SONHEI NESTE NATAL...

Sonhei 
com 
uma gruta.
Uma gruta vazia.
Uma gruta por onde havia 
passado o Amor.
Amor que ela não pôde conter.
Amor que transbordou pela Judeia, Samaria, Galileia 
e, finalmente, pelo mundo todo.
Amor que seduziu mulheres, homens, povos, nações.
Amor que levou muitos à morte para não perderem a Vida.
Amor que conduziu muitos à solidão para não perderem a amizade de Deus.
Amor que inspirou a renúncia àqueles que não queriam ficar no Nada! 
Amor que justificou a pobreza naqueles que não queriam acumular tesouros aqui, mas nos céus.
Amor que convenceu muitos a irem contra o Mundo para não ficarem contra Deus.
Amor que provocou o ódio para não permitir a injustiça.
Amor que dividiu, repartiu, distribuiu, se deu a todos, sem distinção!
Amor que tentaram controlar, subjugar, manipular, domesticar, suavizar...
Amor que muitos o utilizaram para fazer crescer a si mesmos, enaltecer a si próprios.
Amor que resistiu e, ainda, resiste!
Amor que é esperança,
certeza,
busca,
presença!
Amor que é
uma,
pense bem,
Criança!

Pe. Telmo José Amaral de Figueiredo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A necessidade de dessacerdotalizar a Igreja Católica

Dominação evangélica para o Brasil

Eleva-se uma voz profética