Igreja se abre à juventude conectada
O próximo Sínodo e a Igreja diante do
“enigma digital”
Moisés
Sbardelotto*
Jornalista
A Igreja Católica rende-se à importância e ao modo de
vida cada
vez mais “conectado” que a juventude vive e convida
a encarar o desafio de evangelizar o jovem de hoje
“Os jovens, a fé e o
discernimento vocacional”: esse será o tema da próxima Assembleia
Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos convocada pelo Papa Francisco para outubro de 2018. Para colocar a Igreja
“a caminho”, o pontífice convocou os
próprios jovens para falarem sobre o seu “desejo de mudança”. Foi a eles
que Francisco enviou uma carta no último dia 13 de janeiro, apresentando o DOCUMENTO
PREPARATÓRIO do Sínodo: “Eu quis que vocês estivessem no centro da atenção,
porque eu os trago no coração. […] A
Igreja também deseja se colocar à escuta da voz de vocês [...]. Façam ouvir o seu grito, deixem-no ressoar
nas comunidades e façam-no chegar aos pastores”. E não se trata apenas de
“palavras bonitas”. Há também uma novidade no caminho preparatório deste
Sínodo: o lançamento
de um site na internet voltado especificamente aos jovens [a partir de 1º de março deste ano], com um
questionário sobre as suas expectativas e a sua vida. Todo o material coletado,
depois, irá ajudar na redação do documento
de trabalho do Sínodo, o chamado Instrumentum
laboris, que será o ponto de
referência para o debate dos Padres sinodais.
Acesse e leia a CARTA que Papa Francisco enviou aos
jovens do mundo todo por ocasião da apresentação do Documento Preparatório do
próximo Sínodo dos Bispos sobre juventude, clique aqui.
Acesse, leia e/ou baixe o DOCUMENTO PREPARATÓRIO ao
próximo Sínodo dos Bispos sobre
«Os jovens, a fé e o discernimento vocacional»
clicando aqui.
Esse gesto ressalta a
importância que Francisco atribui ao papel dos jovens na vida da Igreja (seja pela escolha da
temática, seja por querer lhes dar a palavra de modo especial), mas também o
reconhecimento de que as “modalidades mais eficazes hoje para anunciar a Boa
Notícia”, como afirma o documento, não podem deixar de envolver as práticas
sociais que vêm se desenvolvendo no ambiente digital, especialmente entre os
jovens. Se os próprios jovens entendem o
mundo e entendem a si mesmos a partir da relação com a internet e as redes,
como entendê-los senão a partir dessa relação?
O DOCUMENTO
PREPARATÓRIO do Sínodo tenta fazer isso ao abordar a “pastoral juvenil vocacional”
articulando-a com algumas questões comunicacionais contemporâneas, que merecem
ser aprofundadas. Como o texto tem outros objetivos, a comunicação aparece
"às pinceladas", como indicações sintéticas para o debate futuro. Por
isso, quero aqui problematizar aqueles
aspectos do documento que abordam a relação entre a juventude, os processos
digitais e as práticas sociais em rede, que se explicitam como um
verdadeiro "enigma digital" para a Igreja, cuja hierarquia, no
documento, se autoafirma como parte de uma "geração
precedente" em relação às "jovens gerações". Por isso,
muitas vezes, parece não compreender os meandros e os movimentos das redes, que
se manifestam como constitutivas do "ser jovem" hoje.
Consulta
online: esforço para ouvir o “sensus fidelium
digitalis”?
O
Sínodo de 2018 irá manter a inovação dos sínodos anteriores convocados por
Francisco, isto é, a consulta de todo o Povo de Deus mediante um questionário
específico sobre a temática em questão. Ao buscar “Interpretar” a situação da
“pastoral juvenil vocacional”, uma das perguntas é esta: “De que modo vocês avaliam a mudança cultural determinada pelo
desenvolvimento do mundo digital?”.
Reconhece-se
que há uma “mudança cultural” que diz respeito à Igreja, em relação ao
“desenvolvimento do mundo digital”. Tal
mudança, talvez, não seja necessariamente determinada pela digitalização, pois
isso significaria cair em um determinismo tecnológico que ignora diversos
outros fatores em jogo. Contudo, é uma tentativa de a Igreja compreender o
que está acontecendo – principalmente com ela mesma – em um cenário cultural em
que se observa que “entre a linguagem da
Igreja e a dos jovens se abre um espaço difícil de preencher”, como afirma
o documento. O desafio eclesial contemporâneo, portanto, é compreender o
ambiente digital sem dicotomias nem apriorismos, mas, precisamente, analisando
as “mudanças” ocorridas, para ver o que permaneceu e o que se transformou nas
juventudes deste início de século.
Mas
a grande novidade do documento se
encontra na informação de que “está prevista uma consulta de todos os jovens através de um site da internet, com um
questionário sobre as suas expectativas e a sua vida”. O DOCUMENTO PREPARATÓRIO
deixa claro que “as respostas aos dois questionários constituirão a base para a
redação” do Instrumentum laboris.
Trata-se
de uma novidade ainda a ser conhecida, sem data prevista de lançamento. Na
coletiva de imprensa de apresentação do DOCUMENTO PREPARATÓRIO, o Mons. Fabio
Fabene, subsecretário do Sínodo dos Bispos, disse que, por meio do site, os jovens também poderão acompanhar as várias fases
de preparação do Sínodo, os discursos do papa sobre os jovens e ainda
compartilhar reflexões e experiências sobre o tema sinodal. Portanto, parece que, desta vez, o processo de
construção do Sínodo também se “digitaliza”, e não apenas seus conteúdos.
Isso
aponta para um certo reconhecimento eclesiástico dos novos modos de construção
da “opinião pública” na Igreja, isto é, das novas condições de dizer e de fazer
a fé cristã. Hoje, os dispositivos digitais
oferecem meios para que especialmente os jovens se apropriem do universo
religioso e constituam uma “ekklesia
online” [Igreja online], nos
mais diversos sites, redes, aplicativos etc., não apenas para ter contato com a
“opinião pública” na Igreja, mas também para “publicar uma opinião” sobre a
Igreja.
Cabe aos Padres sinodais,
então, perceber também o ambiente digital como um lócus pastoral e teológico de
escuta ao sensus fidelium, “voz viva do povo de
Deus”, cujas “reações [...] devem ser
consideradas com maior seriedade”, como afirma um recente documento da
Comissão Teológica Internacional (“O
sensus fidei na vida da Igreja", 2014). Nas expressões da fé em rede, no "sensus fidelium digitalis", em suas luzes e sombras, em meio a
suas banalidades e extremismos, riquezas e pobrezas, o Magistério e a teologia também são chamados a “descobrir as
ressonâncias profundas da palavra de Deus” (ibid.).
Talvez,
por isso, muito mais enriquecedor do que uma consulta online realizada em um
ambiente “controlado” como um site criado especificamente pela Santa Sé poderia
ser uma observação e interpretação
daquilo que os próprios jovens “debatem” em rede sobre a fé cristã, nas mais
diversas plataformas. É lá que os jovens falam, e muito, sobre a própria
vida, até mesmo sem a necessidade de serem questionados (e, às vezes, fazem-no
justamente por isso, como único ambiente em que são ouvidos, mesmo que apenas
pelos seus pares, sobre os seus dilemas). Tal
empreendimento não seria nada fácil, mas daria uma ideia mais encarnada de como
o catolicismo “explode”, hoje, em uma multiplicidade de expressões locais.
Muitas vezes juvenis, minoritárias e subculturais, tais expressões geralmente
não chegam aos “ouvidos” da cúpula eclesiástica, embora, em rede, circulem
publicamente, indo ao encontro de uma catolicidade mais autônoma e relacional,
e menos heterônoma e institucional.
“Mundo
virtual”, “new media”, “geração hiper(conectada)”: a Igreja diante do “enigma
digital”
Ao
longo do documento, despontam algumas questões comunicacionais, concentradas,
especialmente, em dois parágrafos. No primeiro capítulo, no entretítulo “As novas gerações”, consta uma seção
intitulada “Rumo a uma geração
hiper(conectada)” (com esse pequeno deslize de digitação na versão em
português, que coloca os parênteses no segundo termo [“conectada”], em vez do
primeiro [“hiper”]). Esse trecho afirma:
“Hoje
as jovens gerações são caracterizadas
pela relação com as modernas tecnologias da comunicação e com aquilo que
normalmente é chamado o «mundo virtual»,
mas que também tem efeitos muito reais. Ele oferece possibilidades de acesso a
uma série de oportunidades que as gerações precedentes não tinham, e ao mesmo
tempo apresenta riscos. No entanto, é de
grande importância que se preste atenção ao modo como a experiência de relações
tecnologicamente mediadas estrutura o conceito do mundo, da realidade e das
relações interpessoais, e é com isto que é chamada a medir-se a ação
pastoral, que tem necessidade de desenvolver uma cultura adequada.”
Já
o capítulo 3 aborda “A ação pastoral”,
refletindo sobre o desafio do cuidado pastoral e do discernimento vocacional a
partir de três tópicos: os seus “sujeitos”, os seus “lugares” e os
“instrumentos” à disposição. Em relação aos “lugares” para tal pastoral, o
texto inova a reflexão eclesial e apresenta considerações sobre “O mundo
digital”. E diz:
“Pelos
motivos já recordados, merece uma menção
particular o mundo dos new media, que
sobretudo para as jovens gerações se tornou verdadeiramente um lugar de vida;
oferece muitas oportunidades inéditas, sobretudo no que diz respeito ao acesso
à informação e à construção de vínculos à distância, mas apresenta também
riscos (por exemplo, o cyberbullying,
o jogo de azar, a pornografia, as insídias das salas de chat, a manipulação
ideológica etc.). Não obstante as numerosas diferenças entre as várias regiões,
a comunidade cristã ainda deve construir
a sua presença neste novo areópago, onde os jovens certamente têm algo para lhe
ensinar.”
São
vários os aspectos que mereceriam uma reflexão atenta e aprofundada desses dois
parágrafos, mas, por razões de espaço, vou
me deter em algumas questões transversais a eles, que mais apresentam desafios
para a pastoral hoje.
Nos
dois parágrafos, a preocupação central é convocar a Igreja a repensar a sua
“ação pastoral” diante das mudanças no campo da comunicação, o que envolve a
“necessidade de desenvolver uma cultura adequada” e de “construir uma presença”.
Sem dúvida, nas últimas décadas, o mundo
experimentou uma “explosão” tecnológica mais ampla e mais rápida, que o levou à
transição de uma “era dos meios de massa” para uma “era da massa de meios”
(R. C. Alves). Hoje, experimentam-se uma aceleração e uma diversificação dos
modos pelos quais as culturas interagem com outras culturas, e as sociedades
interagem com outras sociedades (J. L. Braga).
A relação "jovens x redes
digitais" também teve recentes repercussões sociopolíticas, como as
diversas Primaveras Árabes, ou
movimentos como o Occupy Wall Street,
nos Estados Unidos, ou os Indignados,
na Espanha, ou mesmo as manifestações de
2013 no Brasil, com a emergência de coletivos como Mídia Ninja e Jornalistas
Livres, em que redes e ruas se conectam de maneiras emergentes, “passando da conexão ao encontro, e do
encontro à ação” (J. Martín-Barbero).
Emerge, assim, um novo ambiente antropológico, social e cultural, um
“bios midiático” (P. G. Gomes), uma ambiência comunicacional crescentemente
complexa, que o documento chama apropriadamente de “lugar de vida” (não apenas para as “jovens gerações”, mas também
para grande parte das pessoas e também dos campos sociais).
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"MÍDIA NINJA" Com plataforma para postar material audiovisual de manifestações e outras atividades juvenis |
Por isso, o desafio eclesial
não é o de meramente “usar” instrumentos tecnológicos “modernos”, como os “new media” mencionados pelo documento (postura tecnicista), nem de elaborar
“boas mensagens” eficazes a serem ouvidas e debatidas “neste novo areópago” (postura informacionalista), nem ainda de
apenas avaliar ou sopesar as “oportunidades” ou os “efeitos” de sua comunicação
(postura funcionalista). Trata-se de algo muito mais complexo, no
sentido de promover uma inculturação digital,
reconhecendo que não há “a Igreja” e a “cultura digital” em polos opostos, como
coisas separadas e divisíveis, mas sim relações emergentes na complexidade das
redes. E, no caldo dessa cultura, a Igreja também é chamada a acolher as
“formas e valores positivos que podem enriquecer o modo como o Evangelho é
pregado, compreendido e vivido” (EG 116).
O DOCUMENTO PREPARATÓRIO,
contudo, permanece principalmente numa leitura instrumentalista e moralista dos
processos comunicacionais. Embora reconhecendo que as “jovens gerações” mantêm uma “relação” com
as tecnologias, a ênfase está toda no polo tecnológico, já que se trata de
“relações tecnologicamente mediadas”. Falta
refletir sobre a complexidade dessa relação, que não é “determinada” pela tecnologia, e cuja mediação se dá numa
rede de outras mediações (sociais, culturais, simbólicas etc.). Se o
desafio pastoral fosse de ordem tecnológica, a solução deveria ser buscada na
própria tecnologia. E aqui também a Igreja pode cair no risco de uma leitura
comunicacional marcada pelo “paradigma tecnocrático” denunciado pela Laudato si’ (101ss). Ou seja, a técnica acaba assumindo um “poder
globalizante e massificador” (LS 108) sobre
a interpretação dos processos comunicacionais, e imagina-se que ela também
seria a única solução de problemas que, na verdade, são de outra ordem. A
técnica, especialmente quando se transforma em tentação pastoral, ignora “o mistério das múltiplas relações
que existem entre as coisas e, por isso, às vezes resolve um problema criando
outros” (LS 20).
Por
outro lado, fica escamoteada, no
documento, uma reflexão mais atenta às processualidades da comunicação contemporânea,
optando por apontar para seus “efeitos”, “oportunidades” e “riscos” de fundo
moral. Isso não significa que estes não existam, mas são secundários, se a
tentativa é de entender a relação entre as “jovens gerações” e as “modernas
tecnologias da comunicação” (aliás, “jovens” e “modernas” em relação ao quê e a
quem?). Mais do que isso, seria muito
mais enriquecedor para a reflexão pastoral se a leitura se voltasse não a
jusante, mas a montante: isto é, não é apenas a tecnologia que “caracteriza” as
“jovens gerações” ou que media suas relações, mas também e principalmente as
“jovens gerações” que vão aprimorando as tecnologias ou até mesmo inspirando o
seu desenvolvimento. Isso se dá mediante os usos e apropriações ativos e
criativos de tais tecnologias por parte dos jovens em suas interações, que,
aliás, são constantemente acompanhados e pesquisados pelas empresas de inovação
tecnológica, justamente para entender seus interesses, desejos e necessidades,
o que aponta para relações muito mais complexas entre o social, o tecnológico e
o cultural.
Além
disso, falar de “mundo virtual” (ou
mesmo “mundo dos new media”) é
permanecer numa concepção ultrapassada não apenas em relação à reflexão
acadêmica sobre o ambiente digital, mas inclusive em termos de senso comum.
Às vezes, parece que o documento ainda se situa no imaginário tecnológico da
saga Matrix, ou, para ficar no âmbito eclesial, é como se a reflexão eclesial estivesse estagnada desde o documento Igreja e internet de 2002 (o que não
é verdade; basta ver algumas recentes mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de Bento XVI e de Francisco,
que avançam muito no debate).
O
próprio erro no entretítulo do documento em português – “geração
hiper(conectada)” – é sintomático, nesse sentido, pois revela uma Igreja que olha para a geração atual e vê apenas os seus
aspectos “hiper”, quase sempre negativamente, e que coloca entre parênteses o
verdadeiro “sinal dos tempos”, que são as novas formas de conectividade.
Esse é um erro (presente no texto e na práxis eclesial) que prejudica toda
possibilidade de leitura (do próprio texto e principalmente do “mundo de hoje”
onde os jovens vivem).
Basta
conversar com qualquer jovem sobre a comunicação hoje para se dar conta de que
dificilmente a expressão “mundo virtual”
ou “mundo dos new media” virá à tona
(muito menos, aliás, “salas de chat”...).
Para as “jovens gerações”, as relações
entre o off e o online são muito mais entrelaçadas, e qualquer fronteira se torna
muito mais sutil do que se imagina. No fundo, falar em “virtual” mais
atrapalha do que ajuda na compreensão das complexidades do digital. Se abordarmos a internet meramente como
“virtualidade”, podemos correr o risco de abstrair toda a sua realidade, toda a
sua materialidade, todas as suas marcas de socialidade, a sua própria
contextualidade, que é sinal da humanidade nela presente. O risco é de
minimizá-la como um fruto puramente da “imaginação”, irreal e imaterial, e não
perceber nela um novo ambiente socialmente construído de relação pessoal e de organização
social. Ao contrário, é importante
perceber que a cultura digital é fruto de expressões sociais e constitui um
ambiente social novo e renovado, repleto de realidades humanas. Isto é, há
uma mestiçagem de linguagens, um entrecruzamento de ambientes, em que não há
uma separação clara entre “mundos” – dada a mobilidade dos aparatos, das
informações, das pessoas e das relações.
No
fundo, até mesmo a noção de “digital” já impregnou tanto a vida contemporânea
que quase não dá conta dos processos: em
um mundo em que praticamente tudo é digital, o que esse termo realmente
caracteriza em termos específicos e diferenciadores? Trata-se, portanto, do
desafio de buscar uma constante
atualização e problematização de nossos conceitos – inclusive pastorais –, na tentativa de acompanhar a
“velocidade dos processos de mudança e de transformação […] que caracteriza as
sociedades e as culturas contemporâneas”, como afirma o DOCUMENTO PREPARATÓRIO.
Entretanto,
em suma, merece destaque o esforço
eclesial de reconhecer o ambiente digital como algo de “grande importância”
para a vida da Igreja e, especialmente, para as culturas juvenis. Seria
praticamente impossível pensar “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”
sem atentar para o fato de que os jovens
constroem suas identidades e suas comunidades principalmente a partir das
relações em rede. É nelas também que os jovens geralmente fazem suas
experiências religiosas e tomam contato com seus modelos de referência, o que
inclui, neste caso, o testemunho vocacional de leigos, sacerdotes e religiosos,
homens e mulheres, que aí comunicam a própria vocação, principalmente quando
não o fazem deliberadamente, mas a
partir daquilo que postam, “curtem”, compartilham, isto é, pelo simples fato de
“estarem em rede”.
É de extrema relevância, por
isso, a postura do documento ao convidar toda a Igreja a “prestar atenção” às
novas relações em rede e a aprender com os jovens, que, sobre isso, “certamente
têm algo para ensinar” à Igreja. Retomando o próprio documento, espera-se que a Igreja
realmente conserve e ponha em prática esta utopia: “Sonhamos com uma Igreja que
saiba deixar espaços ao mundo juvenil e às suas linguagens, apreciando e
valorizando a sua criatividade e os seus talentos”.
Só a partir dessa escuta
atenta aos jovens e dessa aprendizagem com os jovens (ambas as ações nas quais
os jovens são protagonistas) é que será
possível repensar uma ação pastoral juvenil e vocacional à altura dos desafios
contemporâneos.
*
MOISÉS SBARDELOTTO é mestre e doutor em Ciências da
Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos, com estágio
doutoral na Università di Roma "La Sapienza", na Itália.
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