Lista de trabalho escravo no Brasil cresce e já tem 607 infratores
AYR
ALISKI
Agência
Estado
Pará
lidera cadastro, com 27% dos empregadores inscritos
na “lista suja”;
na “lista suja”;
entre
as atividades, pecuária concentra 40% dos infratores
A
"lista suja" do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), que é o cadastro de exploradores de mão de obra
análoga à de escravo, foi atualizada nesta quarta-feira, 2 de julho. Foram
incluídos 91 empregadores e realizadas 50 exclusões. Como saldo final, a nova
"lista suja" passa a conter 607
infratores, envolvendo pessoas físicas e jurídicas com atuação nos meios rural
e urbano.
O maior
número de empregadores inscritos nessa lista é:
- do Estado do Pará (27%),
- seguido por Minas Gerais (11%),
- Mato Grosso (9%) e
- Goiás (8%).
O
governo ressalta que os procedimentos de inclusão e exclusão são determinados
pela Portaria Interministerial nº 2/2011, que estabelece a inclusão do nome do
infrator no Cadastro após decisão administrativa final relativa ao auto de
infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a
identificação de trabalhadores submetidos a trabalho escravo.
As
exclusões ocorrem depois do monitoramento, direto ou indireto, pelo período de
dois anos da data da inclusão do nome do infrator no cadastro. Durante esse
tempo, é verificado se realmente não houve reincidência na prática do
"trabalho escravo", bem como do pagamento das multas decorrentes dos
autos de infração lavrados na ação fiscal. A
lista passa por atualizações de maior porte a cada seis meses.
O MTE
não emite qualquer tipo de certidão relativa ao cadastro. A verificação do nome
do empregador na lista se dá por intermédio da consulta à lista na internet, no
site do Ministério do Trabalho. Os
nomes são apresentados em ordem alfabética.
Para
ter acesso ao cadastro de empresas e pessoas autuadas
por exploração do
trabalho escravo, clique aqui.
Quantos escravos você tem?
Ana Freitas
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Tradução: "O alfaiate barateiro e seus trabalhadores" |
Conheça
a Slavery Footprint, uma ferramenta
que informa a quantidade de trabalho escravo usado para produzir os bens de
consumo que você usa.
O app
[aplicativo] faz parte de uma ação da ONG Made
In A Free World [trad.: Feito Em Um
Mundo Livre], que tem como objetivo erradicar o trabalho escravo no mundo.
De acordo com a entidade, são mais de 29
milhões de pessoas, incluindo crianças, sendo escravizadas no planeta em 2014.
E e o pior: elas trabalham, frequentemente, na cadeia de produção de muitos dos
bens de consumo que a gente tem em casa, do seu celular e suas roupas até na
extração de matéria prima para produtos de beleza e de limpeza, construção
civil e mineração.
Para
saber quantos escravos trabalham para você, é preciso responder a um questionário interativo que investiga todo o
seu perfil:
- onde você mora,
- sua idade,
- o que você come,
- o que você tem no gabinete no banheiro,
- no guarda-roupa,
- na mesa do escritório e
- na garagem.
Para
acessar essa ferramenta na internet, clique aqui.
O site dessa ONG (Made In A Free World) é acessível aqui.
Fonte: Revista GALILEU –
Sociedade/Escravidão - 30/06/2014 – 10h06 – Atualizado às 10h06m06s –
Internet: clique aqui.
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