VEJAM SÓ OS POLÍTICOS E GOVERNANTES QUE TEMOS!!!
Morto-vivo vivíssimo
Eliane
Cantanhêde
Mesmo morto politicamente, Eduardo Cunha desnorteia
Planalto e oposição
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EDUARDO CUNHA O Deputado Federal, presidente da Câmara dos Deputados, está acabado politicamente falando, mas vai dar muito trabalho tanto ao Governo Dilma quanto à oposição! |
O deputado Eduardo Cunha está
politicamente morto, mas ainda pode fazer estragos gigantescos antes de virar
réu no Supremo [Tribunal Federal], enfrentar um processo por quebra de decoro
na Câmara, enterrar a presidência da Câmara, incinerar o próprio mandato e,
eventualmente, dividir uma cela com ex-dirigentes do PT e donos das maiores
empreiteiras. É, pois, um morto-vivo. E vivíssimo!
Exatamente
por isso, pelo poder de fogo do morto,
pela sua capacidade de assombrar o mandato de Dilma Rousseff, que tanto o
Palácio do Planalto quanto a oposição, particularmente o PSDB, titubeiam e se
contorcem em dúvidas quanto ao que fazer com ele - e quando.
Cunha se meteu num labirinto
sem saída.
Corre, à toa, da denúncia da Procuradoria-Geral da República pela suspeita de propinas na compra de
navios-sonda pela Petrobrás; da confirmação, pelas autoridades suíças, de que
tem quatro contas secretas de mais de R$ 20 milhões; de um pedido de
investigação apresentado por 29 deputados de 6 partidos; e do sério risco de
ser cassado por quebra de decoro parlamentar, após ter mentido numa CPI.
Se
Cunha é o mais radical adversário de Dilma Rousseff e se ele tem a cadeira e a
caneta que podem materializar o pedido de impeachment,
o natural seria que o Planalto estivesse louco para derrubá-lo já e que a
oposição estivesse fazendo das tripas coração para segurá-lo no cargo. Certo?
Nem tanto. Há controvérsias.
Do
ponto de vista de Dilma e do Planalto: Cunha tem o poder formal e os
instrumentos para tocar o impeachment,
mas não tem condições éticas e morais de presidir um processo dessa magnitude
contra Dilma, aliás, contra ninguém. Que
valor teria para a cidadania, para o mundo e para a história um impeachment comandado por Eduardo Cunha?
Já do ponto de vista da oposição: se foi cômodo usufruir dos poderes e das
benesses de Cunha, que na presidência da Câmara deu comissões, vagas em CPIs e
destaque para os tucanos, deixou de ser conveniente articular impeachment liderado por um camarada
atolado em denúncias gravíssimas. Como reagiriam as principais entidades a um impeachment com Cunha no centro do
picadeiro? E não seria dar de mão beijada uma potente munição aos movimentos
sociais pró-Dilma, ou melhor, pró-PT?
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CLÁUDIA CRUZ Esposa do deputado federal Eduardo Cunha, conseguiu a proeza de torrar mais de 1 milhão de dólares em academias e cursos no exterior, entre 2008 e janeiro de 2014!!! |
Eduardo Cunha, portanto, não
é só um cadáver político, mas o típico bode na sala. O governo sonha tirá-lo
logo da presidência da Câmara na expectativa de encerrar o pesadelo e amanhecer
num outro dia. Mas... talvez não seja
uma boa ideia, porque ninguém pode garantir quem será o substituto. O atual
líder peemedebista, Leonardo Picciani, que não lidera nem a própria bancada? Ou
um parlamentar de peso e de estatura moral capaz de mobilizar e aglutinar o
Congresso pelo afastamento de Dilma?
E a
oposição quer tirar o bode na sala, mas teme que ele arraste junto a carroça do
impeachment. Se é difícil com Cunha lá, mesmo após TSE, TCU, Hélio Bicudo e Miguel
Reale Júnior, já imaginaram sem Cunha? Aí é que pode empacar mesmo, tanto
quanto a economia está. No cálculo (errado) de setores da oposição, é agora ou
nunca.
A única certeza, nessa
imensidão de incertezas, é que as declarações de Cunha descartando a renúncia
não valem um tostão furado, como não valeram nos casos de Antonio Carlos Magalhães, Jader
Barbalho e Renan Calheiros quando caíram da presidência do Senado por muito
menos. Ele terá de renunciar à presidência para tentar salvar o mandato.
Inutilmente, diga-se. A situação de
Cunha não está se tornando insustentável, ela já é totalmente insustentável.
PS - no auge do impeachment de
Fernando Collor, o seu tesoureiro, PC Farias, reclamava dos excessos da primeira-dama
Rosane Collor: “Madame anda gastando muito...” Os tempos mudam, mas as madames
continuam gastando demais. Como a mulher
de Cunha, jornalista Cláudia Cruz, conseguiu torrar US$ 1
milhão em cartões de crédito, academias e cursos?!
Fonte: O Estado de S. Paulo –
Política –
Domingo, 11 de outubro de 2015 – Pg. A8 – Internet: clique aqui.
Veja quem Dilma Rousseff colocou como
Ministro da Saúde!
Valmar Hupsel
Filho
Tribunal Superior Eleitoral vai julgar procedimento
investigatório sobre
compra de votos que afeta cargo do atual titular da
pasta, Marcelo Castro
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Presidente Dilma empossando o novo Ministro da Saúde, o Deputado Federal pelo PMDB do Piauí, Marcelo Castro - acusado de crime eleitoral nas últimas eleições |
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa a
partir desta semana uma ação que pede a anulação do mandato de deputado de
Marcelo Castro (PMDB-PI), que tomou posse como ministro da Saúde na última
segunda-feira. A acusação é de compra de
votos. O caso deve ser apreciado pelo TSE a partir de terça-feira.
O
pedido de procedimento investigatório foi aberto pelo Ministério Público Eleitoral do Piauí. Nele, o ex-prefeito de Canindé do Piauí (PI), Aderson Júnior Marques Bueno Aires, conhecido como Dr. Júnior, é acusado de práticas que apontam para a
compra de votos para seus aliados, entre eles o atual ministro da Saúde.
Médico,
Aderson é acusado de realizar consultas, distribuir dinheiro e oferecer
transportes a eleitores durante a campanha de 2014. No dia da eleição, 5 de outubro, em uma batida na casa do ex-prefeito,
policiais civis encontraram diversas pessoas que disseram estar ali à espera
dele para serem atendidas. Uma receita datada daquele dia foi encontrada
pela polícia.
Além
disso, os policiais encontraram uma van que, segundo a Procuradoria, foi
utilizada para transporte de eleitores de Petrolina (PE) para Canindé do Piauí,
R$ 8,6 mil em espécie, um cheque no valor de R$ 2,4 mil.
No
mesmo local, a polícia encontrou material de campanha da chapa apoiada pelo
médico. Ali constavam santinhos com os
números preenchidos dos então candidatos Marcelo Castro (eleito deputado
federal), Severo Maria Eulálio Neto
(deputado estadual), Wilson Nunes
Martins (Senado) e Clebert Marques
Bueno Aires (prefeitura de Canindé do Piauí).
“Todas
as peças informativas relacionadas ao caso revelam repasses de recursos financeiros a lideranças partidárias de várias
localidades do interior do Estado do Piauí para fins de cooptação e outros
ilícitos, sendo que tais importâncias não foram registradas na prestação de
contas da campanha, configurando verdadeiro ilícito de ‘caixa 2’”, afirma o
procurador eleitoral Kelston Pinheiro
Lages.
Castro,
Eulálio, Martins e Marques, além de Dr. Júnior, foram representados pelo
Ministério Público. A ação corria no Tribunal Regional Eleitoral e chegou a ser
declarada extinta pelo juiz Agrimar Rodrigues de Araújo. No final de setembro,
o procurador eleitoral então entrou com recurso especial questionando a
decisão, que foi acatado pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, Edvaldo Pereira de Moura.
Em
nota, o Ministério da Saúde nega a acusação. “A suposta irregularidade que está
sendo questionada pelo Ministério Público Eleitoral já foi julgada pelo
Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, que extingui o processo por falta de
comprovações objetivas”, diz o texto. “Marcelo Castro sequer esteve durante o
período eleitoral em Conceição do Canindé (PI). As campanhas do deputado sempre
se caracterizaram pela transparência e pelo respeito à legislação eleitoral.”
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