Escutemos o Papa
Papa
pede que se pare de “instrumentalizar” religião para incitar ódio e violência
Priscila
Mengue
“Deus não precisa
ser defendido por ninguém e não quer que o seu nome seja usado para aterrorizar
as pessoas”,
diz postagem do
líder da Igreja Católica
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PAPA FRANCISCO |
O Papa Francisco publicou um
pedido nas redes sociais neste sábado, 22 de agosto, para que se deixe de
utilizar a religião para “aterrorizar as pessoas”. “Peço a todos que parem
de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao
extremismo e ao fanatismo cego”, publicou.
“Deus não precisa ser defendido
por ninguém e não quer que o seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas”,
também aponta a postagem do líder da Igreja Católica. Mais tarde, ele fez outra
publicação, na qual diz: “Deus não te ama porque te comportas bem; ele
simplesmente te ama e basta. Seu amor é incondicional, não depende de ti.”
Desde 2019, 22 de agosto é
considerado o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência
baseados em Religião ou Crença, conforme foi estabelecido em Assembleia
Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A escolha da data foi apoiada
pelo Brasil e outros sete países (Canadá, Egito, Jordânia, Nigéria, Paquistão,
Polônia e Estados Unidos).
A postagem do papa traz a hashtag #FraternidadeHumana, que faz referência ao Documento
sobre a Fraternidade Humana, firmado durante encontro com o grande imã de
Al-Azhar, Ahmad al-Tayyeb, do Conselho Muçulmano de Élderes, em 2019. No texto,
assinado por ambos, há um apelo “a toda a consciência viva, que repudia a
violência aberrante e o extremismo cego”.
Eis a publicação do Papa:
Deus não precisa ser defendido por
ninguém e não quer que o Seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas. Peço
a todos que parem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à
violência, ao extremismo e ao fanatismo cego.
#FraternidadeHumana — Papa
Francisco (@Pontifex_pt) August 22, 2020
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