O QUE PRETENDE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015?
Objetivo
geral da Campanha da Fraternidade 2015
Aprofundar,
à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade,
propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro,
para a edificação do Reino de Deus.
Objetivos
específicos da Campanha da Fraternidade 2015
01 - Fazer memória do caminho percorrido
pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios
da situação atual.
02 - Apresentar os valores espirituais do
Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja, como elementos autenticamente
humanizastes.
03 - Identificar as questões
desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e
indicadores para a ação pastoral.
04 - Aprofundar a compreensão da
dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito
e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações
desumanas e violentas.
05 - Buscar novos métodos, atitudes e
linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa,
família e sociedade.
06 - Atuar profeticamente, à luz da
evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da
pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.
Tenha acesso a um vídeo da síntese
do Texto Base da Campanha da
Fraternidade 2015, elaborado pela CNBB, clicando aqui.
Propostas da Campanha da Fraternidade 2015
Este ano, o tema
da campanha é “Fraternidade: Igreja e
sociedade” e o lema “Eu vim para servir”. O objetivo é
aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a
sociedade.
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Padre Luiz Carlos Dias - Secretário-Executivo Nacional da Campanha da Fraternidade |
Para o secretário-executivo nacional da Campanha da
Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias,
essa campanha visa convidar todas as comunidades cristãs a se empenharem em
prol da sociedade. “Com a perspectiva de diálogo e cooperação [entre Igreja e
sociedade], estaremos colaborando para que o Reino de Deus de fato cresça e se
realize aqui entre nós”, disse.
O tema da campanha foi escolhido em reunião, com a
participação dos presidentes das comissões episcopais e pastorais, assessores e
responsáveis pelo Conselho Episcopal Pastoral (Consep), e em vista da comemoração dos 50 anos do encerramento do Concílio
Vaticano II, que representou uma espécie de reconciliação da Igreja com a sociedade.
“O tema trata de uma relação da Igreja com a sociedade e da
sociedade para com a Igreja. Então, temos os desafios e as dificuldades, mas
ele vem nos iluminar para que nós
cristãos, nós Igreja possamos, de fato, cooperar para que a sociedade avance na
vivência da justiça e da fraternidade”, disse padre Dias.
Propostas
Para que o tema não fique disperso, o sacerdote cita duas ações como pontos principais da
campanha, sendo uma delas a REFORMA POLÍTICA. “Vivemos em um momento
conturbado do ponto de vista político-econômico”.
[1ª ação:] Padre Dias
acrescenta que existe um projeto delineado pelo texto base, que visa o combate à corrupção e o melhor funcionamento da esfera política,
para que ela esteja a serviço dos direitos dos cidadãos e das famílias como
também do bem comum.
“Essa é a proposta: que
haja empenho e ações em vista da reforma política, de maneira especial, pedimos
uma ação que é a COLETA DE ASSINATURAS para que o projeto que o coletivo
preparou possa ser apresentado ao Congresso. Para isso, precisamos de quase
dois milhões de assinaturas; então, seria oportuno que nas comunidades houvesse
um empenho para a coleta de assinaturas”, acrescenta.
[2ª ação:] A segunda proposta
é a superação das situações de violência.
O sacerdote apela para que as pessoas e as comunidades estendam seu olhar, com
o objetivo de ver situações que geram a
violência. Dessa forma, a proposta é que elas possam, quem sabe juntamente
com governos ou outras entidades, desenvolver
ações de superação e construção de uma sociedade de paz.
Igreja
e sociedade
A Igreja sempre colaborou e caminhou junto da sociedade.
Segundo o secretário-executivo, a Campanha da Fraternidade naturalmente
apontará para tal realidade. “Jesus, antes da sua ascensão, disse: ‘Ide pelo
mundo’. Então, a nossa fé é evidenciada
na história, no dia a dia, no compromisso transformador, visando a superação
das situações de sofrimento das pessoas”.
O sacerdote enfatiza que todos são chamados ao testemunho e
a colocar-se ao serviço da sociedade, anunciando, de fato, Jesus e tomando
parte de ações que possam cooperar para que situações de morte e dor sejam
superadas.
“Acredito que essa campanha ajudará as nossas comunidades e
todos discípulos de Jesus Cristo a refletir e perceber a necessidade desse
empenho junto à sociedade, porque a
Igreja não é um gueto; ela, pela sua história e pelas palavras de nosso
Senhor “ide”, é chamada a esse empenho missionário junto à sociedade”, conclui.
A Campanha da Fraternidade acontece anualmente e é
coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com início no
primeiro dia da Quaresma, ela se estende oficialmente até o Domingo de Ramos
(último domingo que antecede a Páscoa), e tem o objetivo de despertar a solidariedade nos fiéis e
comunidades, tendo em vista algum problema enfrentado pela sociedade.
Fonte: Arquidiocese
de Campinas (SP) – Notícias – Igreja no Brasil e no Mundo – 19/02/2015 –
Internet: clique aqui.
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