Universitários preocupam-se mais com conquistas pessoais do que com vida em sociedade
Agência Brasil
É o que mostra pesquisa realizada em cinco continentes com alunos de instituições católicas
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PUC - Minas - Campus de Belo Horizonte |
“Os países mais desenvolvidos são os que menos têm interesse pelo social. Os africanos expressam mais essa preocupação, já os europeus menos. (Os estudantes da) América do Sul estão em um meio termo. Devemos aprofundar a análise, mas esta é uma das primeiras impressões”, analisou Rosa Aparicio Gómez, socióloga responsável pela pesquisa e professora do Instituto Universitário Ortega y Gasset, da Espanha.
Os dados socioeconômicos reunidos pelo trabalho apontam que as mulheres são maioria nas universidades católicas do mundo, com 64% dos entrevistados. De acordo com Rosa, essa proporção só se altera nos países africanos, quando a presença feminina não alcança 47% do total. Na avaliação de classes sociais, os estudantes de classe média representam 73%, sendo que 42% são de classe média alta. Os universitários de classe alta são 16% e de classe baixa somam 11%.
Dentre as principais razões apontadas pelos pesquisados para ingressar na universidade:
- 91% escolheram a necessidade de conquistar um trabalho. Os outros itens mais citados foram:
- gosto pelo estudo (43%) e
- vontade de obter uma melhor posição social (25%).
- Apenas 18% citaram a necessidade de ser útil à sociedade.
- o mais citado, com 94%, foi a família.
- Também foram apontados estudos (44%),
- amigos (43%),
- parceiro (33%) e
- futuro (27%).
- religião (21%),
- trabalho (19%),
- lazer (6%),
- país (5%) e
- política (1%).
- Ter um bom trabalho (62%),
- formar uma família (45%),
- fazer pós-graduação (41%) e
- ganhar dinheiro (30%) são os mais escolhidos.
- trabalhar para uma sociedade mais justa (8%),
- envolver-se em projeto social (5%),
- participar de grupo religioso (3%) e
- atuar em grupo político (2%).
Em relação aos papel das instituições, os estudantes mostraram-se céticos ao pontuar a maioria delas. O item que recebeu maior nota, de zero a seis, foi o das instituições educacionais, com 4,1. Em seguida, aparecem as instituições religiosas, com média 3,7, empatada com as organizações não governamentais e bancos. As três piores notas foram dadas para a polícia (2,8), para os governos (2,3) e para os políticos (1,9).
O uso da internet também foi enfocado na pesquisa. As redes sociais estão presentes na vida de 94% dos entrevistados. Eles passam mais tempo na internet do que com amigos. São cerca de duas a quatro horas por dia no computador. O ambiente virtual que simula a vida real, conhecido como Second Life, não é muito utilizado na maior parte do mundo, mas na Ásia o percentual de jovens que constroem personagens virtuais chega a 50%. “É um dado que precisamos interpretar. Inicialmente, dá impressão que significa uma insatisfação com a vida”, analisa Rosa.
Fonte: ESTADÃO.COM.BR - Educação - 26 de julho de 2012 - 19h01 - Internet: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,universitarios-preocupam-se-mais-com-conquistas-pessoais-do-que-com-vida-em-sociedade,906142,0.htm
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