Ministro: com mais educação, Brasil já teria dobro da renda


Gustavo Casadio
Direto de Comandatuba 

O ministro da Educação, Fernando Haddad [foto acima], afirmou neste sábado, durante o 10º Fórum Empresarial, que o Brasil possui uma "dívida educacional", por ter investido menos do que deveria durante o século XX. De acordo com o ministro, a média de investimento do País em educação no século passado foi de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Haddad afirmou que se essa média tivesse sido de 6% do PIB desde os anos 1930, a renda per capita dos brasileiros hoje seria ao menos o dobro do que é (US$ 8,1 mil, em 2009).

Haddad disse que se a taxa de 6% desde 1930 fosse aplicada, a população brasileira hoje seria de cerca de 100 milhões de habitantes, e não os atuais 198 milhões atuais. "O Brasil tem que reconhecer que não priorizou a educação no século XX", afirmou o ministro.

Respondendo a questões de empresários da plateia, que reclamaram da necessidade de formação de mais engenheiros, Haddad disse que o Brasil triplicou o número de profissonais formados em cursos superiores desde 1999 (320 mil por ano) até 2009 (950 mil ao ano).

O ministro ainda afirmou que o Brasil avançou em relação a investimento em educação e hoje a taxa de aplicação em relação ao PIB é de cerca de 5%. "Mas ainda é insuficiente, porque temos uma dívida educacional elevada e uma renda per capita baixa". Haddad disse que a meta do Brasil é alcançar os níveis de deseempenho de educação dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual fazem parte nações como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Japão.

A explanação do ministro aconteceu durante o Fórum Empresarial, que acontece em Comandatuba, na Bahia, até domingo.

Fonte: TERRA - Notícias - Dia 23 de abril de 2011 - 12h46 - Internet: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5091012-EI8266,00.html 

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Fórum Empresarial prioriza papel da Educação

Políticos e empresários criticaram fraco investimento na formação de profissionais no Brasil

O sistema educacional brasileiro foi tema de destaque no 10º Fórum Empresarial de Comandatuba, ocorrido entre 21 e 24 de Abril na Bahia. Empresários criticaram a formação de profissionais no Brasil, que seria em qualidade e número insuficientes para atender à demanda. A esse respeito, o ministro da Educação Fernando Haddad afirmou: “O Brasil tem que reconhecer que não priorizou a educação no século XX” [veja matéria acima].

O empresário Jorge Gerdau, nomeado coordenador da Câmara de Gestão e Planejamento do governo Dilma durante o Fórum Empresarial, afirmou que o déficit de profissionais é mais acentuado entre os engenheiros. Ele explicou que a maioria das empresas brasileiras não possuem condições financeiras de capacitar mão de obra. “Por isso, precisamos ter trabalhadores que cheguem às empresas com boa formação”, concluiu.

Entre as medidas para melhorar a qualidade do sistema educacional do país, os participantes do Fórum destacaram a necessidade de se criar mais vagas em universidades e investir na formação de professores.

Haddad organiza atualmente a Frente Parlamentar da Educação na Câmara dos Deputados, a ser presidida pelo deputado Alex Canziani (PTB-PR) com o apoio de mais de 350 deputados. A Frente, cuja solenidade de instalação ocorrerá na próxima quarta-feira, 27 de Abril, tem como objetivo fiscalizar a política governamental de forma a fazer da Educação uma prioridade na agenda brasileira.

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