Igreja Católica preocupada com a situação do país!
Descrença pode levar a solução radical na política,
diz presidente da CNBB
Anna Virginia
Balloussier
Enviada
especial a Aparecida (SP)
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DOM SERGIO DA ROCHA |
Num
momento em que "o fisiologismo
político leva a barganhas sem escrúpulos", a ideia pode soar sedutora.
Mas não nos deixei cair em tentação e
eleger "salvadores da pátria": eis a tônica da nota oficial que a
CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou na quinta (4 de maio),
último dos dez dias de sua anual Assembleia-Geral.
Leia esta nota na íntegra, ao final desta entrevista.
"Com
o exercício desfigurado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e
os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer.
Desconsiderar os partidos [...] favorece
a ascensão de salvadores da pátria", diz o texto.
Em
entrevista à Folha de S. Paulo, o
presidente da principal entidade católica do país, o arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha, fala sobre riscos
que pairam sobre a sociedade: o vácuo
político que periga gerar "soluções antidemocráticas", as reformas tocadas pelo governo Michel Temer
e a "privatização da fé".
Pergunta:
A CNBB pediu cautela com "salvadores da pátria". Alguém específico
vem à mente?
D. Sergio da
Rocha: Partimos
deste contexto de crise ética, com todas as denúncias de corrupção levando ao
descrédito da política. Compreendemos essa reação, mas sabemos da importância
da política na democracia. O risco,
quando se cai na descrença pura e simples, são soluções antidemocráticas,
radicais, violentas.
O
que acha dos que se autoproclamam antipolíticos, como João Doria e Donald
Trump?
D. Sergio da
Rocha: Não
é que a gente esteja fugindo da questão, mas não nos pronunciamos sobre pessoas
ou governos. Agora, não é possível governar uma cidade, um Estado, um país sem
de fato uma perspectiva política clara – de alguma maneira dialogar com os
partidos. Temos insistido que não basta
a negociação entre partidos e governo, [é preciso] sempre escutar as ruas.
A
CNBB critica as reformas previdenciária e trabalhista.
D. Sergio da
Rocha: No
dia 1º de maio tivemos uma mensagem sobre o risco de perda de direitos trabalhistas e de precarização das relações
de trabalho. Insistimos no diálogo amplo, mas também nas manifestações [a
CNBB apoiou a greve-geral de 28/4], desde que sejam pacíficas. No momento há
muita agressividade em redes sociais, nas ruas e até mesmo dentro de uma
família.
Quando
a CNBB se posicionou contra as reformas, virou alvo de ódio nas redes sociais?
D. Sergio da
Rocha: É
natural que qualquer pronunciamento, numa sociedade tão plural, tenha reações
das mais diversas [na internet, comentários como "eles se escondem atrás
das classes pobres, mas são podres de ricos" e "comunista de
batina!"]. É o grande desafio de
hoje: não responder violência com violência. A gente tem que conservar esta
atitude, que será ainda mais importante no ano eleitoral, de olhar quem pensa diferente não como
inimigo, mas como alguém com opinião própria que deve ser respeitada.
Por
falar em 2018, qual será a orientação da Igreja para seus membros durante a
eleição?
D. Sergio da
Rocha: Procuramos
orientar sem jamais interferir indevidamente. Primeiro porque a CNBB não tem
posição político-partidária. Segundo porque não queremos substituir a
consciência de ninguém. Com tantos
escândalos por aí, o primeiro tribunal deve ser a consciência do eleitor, e ela
terá que ser redobrada. Se a gente tivesse um voto mais consciente,
daríamos menos trabalho à Justiça eleitoral.
Em
2010, dom Luís Gonzaga Bergonzini (1936-2012), bispo emérito de Guarulhos,
militou contra Dilma. Em 2014, um padre do Mato Grosso fez campanha contra
"PT e comunismo". Como a CNBB lidará com situações afins em 2018?
D. Sergio da
Rocha: Como
instituição, o clero não pode ter
atuação político-partidária. Isso é muito claro. Quando esse problema
ocorre, compete ao bispo local – ao
contrário do que se pensa, não é tudo centralizado no papa e muito menos na
CNBB – avaliar o caso.
Em
carta a Temer, o senhor pediu a indicação de Ives Gandra Martins Filho, dono de
visões ultraconservadoras (em artigo de 2012, defendeu que a mulher seja
submissa ao marido; também já disse que homossexualidade é “antinatural”), ao
Supremo Tribunal Federal. Crê que, como presidente da CNBB e arcebispo de
Brasília, deveria influenciar esse processo?
D. Sergio da
Rocha: A
carta foi estritamente pessoal. Não se tratava de uma indicação pública. Não
foi feita em nome da CNBB nem da Arquidiocese de Brasília. O que deve ser
questionado não é a indicação feita por um cidadão, ou mesmo que ela tivesse
sido feita por uma entidade, mas sim a participação da sociedade civil no
processo de escolha de um ministro da Suprema Corte. Penso ser importante colocar em pauta os critérios e o procedimento
para a escolha de ministros do STF, pois, como temos visto, o papel do
Judiciário é de fundamental importância para a ordem democrática do País,
especialmente quando ocorrem crises como a que estamos passando.
Em
nota, a CNBB afirma que o Estado não deve se submeter ao mercado e critica a
"economia globalizada". Acredita que a chamada onda neoliberal esteja
de volta? Por que, aos olhos da Igreja, ela é nociva?
D. Sergio da
Rocha: A
nota apresentada foi elaborada e aprovada pela Assembleia da CNBB, com o título
"O Grave Momento Nacional"
[leia esta nota abaixo]. Ela mesma
responde a sua pergunta, quando se refere a
uma economia que "dá primazia ao mercado, em detrimento da pessoa humana e
ao capital em detrimento do trabalho". A afirmação é de cunho ético. O
alerta é para que as decisões no âmbito da política econômica não impliquem na
"submissão ao mercado", isto é, na tomada de decisões em função do
mercado, em detrimento da justiça social, dos direitos da população. Quanto à
"onda neoliberal", é preciso
estar alerta para não se perder direitos conquistados ou excluir os pobres e
fragilizados dos projetos políticos.
O
senhor se reuniu com o presidente em março. Como foi?
D. Sergio da
Rocha: Dialogamos
com os vários governos, os três Poderes - a presidente do Supremo Tribunal
Federal [Cármen Lúcia], o Congresso. Claro que tivemos um momento com Temer. Apresentamos aquilo que nos preocupava.
E, quando nos pronunciamos contra [suas reformas], isso não vem de agora. Em
governos passados aconteceu o mesmo. Fomos
contra o ajuste fiscal [em 2015, na era Dilma Rousseff].
Em
delação, o marqueteiro João Santana disse que evitava usar Temer [na época
vice] na campanha de 2014 porque eleitores o associavam ao satanismo. Em 1985,
FHC teria perdido a eleição à Prefeitura de SP por dar a entender que era ateu.
É importante, num país de maioria cristã, que seus representantes o sejam?
D. Sergio da
Rocha: Olha,
respeitamos muito as opções de cada pessoa no âmbito religioso. Graças a Deus, a postura da Igreja tem sido de profundo
respeito pela pluralidade religiosa.
Inclusive
os sem religião?
D. Sergio da
Rocha: Sim,
também com os que têm postura religiosa diferente. Agora, isso não significa que não consideramos que seja importante a fé, e
particularmente a fé cristã. Tanto consideramos que somos Igreja, sou
bispo. Um cuidado: vivemos um momento em
que a fé, para muitos, está relegada ao âmbito privado, uma espécie de
privatização da fé. Não podemos admitir isso. A fé tem implicações sociais.
Especulou-se
muito sobre por que o papa não vem ao Brasil para os 300 anos de Aparecida, em
outubro. Em 2013, disse que viria. Em carta a Temer, Francisco fala de crise e
critica "soluções amargas" que afetariam "os mais pobres".
Foi uma crítica à atual gestão?
D. Sergio da
Rocha: Recebemos
a notícia em outubro de 2016, quando o visitamos em Roma. Ele deixou claro que não viria por motivo de agenda. Compreendemos
que o povo brasileiro deseja a presença do papa, que o próprio presidente
queira convidá-lo. Mas temos que compreender que o papa precisa olhar para o
conjunto da Igreja. Ele jamais
[insinuou] a nós que não viria por causa do contexto que estamos vivendo.
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PAPA FRANCISCO BEIJANDO A IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA |
O
papa tem sofrido ataques de conservadores da Igreja, como ao aceitar a comunhão
de divorciados em segunda união.
D. Sergio da
Rocha: Trata-se
de um documento que o papa publicou, "Amoris
Laetitia", que pede que Igreja
dê atenção especial a esses casais que não conseguiram o ideal proposto pela
Igreja no matrimônio. Não é que o papa tenha relativizado, deixado cada um
fazer o que quer. Um público tem questionado o papa. Isso é claro que tem
causado dificuldades. O papa continua sua caminhada com a serenidade de sempre.
Mas infelizmente algumas das
manifestações não são adequadas, às vezes [até] desrespeitosas. Não é
possível estar mais ou menos unido ao papa. A Igreja no Brasil está com o papa.
Pesquisa
Datafolha mostra que os evangélicos
já são 30% do país – e que 44% deles eram ex-católicos. Isso preocupa a Igreja?
D. Sergio da
Rocha: É
claro que olhamos de modo especial os católicos que não participam do dia a dia
da Igreja. Agora, não quer dizer que as igrejas estejam vazias. Nosso grande desafio tem sido construir
igrejas, dificuldade até para achar locais, e não fechar, vender igreja porque
não tem gente nela. Nossa preocupação maior não são os que já vivem a fé,
ainda que em outras igrejas, mas com quem não conhece a palavra de Deus. Hoje não é mais como em outro tempo, em que
as pessoas eram batizadas pura e simplesmente porque todo mundo era. Hoje
elas têm opções, então é importante mostrar como a fé é bonita.
Uma
esquete famosa do grupo de humor Porta dos Fundos mostra um padre penando para
reter fiéis atraídos por cultos-espetáculos de igrejas neopentecostais. Há
preocupação em modernizar as missas?
D. Sergio da
Rocha: Veja
bem, é um tema delicado. Temos que entender que hoje não é só a sociedade que é
bastante plural. Dentro da própria igreja há uma postura mais diversificada.
Uma pessoa busca a missa com mais canto e animação, outra, com maior
tranquilidade. O ideal seria não haver
excessos.
A
própria Canção Nova [comunidade carismática dentro da Igreja] tem o projeto
Jovens Sarados, "academia para a sua alma".
D. Sergio da
Rocha: Tem
muita coisa voltada a jovens que vai além da missa – que não é o único espaço
em que se tem oportunidade de evangelizar.
Qual
será a importância dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida?
D. Sergio da
Rocha: Nós
vamos resgatar a história dos três pescadores [que encontraram duas partes de
uma estatueta da futura padroeira do Brasil, o corpo e a cabeça, no rio Paraíba
do Sul, em 1717], que tem muito a ensinar. Quando
o papa veio à Aparecida [em 2013], e é bom lembrar que ele esteve aqui, duas
frases suas que marcaram bastante: "Deixar-se surpreender por
Deus" e "jamais perder a esperança". Aqueles pescadores estavam
num momento difícil. Pescavam não por esporte. Estavam necessitando de uma
pesca abundante e não conseguiam. Em vez de peixe, encontram uma imagem muito
simples, e ainda por cima quebrada. Ora, eles não desanimam, valorizam aquela
imagem. Foram surpreendidos por Deus. Fala-se depois de pesca abundante. A imagem se torna um sinal do amor de Deus
na vida deles.
QUEM É DOM SERGIO DA ROCHA?
ORIGEM
Nasceu em Dobrada (SP), em 17/10/59 (57
anos)
NA
IGREJA
Em 2001, foi nomeado pelo papa João Paulo
2º como bispo auxiliar em Fortaleza. Dez anos depois, Bento 16 o indicou como
arcebispo Metropolitano de Brasília (DF). No ano passado, tornou-se cardeal no
papado de Francisco. Preside a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
desde 2015.
NA
ACADEMIA
Formou-se teólogo na PUC-Campinas. É doutor
em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.
O GRAVE MOMENTO NACIONAL
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mateus
6,33)
A Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, por ocasião de sua 55ª Assembleia
Geral, reunida em Aparecida-SP, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, sente-se no
dever de, mais uma vez, apresentar à sociedade brasileira suas reflexões e apreensões diante da delicada
conjuntura política, econômica e social pela qual vem passando o Brasil.
Não compete à Igreja apresentar soluções técnicas para os graves problemas
vividos pelo País, mas oferecer ao povo brasileiro a luz do Evangelho para a edificação de “uma sociedade à medida do
homem, da sua dignidade, da sua vocação” (Bento XVI, Caritas in Veritate, 9).
O
que está acontecendo com o Brasil?
Um País
perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão
dos princípios morais, base indispensável de uma nação que se queira justa
e fraterna. O desprezo da ética leva a uma relação
promíscua entre interesses públicos e privados, razão primeira dos
escândalos da corrupção. Urge, portanto, retomar o caminho da ética como
condição indispensável para que o Brasil reconstrua seu tecido social. Só assim
a sociedade terá condições de lutar contra seus males mais evidentes:
* violência contra a pessoa e a vida, contra
a família,
* tráfico de drogas e outros negócios
ilícitos,
* excessos no uso da força policial,
* corrupção,
* sonegação fiscal,
* malversação dos bens públicos,
* abuso do poder econômico e político,
* poder discricionário dos meios de
comunicação social,
* crimes ambientais (cf. Documentos da CNBB
50, Ética, Pessoa e Sociedade – n.
130)
O Estado democrático de direito,
reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre
riscos na medida em que crescem o
descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja
prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da
população. É preciso construir uma
democracia verdadeiramente participativa. Dessa forma se poderá superar o
fisiologismo político que leva a barganhas sem escrúpulos, com graves
consequências para o bem do povo brasileiro.
É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com
o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes,
permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer.
Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de “salvadores da pátria” e o surgimento de regimes autocráticos. Aos
políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a
construção do bem comum. Daí, a necessidade de se abandonar a velha prática do “toma lá, dá cá” como moeda de troca
para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos.
Intimamente unida à política, a economia globalizada tem sido um
verdadeiro suplício para a maioria da população brasileira, uma vez que dá primazia ao mercado, em detrimento da
pessoa humana e ao capital em detrimento do trabalho, quando deveria ser o
contrário. Essa economia mata e revela que a raiz da crise é antropológica, por
negar a primazia do ser humano sobre o
capital (cf. Evangelii Gaudium,
nn. 53-57). Em nome da retomada do desenvolvimento, não é justo submeter o
Estado ao mercado. Quando é o mercado que governa, o Estado torna-se fraco e
acaba submetido a uma perversa lógica financista. Recorde-se, com o Papa
Francisco, que “o dinheiro é para servir
e não para governar” (Evangelii
Gaudium, n. 58).
O desenvolvimento social, critério de
legitimação de políticas econômicas, requer políticas públicas que atendam à
população, especialmente a que se encontra em situação vulnerável. A
insuficiência dessas políticas está entre as causas da exclusão e da violência,
que atingem milhões de brasileiros. São catalisadores de violência:
* a impunidade;
* os crescentes conflitos na cidade e no
campo;
* o desemprego;
* a desigualdade social;
* a desconstrução dos direitos de
comunidades tradicionais;
* a falta de reconhecimento e demarcação dos
territórios indígenas e quilombolas;
* a degradação ambiental;
* a criminalização de movimentos sociais e
populares;
* a situação deplorável do sistema
carcerário. É preocupante, também,
* a falta de perspectivas de futuro para os
jovens.
* Igualmente desafiador é o crime
organizado, presente em diversos âmbitos da sociedade.
Nas cidades, atos de violência espalham
terror, vitimam as pessoas e causam danos ao patrimônio público e privado.
Ocorridos recentemente, o massacre de
trabalhadores rurais no município de Colniza, no Mato Grosso, e o ataque ao povo indígena Gamela, em Viana,
no Maranhão, são barbáries que vitimaram os mais pobres. Essas ocorrências
exigem imediatas providências das autoridades competentes na apuração e punição
dos responsáveis.
No esforço de superação do grave momento
atual, são necessárias reformas, que
se legitimam quando obedecem à lógica do diálogo
com toda a sociedade, com vistas ao bem comum. Do Judiciário, a quem compete garantir o direito e a justiça para
todos, espera-se atuação independente e autônoma, no estrito cumprimento da
lei. Da Mídia espera-se que seja
livre, plural e independente, para que se coloque a serviço da verdade.
Não
há futuro para uma sociedade na qual se dissolve a verdadeira fraternidade.
Por isso, urge a construção de um
projeto viável de nação justa, solidária e fraterna. “É necessário procurar
uma saída para a sufocante disputa entre a tese neoliberal e a neoestatista
(…). A mera atualização de velhas categorias de pensamentos, ou o recurso a sofisticadas
técnicas de decisões coletivas, não é suficiente. É necessário buscar caminhos
novos inspirados na mensagem de Cristo” (Papa Francisco, Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais: 24 de
abril de 2017).
O povo brasileiro tem coragem, fé e
esperança. Está em suas mãos defender a dignidade e a liberdade, promover uma
cultura de paz para todos, lutar pela justiça e pela causa dos oprimidos e
fazer do Brasil uma nação respeitada.
A CNBB está sempre à disposição para
colaborar na busca de soluções para o grave momento que vivemos e conclama os católicos e as pessoas de boa
vontade a participarem, consciente e ativamente, na construção do Brasil que
queremos.
No Ano
Nacional Mariano, confiamos o povo brasileiro, com suas angústias, anseios
e esperanças, ao coração de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Deus
nos abençoe!
Aparecida – SP, 3 de maio de 2017.
Cardeal Sergio da
Rocha
Arcebispo
de Brasília
Presidente
da CNBB
Dom Murilo
Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo
de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente
da CNBB
Dom Leonardo
Ulrich Steiner
Bispo
Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral
da CNBB
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