A Petrobras se desfaz ! ! !

Onde estão os petistas de plantão para protestar
contra a “privatização” da Petrobras?
Afinal, quase tudo está em liquidação por lá!
Vejamos...

Petrobras vai vender sua parte na Braskem

Pâmela Carbonari
 
A Petrobras decidiu colocar sua fatia na Braskem à venda.

[A Braskem controlada pela Organização Odebrecht com participação expressiva da Petrobras, é uma empresa química e petroquímica brasileira com o escritório central localizado na cidade de São Paulo. A empresa se destaca por ser a líder mundial na produção de biopolímeros e a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas (oitava maior fabricante mundial de resinas plásticas)].

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a estatal deve fazer o anúncio oficial de que vai pôr sua parte da petroquímica à venda em breve.

A Petrobras detém 36% da Braskem, estimada em cerca de R$ 5,8 bilhões.

Ainda de acordo com o jornal, a operação é uma tentativa de recuperar o caixa da companhia após os escândalos da operação Lava Jato e de manter o preço do petróleo acima da cotação do mercado externo.

A negociação faz parte do plano de desinvestimento da Petrobras, que prevê uma venda de ativos no valor de quase US$ 13,7 bilhões até este ano.

Enquanto isso, os investimentos...

Ontem, a petroleira divulgou seu Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, em que prevê investimentos de US$ 98,4 bilhões durante os quatro anos.

O valor representa US$ 32 bilhões a menos do montante inicialmente previsto.

De acordo com a Petrobras, os ajustes de investimentos e custos para o período são uma adequação ao novo preço do petróleo e à taxa de câmbio atual.

A companhia também afirma o desejo de manter “a prioridade dos projetos de exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal”.

A estatal vai destinar US$ 80 bilhões à exploração e produção; US$ 10,9 bilhões para abastecimento e refino; US$5,4 bilhões serão gastos na área de gás e energia e serão investidos US$ 2,1 bilhões nas demais áreas.

Após o anúncio de cortes de investimentos, as ações da Petrobras atingiram mínimas históricas.

As ações preferenciais fecharam o dia em R$5,53, o que equivale a uma queda de 9,2%. Este é o menor valor em 13 anos.

Fonte: EXAME.COM – Negócios – 13/01/2016 – 06h45 – Internet: clique aqui.

Petrobras iniciou negociações para vender
fatia em ativos na Argentina

G1 em São Paulo

Confirmação foi feita por meio de comunicado publicado 
nesta quarta-feira.
Não há ainda nenhum acordo que garanta que operação será concluída.
 
A Petrobras informou que iniciou negociações para a venda de sua participação na companhia Petrobras Argentina, de acordo com comunicado divulgado nesta quarta-feira (20 de janeiro de 2016).

"Até o momento, não há qualquer acordo firmado que confira segurança quanto à conclusão da transação, nem deliberação por parte da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração da Petrobras", acrescentou a estatal.

[ . . . ]
Os desinvestimentos (venda de ativos) para o biênio 2015-2016 foram mantidos em US$ 15,1 bilhões, tendo atingido o montante de US$ 700 milhões em 2015.

Endividamento e prejuízos

A queda dos preços internacionais do petróleo tem prejudicado ainda mais a situação econômica da companhia, que enfrenta alto endividamento.

A dívida bruta da Petrobras atingiu no 3º trimestre de 2015 o nível recorde de R$ 506,5 bilhões. Já a dívida líquida (dívida total bruta menos o caixa) subiu para R$ 402,3 bilhões no final de setembro. No final de 2014, o endividamento total era de R$ 282 bilhões.

Com a maior dívida detida por uma petroleira no mundo, a Petrobras não trouxe novas informações nesta terça sobre metas de alavancagem.

A petroleira encerrou o 3º trimestre do ano passado com prejuízo líquido de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre, o terceiro pior da história da estatal. No acumulado nos nove primeiros meses do ano, a petroleira acumula lucro líquido de R$ 2,102 bilhões, o que representa uma queda de 58% na comparação com o mesmo período de 2014.

A Petrobras está no centro das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em abril [2015], a companhia calculou em R$ 6,194 bilhões as perdas por corrupção e reduziu o valor de seus ativos em R$ 44,3 bilhões.

Fonte: Portal G1 – Economia – 20/01/2016 – 08h26 – Atualizado em 20/01/2016 às 08h37 – Internet: clique aqui.

Petrobrás coloca usinas térmicas, terminais de gás e gasodutos à venda

Fernanda Nunes

Venda das unidades, no entanto, esbarra em questões regulatórias, já que investidor quer ter a certeza de que terá licença da ANP para operar os gasodutos; negociações fazem parte do plano da empresa de levantar US$ 57,5 bi com venda de ativos 
USINA TÉRMICA DE URUGUAIANA - RS

A Petrobrás quer sair do setor elétrico e colocou à venda suas 21 usinas térmicas, gasodutos e terminais de regaseificação, por onde chega em forma líquida o gás importado em navios. A conclusão do negócio esbarra, porém, em questões regulatórias, segundo um executivo de uma grande empresa do setor elétrico que quer comprar ativos.

O plano geral da Petrobrás de venda de ativos para reforçar o caixa pretende arrecadar, no total, US$ 57,7 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 225 bilhões). Mas, até agora, a empresa só conseguiu se desfazer de 49% de uma de suas subsidiárias, a Gaspetro, de distribuição de gás, por R$ 1,9 bilhão. Ainda estão sendo negociadas parcerias na BR Distribuidora, concessões para a exploração e produção de petróleo e gás, uma fatia da petroquímica Braskem, fábricas de fertilizantes, terminais, dutos e navios, além das usinas.

Com pouco dinheiro para investir no que considera o seu trunfo para enfrentar a crise – o pré-sal –, a Petrobrás decidiu deixar de ser uma empresa integrada de energia, presente do poço ao posto. A nova empresa será, prioritariamente, uma produtora de petróleo.

Para tirar o plano de desinvestimento do papel, a empresa terá de superar a concorrência de programas semelhantes de petroleiras do mundo todo, afetadas pela queda do preço do petróleo. No Brasil, pesam ainda limitações regulatórias.

Para vender suas térmicas, a Petrobrás terá de, primeiro, chegar a um acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a regulação dos gasodutos. O executivo que conversou com o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, disse que tem muito interesse nas usinas, gasodutos e terminais de regaseificação, mas não fechará acordo com a Petrobrás até que o governo dê certeza de que sua empresa poderá ser a operadora dos gasodutos. Hoje, a operação dos gasodutos é da estatal. “Ninguém quer ficar refém da Petrobrás, que é a dona do gás e de toda a rede de transporte”, disse.

A Petrobrás tem capacidade de geração térmica de 6,14 megawatts. Quase metade, 47%, localizada no Estado do Rio de Janeiro. Há ainda usinas em outros oito Estados, alguns deles grandes consumidores de energia, como São Paulo. A rede de gasodutos se estende por mais de 9 mil km, parte dela ligada aos terminais de regaseificação da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e de Pecém, no Ceará. Ter acesso aos terminais possibilita o acesso ao gás importado e diminui a dependência dos futuros donos das usinas.

As térmicas foram construídas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para socorrer o País no apagão de 2001. Com o fim do período de seca e a recuperação dos reservatórios hidrelétricos, as térmicas, que produzem energia mais cara, foram desligadas, gerando perdas à Petrobrás. O desempenho financeiro só melhorou nos últimos anos, quando as térmicas voltaram a ser acionadas por causa da seca.

Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Economia & Negócios – 11 de fevereiro de 2016 – 05h00 – Internet: clique aqui.

Petrobrás vai se desfazer de 81% de
sua rede de gasodutos

Mariana Sallowicz, Antonio Pita e Fernanda Nunes

Depois de vender a NTS, a estatal deve negociar no segundo semestre
do ano a Transportadora Associada de Gás (TAG) 

Após a conclusão da venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), a Petrobrás deve negociar, no segundo semestre deste ano, a subsidiária Transportadora Associada de Gás (TAG), que reúne a infraestrutura de gasodutos nas Regiões Norte e Nordeste do País. A previsão é repetir o modelo de venda adotado na NTS. A empresa vai se desfazer de 81% da rede de gasodutos. A Petrobrás chegou a avaliar vender NTS e TAG juntas.

Pesou na divisão da rede de dutos em duas empresas a avaliação de que o comprador poderia se transformar em um monopolista privado da rede de dutos do País. “Juntas, as duas empresas são muito grandes. Além do que, a necessidade de investimentos nas distintas regiões é diferente. A gente tem visto uma estratégia da Petrobrás de maximizar o valor na venda desses dois ativos”, afirmou uma fonte próxima à negociação.

Mas, apesar de oferecer as duas empresas separadamente, não há restrição, por parte da petroleira, em fechar com um mesmo comprador para a NTS e a TAG.

O plano de negócios da Petrobrás para o período de 2016 a 2020 está sendo elaborado já levando em conta as previsões de que a empresa vai perder espaço no mercado de gás natural e de energia elétrica.

Hoje, a Petrobrás produz o gás, é dona da rede de transporte do produto, participa da maioria das distribuidoras estaduais de gás e também de usinas térmicas, que utilizam o gás como combustível. A ideia é concluir o plano de negócios antes de decidir o comprador das duas empresas transportadoras.

Mudanças

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) vê com bons olhos a mudança. Desde 2013, a resolução 51 proíbe a mesma empresa de ser dona e usuária de um gasoduto, simultaneamente. A medida visa a limitar a atuação da Petrobrás no setor e abrir o mercado a operadoras privadas. Mas, mesmo depois de aprovada a resolução, nada mudou. A Petrobrás continuou ocupando as duas posições e controlando o mercado de gás, porque nenhuma outra empresa se habilitou a concorrer com ela.
[ . . . ]

Fonte: O Estado de S. Paulo – Economia – Domingo, 20 de março de 2016 – Pág. B5 – Internet: clique aqui.

Petrobrás fecha 2015 com prejuízo recorde
de R$ 34,8 bilhões

Gabriela Mello e André Magnabosco

Baixa do petróleo e perda de grau de investimento do Brasil fizeram a estatal reavaliar ativos e realizar uma baixa contábil de R$ 49,748 bilhões no ano passado.
Trocando em miúdos: a empresa vale bem menos do que pensava!
EDIFÍCIO-SEDE DA PETROBRAS NO RIO DE JANEIRO - RJ

Após ter registrado prejuízo recorde de R$ 21,587 bilhões em 2014, a Petrobrás voltou ao vermelho no ano passado. A estatal anunciou nesta segunda-feira, 21 de março, um prejuízo líquido de R$ 34,836 bilhões em 2015, montante 61% ainda mais adverso do que o acumulado no ano anterior. Esta é apenas a segunda vez desde o início do século que a estatal reporta prejuízo anual.

O resultado de 2015 teve origem no prejuízo líquido de R$ 36,938 bilhões acumulado entre outubro e dezembro, montante 38,9% pior do que o prejuízo de R$ 26,6 bilhões reportado no quarto trimestre de 2014.

Além disso, a Petrobrás informou que o balanço anual foi impactado por ajustes nos ativos imobilizados, processo conhecido como impairment, no total de R$ 49,748 bilhões. A Petrobrás informa que o ajuste de impairment tem origem no declínio dos preços do petróleo e no aumento das taxas de desconto, reflexo do aumento do risco Brasil pela perda do grau de investimento. O resultado de 2014 também havia sido impactado por fatores considerados extraordinários.

A estatal teria registrado lucro líquido de R$ 13,6 bilhões, não fosse a necessidade de registrar baixa contábil de ativos e investimento, além das perdas ocasionadas pela valorização do dólar frente ao real, que teve efeito direto nas finanças da companhia, segundo o gerente-executivo de desempenho empresarial da estatal, Mário Jorge da Silva.

O prejuízo anual é explicado por uma combinação de fatores e corrobora o momento difícil enfrentado pela estatal desde 2014, quando tiveram início as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O balanço de 2015 foi pressionado por perdas bilionárias na linha financeira, resultado da variação cambial e pela queda abrupta na cotação internacional do petróleo.

A redução da demanda por combustíveis no mercado doméstico, acréscimo em despesas tributárias e maiores despesas com contingências judiciais também pesaram no ano.
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Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Economia & Negócios – 21 de Março de 2016 – 18h25 – Atualizado em 21 de Março de 2016 às 20h47 – Internet: clique aqui.

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