Um livro sensível que nos desperta para os valores da vida
Pe. Telmo Figueiredo
“Amália, Amarílis e as Borboletas” é uma ficção essencialmente otimista, onde uma menina, chamada Amarílis, vivendo num país da América do Sul, será, desde o nascimento, acompanhada sempre pelas borboletas, polinizadoras da terra, seja ela devastada ou não. Herdando, dentro de um baú, o legado cultural de sua trisavó Amália e de uma filósofa de nome Isabel e se valendo de tais conhecimentos, Amarílis, uma astoriana rica e de caráter inabalável, transformar-se-á num símbolo vivo de justiça e de conduta inquestionável, alcançando metas para muitos intransponíveis.
Ligada à natureza, animais e seres humanos e não se comprazendo com o sofrimento alheio, a jovem desempenhará um papel relevante na sustentabilidade de nosso planeta, na política e, sobretudo, no resgate dos valores morais e sociais, relegados na transcorrência do tempo.
Enfim, uma ficção escrita com muita sensibilidade e extremamente positiva, formada por uma sociedade justa; governos empenhados no bem-estar comum; impostos aplicados em prol da comunidade e um sistema educacional e penitenciário exemplar, dentre outros atributos.
Segundo o promotor de justiça, José Augusto Meirelles, que prefaciou o livro:
“Amarílis é o exemplo vivo de que em qualquer sociedade existem pessoas diferenciadas que podem mudar o rumo das coisas erradas. Amarílis é a flor que renasce, o ideal que se renova e o otimismo que contagia. E as borboletas, que a cercam, representam a polinização dos ideais que se renovam e do otimismo que se difunde – em prol da recuperação da natureza”.
De acordo com o parecer do Dr. Roberto Mario Amaral Lima Filho, conceituado ortodontista de São José do Rio Preto (SP), publicado no Jornal Bom Dia, “é um livro para ser lido com os olhos do coração e com a certeza de que alguém fala por nós”. Para a Professora Dra. Hygia T. Calmon Ferreira, Amália significa repositório de ensinamentos e proteção; Amarílis representa a herança ancestral, o mistério e a sua revelação, dentro e fora da natureza, seja ela devastada, renovada ou sustentável; e as borboletas, que acompanham Amarílis pela vida afora, simbolizam a iniciação e a transcendência.
A lagarta, feia e rastejante, fechando-se em seu casulo (simbolizando um túmulo), processa a sua transformação, ressurgindo depois como uma linda borboleta e caminhando em direção à luz, à vida e às flores, que as alimentam. Pode-se dizer que a borboleta (distinta da lagarta, embora de uma mesma essência orgânica), surge no lugar desta, dispersa no casulo.
Há um poético texto de Hegel, segundo a professora de filosofia, Dra. Isabel Pimenta Hernandes, de S. J. do Rio Preto, que indica, de forma exemplar, ao fazer uso das mudanças operadas na Natureza, a essência do método dialético, citado, aqui, em analogia ao significado das borboletas:
"O botão desaparece no florescimento, podendo-se dizer que aquele é rejeitado por este; de modo semelhante, com o aparecimento do fruto, a flor é declarada falsa existência da planta, com o fruto entrando no lugar da flor como a sua verdade. Tais formas não somente se distinguem, mas cada uma delas se dispersa também sob o impulso da outra, porque são reciprocamente incompatíveis. Mas, ao mesmo tempo, a sua natureza fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual elas não apenas não se rejeitam, mas, ao contrário, são necessárias uma para a outra, e essa necessidade igual constitui agora a vida do inteiro.”
(A fenomenologia do Espírito).
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Livro mto bom, vale a pena ler :D
ResponderExcluirObrigado pela sua manifestação, Betinho, continue a seguir, sempre que puder, este singelo blog!
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