gasto.
Uma nova matriz deve eliminar a
suposta independência do Banco Central que atualmente é refém dos ganhos
especulativos parasitários que não geram emprego, renda e muito menos progresso,
dentro de uma revisão total do perfil da dívida pública, hoje,
majoritariamente lastreada em títulos pós-fixados. A dívida pública que drena
recursos dos contribuintes de forma regressiva para os bilionários do sistema
financeiro precisa ser ajustada para o desenvolvimento nacional. Deve ser
majoritariamente prefixada como em países desenvolvidos e todos os títulos
auditados, pois existem fortes indícios de fraudes que acrescem, em muito, o
peso dela no orçamento da União.
O segundo passo é que os instrumentos de política econômica, como câmbio e resultados primários e nominais da máquina pública, tenham como metas não apenas o controle da inflação, mas geração de emprego, progresso tecnológico da indústria nacional e participação do mercado internacional para os produtos brasileiros de alto valor agregado. O Brasil ensaiou, por um curto período de tempo, que era algo maior do que apenas uma fazenda do mundo, exportando produtos de linha branca com baixo teor tecnológico e até aviões com teor avançado de tecnologia. É preciso retomar o Brasil do progresso.
Por último, a nova matriz deve
ter como meta a superação das maiores demandas sociais, assim como no caso
do Luz Para Todos, usar a demanda social reprimida de forma estratégica para
gerar empregos, renda e fortalecer o mercado interno como alicerce do
desenvolvimento nacional. A universalização do saneamento básico poderia
reduzir drasticamente doenças e custos hospitalares; a universalização da
habitação para acesso de famílias sem renda produziria melhores condições de
vida e redução da violência urbana; a diversificação do modal do transporte
humano em ferrovias para transporte e novas rotas fluviais aliviaria a poluição
e o estresse no trânsito e tempo de viagem; e a reforma educacional de base com
introdução do ensino integral e plano de carreira mais elevada para os
professores secundaristas elevariam o padrão técnico da população etc.
Tudo isto poderia ser financiado
por uma tributação progressiva dos super-ricos, garantindo elevação da
qualidade de vida da população brasileira como um todo e maior dinamismo
econômico que voltaria em forma de lucro para os mesmos super-ricos, mas num
modelo mais desenvolvido.
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