SAIU: POLÍTICOS INVESTIGADOS NO ESCÂNDALO DA PETROBRÁS
Ministro do Supremao manda investigar 50 na Lava Jato,
entre eles 34 parlamentares
Débora
Bergamasco, Andreza Matais, Fábio Brandt, Beatriz Bulla, Talita Fernandes
São alvo de inquéritos
os presidentes da Câmara e do Senado, dirigentes partidários e cinco
ex-ministros do governo Dilma
Senador RENAN CALHEIROS (PMDB-Alagoas) - Presidente do Senado Federal Um dos investigados com autorização do STF |
Quase um ano após a deflagração da Operação Lava Jato, e
quatro meses depois da prisão de 11 executivos das maiores empreiteiras do
País, o Supremo Tribunal Federal [STF] determinou
nessa sexta-feira, 6 de março, a abertura de investigação criminal contra 50
pessoas, sendo 22 deputados federais, 12 senadores e um vice-governador. O Ministro do STF Teori Zavascki
deferiu os pedidos de abertura de inquéritos feitos pelo Procurador-Geral da
República, Rodrigo Janot.
Janot, disse no despacho no qual pediu as investigações que parlamentares do PP e do PMDB, partidos
da base aliada do governo, recebiam valores mensais a partir de desvios de
contratos firmados por empreiteiras com a Diretoria de Abastecimento da
Petrobrás. Já petistas recebiam mesada,
disse Janot, a partir de desvios na Diretoria de Serviços da estatal.
Dos partidos de oposição, serão dois os investigados: o
senador Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas, e o ex-deputado Luiz
Argôlo (SD-BA).
A maioria dos
congressistas será investigada sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.
É a primeira vez na história do País que o STF autoriza
abertura de investigação criminal contra a cúpula do Poder Legislativo por
envolvimento no mesmo crime. O presidente
do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), que também preside o Congresso, é suspeito dos crimes de formação de
quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Conforme o ex-diretor da
Petrobrás Paulo Roberto Costa, delator do esquema, um “porcentual” dos valores
dos contratos da Transpetro “são canalizados” para Renan, com quem o
ex-presidente da subsidiária da estatal Sérgio Machado se reunia
periodicamente.
O presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Costa disse na delação premiada
que o peemedebista recebia dinheiro pelo operador do PMDB, o lobista Fernando
Soares, conhecido por Fernando Baiano, que está preso. Cunha teria recebido
dinheiro de um aluguel de navio-plataforma. Parte deste valor foi recebido por
meio de doações oficiais.
Além do presidente do Senado, ao menos mais 36 pessoas serão
investigadas sob suspeita de formação de quadrilha, como o tesoureiro do PT, João
Vaccari Neto; o vice-presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO); o segundo
vice-presidente do Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR); o presidente do PP,
senador Ciro Nogueira (PI); e o vice-governador da Bahia, João Leão (PP).
A relação de políticos investigados inclui cinco ex-ministros do governo Dilma
Rousseff:
·
Aguinaldo Ribeiro (Cidades),
·
Mário Negromonte (Cidades),
·
Edison Lobão (Minas e Energia),
·
Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e
·
Antonio Palocci (Casa Civil) - este último teve
seu caso remetido à primeira instância.
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Deputado Federal EDUARDO CUNHA (PMDB-Rio de Janeiro) - Presidente da Câmara dos Deputados Outro investigado por corrupção na Petrobras com autorização do STF |
Lobão e Gleisi são senadores pelo PMDB e PT,
respectivamente. Lobão teria negociado com Costa, no seu gabinete no
ministério, doação de R$ 2 milhões para a campanha de Roseana Sarney em 2010,
quando ela foi eleita governadora do Maranhão.
Também estão na relação dos investigados o presidente da Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara, Arthur Lira
(PP-AL), e o líder do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE).
A lista de suspeitos
deverá crescer nos próximos meses com o avanço das investigações da
Operação Lava Jato. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve divulgar na
semana que vem a relação dos políticos que têm foro perante a Corte. As
investigações iniciais estão concentradas na Diretoria de Abastecimento, que era comandada por Costa, que
operava inicialmente para o PP e depois se aliou ao PT e PMDB. As Diretorias de Serviço, na gestão de
Renato Duque, e Internacional, na
gestão de Nestor Cerveró, ainda estão sendo investigadas.
Sigilo
Os nomes dos investigados só foram divulgados porque o
ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, revogou o sigilo na
tramitação dos procedimentos. A
instauração de inquéritos foi considerada cabível porque há indícios de
ilicitude. O ministro ressaltou que a abertura de inquérito não representa
“juízo antecipado sobre autoria e materialidade do delito”.
Foram pedidos
arquivamentos de investigação contra três pessoas:
·
os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e
·
Aécio
Neves (PSDB-MG) e
·
o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Fonte: O Estado de S.
Paulo – Política – Sábado, 7 de março de 2015 – Pg. A4 – Internet: clique aqui.
Indícios
contra cada um desses políticos,
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