A HUMANIDADE CORRE O RISCO DE FICAR A SECO

Claudia Grisanti
Internazionale
22-03-2015
O dia 22 de março é o Dia Mundial da Água, mas há pouco a se festejar.

A Califórnia, atingida por quatro anos de seca, segundo a Nasa, tem "reservas para um ano", enquanto as faixas aquíferas estão nos níveis mínimos, escreve o jornal The Guardian.

O Brasil está vivendo a pior seca dos últimos 80 anos, tanto que, no estado de São Paulo, apenas 6% do reservatório artificial de Atibainha está cheio. No Irã, as bacias estão cheias a 40%, enquanto o lago Urmia se reduziu em 90% em uma década, e o rio Zayandeh-Rud secou.

As Nações Unidas lembram que a água é fundamental para o desenvolvimento sustentável. Sem água, não há agricultura: a atividade é responsável por 70% do consumo hídrico global.

Para produzir uma caloria de alimento, são necessários de 1 a 100 litros, e até 2050 a produção alimentar deverá aumentar em 60% para saciar toda a população mundial.

A água também é essencial para produzir energia nas usinas hidrelétricas e as centrais termelétricas. Para a higiene e a saúde, é necessário o acesso à água potável, mas 748 milhões de pessoas ainda não o têm.

Os recursos hídricos também são fundamentais para o desenvolvimento industrial, para a vida nas cidades, para a superação das desigualdades e para a conservação da natureza.

Para superar esse desafio, é preciso consumir menos água e, sobretudo, consumir melhor: por exemplo, como propõe um relatório do Banco Mundial, por que, em vez de irrigar os campos cultivados com água potável, não se usa água purificada?
 
 
Traduzido do italiano por Moisés Sbardelotto. Para acessar a versão original deste artigo, clique aqui.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – Notícias – Segunda-feira, 23 de março de 2015 – Internet: clique aqui.

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