Papel e caneta são melhores para memória do que computador, diz pesquisa
Redação - UOL - São Paulo
Um
estudo publicado recentemente na revista científica "Psychological
Science" indica que fazer anotações no papel é melhor para o estudo do que
fazê-las em computadores.
De
acordo com a pesquisa, os participantes que fizeram notas em papel sobre
algumas palestras tiveram melhor desempenho nos testes realizados
posteriormente do que os que usaram o notebook, mesmo com ele desconectado da
internet.
O
levantamento foi feito com estudantes das universidades norte-americanas de
Princeton e UCLA (Universidade da Califórnia).
Em um
dos testes realizados, os pesquisadores exibiram uma palestra online a 65
alunos. Alguns deles puderam utilizar o notebook - desconectado da internet -
para fazer suas anotações, enquanto outra parte utilizou caneta e papel. Todos
foram orientados a usar as estratégias que normalmente usam para fazer suas
notas.
Depois
de 30 minutos, os participantes responderam a um teste com questões sobre os
assuntos abordados na palestra.
Os que
usaram canetas registraram de 100 a 150 palavras a menos dos que os que
digitaram suas anotações. No entanto, o grupo que usou o notebook teve uma
compreensão mais rasa dos conteúdos apresentados, principalmente porque muitos
acabaram transcrevendo o que ouviram em vez de refletir sobre o assunto e
destacar apenas os pontos importantes.
Diante
desse resultado, o estudo alerta que transcrever algo literalmente ao invés de
processar as informações e reformular o conteúdo com as próprias palavras é
prejudicial para a aprendizagem. Além da eficiência de usar o papel, os
pesquisadores identificaram que revisar os conteúdos antes de um teste também é
benéfico para o aprendizado.
O
levantamento foi realizado por Daniel Oppenheimer, da Universidade da
Califórnia, e Pam Mueller, da Universidade de Princeton.
Fonte: UOL – Educação – 02/05/2014
– 13h57 – Internet: clique aqui.
Um
estudo realizado por pesquisadores de quatro universidades dos Estados Unidos
indica que resumir e grifar textos são técnicas com baixa utilidade para o
aprendizado dos estudantes. Das dez práticas avaliadas pelo trabalho
científico, outras três compõem a lista com pior avaliação: criação de
palavras-chaves, uso de imagens para fixação de conceitos e releitura.
Fazer
exercícios práticos e estudar aos poucos ao longo de todo o curso foram
apontados como as melhores formas de aprendizagem por beneficiar diretamente
alunos de diferentes idades e habilidades.
De
acordo com a pesquisa - divulgada pelo jornal da Associação pela Ciência
Psicológica do país, o resumo e as marcações nos textos como ferramentas de
aprendizagem possuem benefícios limitados. A primeira técnica não é considerada
tão eficiente, pois é necessário um treinamento extensivo para seu sucesso.
Quanto à segunda prática, foi observado pouco aumento no desempenho dos
estudantes.
O uso
de perguntas elaboradas, de auto-explicação e de uma prática intercalada de
estudo recebeu utilidade moderada dentro dos parâmetros da pesquisa.
Parâmetros
O
trabalho avaliou os benefícios gerais levando em consideração quatro categorias
de comparação: condições de aprendizagem, características do estudante,
materiais e critérios das tarefas. As 10 técnicas analisadas foram selecionadas
de acordo com a facilidade de utilização e preferência dos estudantes.
Fonte: UOL – Educação – 15/05/2013
– 11h51 – Internet: clique aqui.
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