Este é o velho e poderoso PMDB
Isto é o que saiu nos últimos dias,
imaginem antes...
1.
Moreira Franco é citado “com conteúdo comprometedor” na delação da Odebrecht,
diz juiz [1]
Ao
acolher liminarmente ação popular para barrar
Moreira Franco (PMDB-RJ) na Secretaria-Geral da Presidência, o juiz Eduardo
Rocha Penteado, da 14.ª Vara Federal de Brasília, destacou que o aliado do
presidente Michel Temer é citado ‘com conteúdo comprometedor’, na delação da
empreiteira Odebrecht.
A
tese da ação popular é que o presidente Michel Temer (PMDB-SP), ao
nomear o amigo para a Secretaria-Geral, lhe conferiu a prerrogativa de foro
privilegiado perante a Corte máxima.
“É
dos autos que Wellington Moreira Franco
foi mencionado, com conteúdo comprometedor, na delação da Odebrecht no âmbito
da Operação Lava Jato. É dos autos, também, que a sua nomeação como
Ministro de Estado ocorreu apenas três dias após a homologação das delações, o
que implicará na mudança de foro”, destaca o juiz.
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EDISON LOBÃO - Senador pelo PMDB do Maranhão |
2.
PMDB indica Edison Lobão para presidir Comissão de Constituição e Justiça no
Senado [2]
O senador Edison Lobão (PMDB-MA)
presidirá a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o colegiado mais importante da Casa, no
próximo biênio.
Após
uma disputa interna no partido, o grupo
dos ex-presidentes do Senado José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL)
conseguiram colocar o aliado no comando da comissão. Ele já era o favorito
para assumir o cargo, mas concorria com Raimundo Lira (PB), que presidiu a
comissão especial do impeachment no ano passado.
Citado na Lava Jato, caberá a Lobão conduzir o
processo de sabatina de Alexandre de Moraes, indicado na segunda (6 de
fevereiro) pelo presidente Michel Temer para ocupar a vaga do STF (Supremo
Tribunal Federal) deixada por Teori Zavascki, morto em acidente de avião no mês
passado. [...]
Lobão ainda é
investigado em dois inquéritos da vinculados à Lava Jato. Um deles apura se um grupo
de senadores peemedebistas agiu como organização criminosa em fraudes na
Petrobras. O outro é relacionado ao período em que ele esteve à frente do
ministério de Minas e Energia, que o acusa de desvios nas usinas de Belo Monte
e Angra 3.
Também se valendo da prerrogativa de ser a maior bancada do Senado, o PMDB decidiu resolver seu impasse
interno dando a CAS (Comissão de
Assuntos Sociais) para a senadora Marta Suplicy (SP), que até terça (7 de
fevereiro) pela manhã ainda insistia em se colocar como um nome na disputa pela
vaga da CCJ.
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LUIZ FERNANDO PEZÃO (PMDB-RJ) & FRANCISCO DORNELLES (PP-RJ) Governador e vice-Governador do Estado do Rio de Janeiro |
3.
TRE-RJ cassa mandato da chapa do governador do RJ, Luiz Fernando Pezão [3]
Por 3 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) decidiu nesta quinta-feira
(8) pela cassação do mandato da chapa do governador do estado, Luiz Fernando Pezão
(PMDB-RJ), e do vice, Francisco Dornelles (PP-RJ), por abuso de poder
econômico e político. Os dois ficam inelegíveis por oito anos.
Pezão e Dornelles informaram que vão recorrer ao
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assim que for publicada a decisão – eles têm
três dias para entrar com o recurso. Segundo as assessorias de imprensa do TRE
e do governo do estado, até que o recurso seja julgado em Brasília governador e
vice podem permanecer no cargo.
O TRE
determinou a realização de eleições diretas para a escolha dos representantes
do Poder Executivo estadual. A decisão, no entanto, só produz efeito após o
"trânsito em julgado", ou seja, quando não couber mais recurso.
LUIZ FERNANDO PEZÃO - Governador do Rio de Janeiro (PMDB-RJ) |
4. Polícia Federal encontra anotações com indícios de
propina a Pezão [4]
Relatório da
Polícia Federal encaminhado nesta quinta-feira (9) ao juiz Marcelo Bretas, da
7ª Vara Federal Criminal do Rio, relata a apreensão de anotações em que apontam
repasse de propina para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ). Em dois momentos, o nome
de Pezão está escrito ao lado de valores que seriam destinados a ele - com os
valores de R$ 140 mil e R$ 50 mil.
Em nota, a assessoria do governador Pezão informou
que ele "continua à disposição da Justiça para prestar todos os
esclarecimentos a respeito das investigações. Pezão ressalta que suas contas já
foram analisadas em processos anteriores da Polícia Federal, e estes foram
arquivados".
As anotações
foram encontradas no apartamento de Luiz Carlos Bezerra, em Botafogo, na Zona
Sul do Rio, apontado como um dos operadores do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e preso pela
Polícia Federal durante a operação Calicute, deflagrada em novembro do ano
passado. Bezerra é apontado por receber
propinas e repassá-las a Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo. Ele também
faria pagamentos para o ex-governador.
Esses valores, de acordo com os investigadores,
seriam entregues em mochilas por Bezerra no escritório de Adriana Ancelmo e
para o seu sócio, o advogado Thiago Gonçalves Pereira.
O nome de
Pezão foi encontrado pelos policiais federais durante a análise do material
apreendido na casa de Bezerra. De acordo com o relatório da PF,
"verificaram-se alguns escritos que podem servir de elementos probatórios
que vinculam o governador atual do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de
Souza, no possível esquema de recebimento de propina de um dos operadores
financeiros do ex-governador Sérgio Cabral, também preso na operação
Calicute".
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EIKE BATISTA & SÉRGIO CABRAL Empresário e ex-Governador do Rio de Janeiro (PMDB-RJ) |
5. Procuradoria denuncia Cabral, Eike e mais seis por
corrupção e lavagem de dinheiro [5]
O
Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra Sérgio Cabral (PMDB-RJ),
Eike Batista e mais seis pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. É a
primeira denúncia no âmbito da operação
Eficiência, considerada a segunda fase da operação Calicute – braço da Lava Jato no Rio de Janeiro. Os detalhes da denúncia serão divulgados pela
força-tarefa de procuradores às 10h30.
Na quarta-feira, 8 de fevereiro, a Polícia Federal havia indiciado o
empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) pelos crimes
de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Eike é
suspeito de ter pago US$ 16,5 milhões em propinas para o peemedebista.
Cabral está preso desde novembro em Bangu 8. Sua
mulher, Adriana, também está sob custódia. Ambos são alvos da Operação
Calicute, desdobramento da Lava Jato que atribui ao ex-governador recebimento
de mesadas de R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca
Engenharia.
6. Fachin autoriza inquérito contra peemedebistas [6]
O ministro
Edson Fachin, novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou
nesta quinta-feira (9 de fevereiro) a abertura de inquérito contra:
* o ex-presidente José Sarney (PMDB-RR),
* os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e
* Romero Jucá (PMDB-RR) e
* o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado,
para a apuração de supostas manobras para atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Considerando apenas processos relacionados à Lava
Jato, este é o nono inquérito contra
Calheiros, o terceiro contra Jucá e o segundo contra Sérgio Machado. Quanto
ao ex-presidente Sarney, é o
primeiro inquérito no âmbito da operação. Este foi também o primeiro inquérito
autorizado por Edson Fachin como relator da Lava Jato – um sorteio na semana
passada lhe destinou a herança dos processos que estavam sob a supervisão do
ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em janeiro.
O pedido de
abertura de inquérito foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em
uma petição de 53 páginas na segunda-feira (6 de fevereiro), com base na delação de
Machado, do ano passado, sob a suspeita de um possível crime de embaraço às
investigações.
“Note-se a
gravidade da trama engendrada pelos integrantes da organização criminosa: as
conversas gravadas desvelam esquema em curso voltado não apenas para ‘estancar’
a Lava Jato, mas também para ‘cortar as asas’ do Ministério Público e do Poder
Judiciário, que significa interferir no livre funcionamento e nos poderes
desses órgãos”,
disse o procurador-geral da República Janot na manifestação, encaminhada ao STF
no mesmo dia em que o presidente Michel Temer indicou Alexandre de Moraes para
o cargo de ministro do STF no lugar de Teori Zavascki. Ao autorizar a abertura
de inquérito, o ministro Edson Fachin também determinou a realização de
diligências pedidas pela PGR. Entre elas, a autorização para ouvir diretamente
os investigados. [...]
Ainda no pedido de abertura de inquérito, Rodrigo Janot citou “solução Michel”. O
procurador usou a expressão para se referir a um “acordão” que teria o objetivo de barrar a operação com a chegada de
Michel Temer à Presidência. Segundo Janot, o “plano” elaborado pelo que chamou de “quadrilha” foi colocado em
prática logo após Temer assumir interinamente a Presidência, em maio do ano
passado.
FONTES DAS NOTÍCIAS:
[ 1 ]
ESTADÃO.COM.BR – Política
– Fábio Serapião, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
– 08/02/2017 – 18h32 (Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.
[ 2 ]
Folha de S. Paulo –
Poder – Débora Alves e Daniela Lima – 08/02/2017 – 15h56
(Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.
[ 3 ]
Portal G1 – Rio de
Janeiro – 08/02/2017 – 22h15 (Horário de Brasília –
DF) – Internet: clique aqui.
[ 4 ]
Portal G1 – Rio de
Janeiro – 09/02/2017 – 18h23 (Horário de Brasília –
DF) – Internet: clique aqui.
[ 5 ]
ESTADÃO.COM.BR –
Política – Fausto Macedo e Fabio Serapião – 10/02/2017
– 08h44 (Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.
[ 6 ]
ESTADÃO.COM.BR –
Política – Breno Pires, Rafael Moraes Moura e Mateus Coutinho
– 09/02/2017 – 21h25 (Horário de Brasília – DF) – Internet: clique aqui.
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