Síria: o apelo ao mundo da comunidade monástica de Deir Mar Musa

Vatican Insider
8.07.2011
  
O jesuíta Paolo Dall'Oglio pede ajudas concretas a todo o mundo. Seu relato foi divulgado pela agência Misna e pela revista Popoli.

"A situação política continua empantanada. Uma parte da população se inclinou radicalmente para a mudança, sofrendo perdas humanas e sendo obrigada às vezes a se refugiar em outro lugar. Uma outra parte se envolveu, sobretudo moralmente, no desvio da repressão e também chora pelos seus mortos, se aflige pelos feridos e em geral por uma situação que parece estar sempre mais comprometida": essa é uma das passagens mais significativas de um apelo divulgado pela comunidade religiosa do Khalil, que conduz diversas atividades nos mosteiros de Mar Eliyan e Mar Deir Musa [foto ao lado].

No seu documento, a comunidade do Khalil pede uma "solidariedade mediterrânea" e um compromisso geral para evitar posições extremas: "A de um maximalismo democrático que não se encarrega da lentidão concreta das evoluções locais e, portanto, corre o risco de favorecer a violência [...] a outra, que espelha a primeira, na prática de uma espécie de relativismo folclórico para justificar os atrasos mais escandalosos e os lucros comerciais relacionados".

O apelo foi dirigido a qualquer pessoa que possa ajudar, sobretudo economicamente, as atividades dos mosteiros que estão sendo afetados pela crise síria, em curso desde março passado, e que, desde abril passado, não recebem mais turistas. " Até à Páscoa, havíamos sido procurados por centenas de visitantes", escrevem no apelo publicado pela revista dos jesuítas Popoli, ressaltando que, agora, os turistas e visitantes foram substituídos por inúmeros jovens que precisam de tudo e que" tentam reagir com trabalho e compromisso" à complexa situação interna da Síria.

"É preciso um milagre para que a mudança seja feita pacificamente", continua o apelo. "Somos muitos aqui na Síria que invocam isso em duas frentes, a da inovação e a da conservação [...] O espaço da mediação está crescendo. Reuniões importantes de uma parte da oposição foram autorizadas, e um debate começa a tomar forma. A vontade popular se agarra a isso para que não se afunde na guerra civil e na fragmentação da unidade nacional".

Tradução é de Moisés Sbardelotto.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos - On-Line - 09/07/2011 - Internet: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=45168

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