Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria - Homilia
Evangelho:
Lucas 2,16-21
17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino.
18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19 Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito.
21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
Naquele tempo:
16 Os pastores foram às pressas a Belém e
encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura.17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino.
18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19 Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito.
21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
JOSÉ ANTONIO
PAGOLA
A
MÃE NOS ACOMPANHA
Costuma-se dizer que os cristãos de hoje vibram menos diante
da figura de Maria que os crentes de outras épocas. Talvez, sejamos vítimas
inconscientes de muitos receios e suspeitas diante de deformações que ocorreram na piedade mariana.
Às vezes, insistiu-se de modo excessivamente unilateral na função protetora de Maria, a Mãe que
ampara seus filhos e filhas de todos os males, sem convertê-los a uma vida mais
evangélica.
Outras vezes, alguns tipos de devoção mariana não souberam
exaltar Maria como mãe sem criar uma dependência insana de uma “mãe idealizada” e fomentar uma
imaturidade e um infantilismo religioso.
Quem sabe, esta mesma idealização
de Maria como “a mulher única” acabou por alimentar um certo desprezo à
mulher real e foi um reforço do domínio masculino. Ao menos, não deveríamos
negligenciar essas reprovações que, a partir de várias frentes, são feitas a
nós, católicos.
No entanto, seria
lamentável que nós, católicos, empobrecêssemos nossa vida religiosa esquecendo
o presente que Maria pode significar para aqueles que creem.
Uma piedade mariana bem entendida não encerra ninguém no
infantilismo, mas assegura em nossa vida de fé a presença enriquecedora do feminino.
O mesmo Deus quis encarnar-se no seio de uma mulher. Desde então, podemos dizer
que “o feminino é caminho para Deus e de
Deus” (Leonardo Boff).
A humanidade necessita, sempre, dessa riqueza que associamos
ao feminino porque, ainda que também ocorra no varão, se condensa de modo
especial na mulher: intimidade, acolhida, solicitude, carinho, ternura, entrega
ao mistério, gestação, doação de vida.
Sempre que
marginalizamos Maria de nossa vida, empobrecemos nossa fé. E sempre que
desprezamos o feminino, nos fechamos a vias possíveis de abordagem desse Deus
que se nos ofereceu nos braços de uma mãe.
Começamos o ano celebrando a festa da Santa Mãe de Deus, Maria.
·
Sua fidelidade e entrega à Palavra de Deus,
·
sua identificação com os pequenos,
·
sua adesão às opções de seu Filho Jesus,
·
sua presença servidora na Igreja nascente e,
acima de tudo,
·
seu serviço de Mãe do Salvador
fazem dela a Mãe de nossa fé e de nossa esperança.
Traduzido do
espanhol por Telmo José Amaral de
Figueiredo.
Fonte: Sopelako San Pedro Apostol Parrokia – Sopelan – Bizkaia
(Espanha) – J. A. Pagola – Ciclo B [Homilías] – Internet: clique aqui.
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