Três gerações jovens desiludidas com o Brasil
X, Y e Z, três gerações desiludidas com o
futuro do Brasil
Entrevista
com Ilton Teitelbaum
Patricia
Fachin
Estamos diante de mais uma geração de brasileiros que
talvez
não veja o Brasil dar certo.
“Estamos
diante de mais uma geração de brasileiros que talvez não veja o Brasil dar
certo. Essa é a questão, estamos indo para mais uma geração: a X já não viu, a Y não está vendo e a Z
começa a não ver. É esse o desencanto
que leva as pessoas a baixar a guarda. Eles olham para trás e veem que a
coisa não vai dar certo; portanto, Nelson
Rodrigues tinha razão”, diz Ilton
Teitelbaum, coordenador da pesquisa “O jovem brasileiro e o futuro do país”,
que entrevistou 1.700 jovens brasileiros com idade entre 18 e 34 anos, das
classes B e C.
Segundo
Teitelbaum, as respostas dos jovens à
pesquisa refletem a desilusão e o desencanto que eles sentem em relação ao
futuro do país, e as crises política e econômica são “o fator gerador” desse
sentimento. “Esses jovens nasceram em uma época sem inflação, na era
digital e por isso sonhavam que o Brasil poderia ser uma potência mundial. Como
isso não aconteceu, gerou um impacto no pensamento deles, de tal modo que muitos pensam que em 10 anos não gostariam
mais de estar no país”, diz. Esse sentimento, pontua, não é apenas
geracional, mas diz respeito ao modo como várias gerações têm se sentido em
relação à falta de perspectiva no Brasil, e “o fato é que há pouco orgulho em ser brasileiro, muito em função
dessas questões políticas e econômicas, dessa instabilidade que sempre nos
persegue”, lamenta.
Um
dos dados que tem chamado a atenção na pesquisa é que 36% dos entrevistados gostariam de mudar para o exterior. Estados
Unidos e Inglaterra destacam-se como os “destinos tradicionais”, mas a novidade
“é o fato de os jovens terem interesse pela Alemanha, por ser a Europa que dá
certo, e pelo Canadá, por esse ser, talvez, a versão light dos Estados Unidos,
uma América menos América, uma América mais europeia”, informa o pesquisador na
entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.
Apesar
do desapontamento com o futuro, os
jovens entrevistados destacam as políticas sociais como algo positivo feito no
país nos últimos anos. “Estamos diante de uma geração que cresceu sob as
benesses ou a boa influência de políticas de distribuição de renda. Não
esqueçamos: Minha Casa Minha Vida, Fies ou ProUni fizeram com que muita
gente estudasse. Nesse momento em que a discussão sobre livre mercado
saltita para todos os lados, não podemos esquecer que a base da pirâmide foi
beneficiada, sim, pelo período que agora se tenta denegrir”, pontua.
Ao
comentar o resultado da pesquisa, Teitelbaum frisa que a pergunta que se coloca
é: “Será que os jovens mudam o sistema
ou o sistema que mudará os jovens? Também terminamos a pesquisa perguntando
para onde vamos”. E acrescenta: “Acredita-se que um esforço coletivo é o
que levará o Brasil para frente, mas ninguém confia em ninguém. O fato é que ou
começamos a trabalhar no sentido de ser, efetivamente, uma nação, ou nosso
futuro será muito igual ao passado recente e ao passado mais passado, vamos
repetir a mesma coisa, porque o Brasil
não consegue se planejar como um país e não consegue se fazer uma nação”.
Ilton Teitelbaum é bacharel em Comunicação
Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, e mestre em Administração,
com ênfase em Marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.
Atualmente leciona na PUCRS.
Confira
a entrevista.
IHU
On-Line - Como foi realizada a pesquisa “O jovem brasileiro e o futuro do
país”? Qual é o perfil e a idade dos entrevistados?
Ilton Teitelbaum: A pesquisa deste ano, que
corresponde à edição futuro, é mais
uma edição de um projeto que vem sendo realizado desde 2012, intitulado Projeto 18-34. Iniciamos esse projeto
na grande Porto Alegre, a fim de compreender como os jovens se relacionavam com
o dinheiro. Na verdade, a origem do
Projeto era pesquisar a geração canguru, aqueles jovens que moram com os pais
versus aquelas gerações que queriam sair de casa. A pesquisa acabou
evoluindo e passou a comparar, dentro da então geração y, os jovens mais novos,
que têm entre 18 e 24 anos, e os mais velhos, que têm entre 25 e 34 anos.
Em 2013, o foco da pesquisa foi
investigar os sonhos e aspirações
desses jovens, e realizamos uma edição nacional da pesquisa sobre consumo,
hábitos e lazer dos jovens. As principais aspirações deles eram viajar e
conhecer o mundo, depois ser feliz no trabalho e, em terceiro lugar, formar
família. Dadas essas informações, ao final dessa pesquisa, surgiu a questão: O
que é família para eles? Com isso nasceu a edição
de 2015 da pesquisa, que foi o Projeto
Família. Ao final desse projeto, surgiu outra grande pergunta: O que será o
Brasil na mão dessas pessoas? Foi aí que se teve a ideia de pesquisar o futuro,
que é justamente a edição deste ano.
O perfil da pesquisa, portanto, é entrevistar jovens que têm entre 18 e 34
anos, de classes B e C. Trata-se de uma pesquisa de produção regional,
segundo o IBGE, e na edição deste ano foram analisados 1.700 questionários.
IHU
On-Line - O senhor ficou surpreso com o resultado da pesquisa, já que boa parte
dos jovens pretende sair do país? Quais são os dados mais relevantes da
pesquisa deste ano?
Ilton Teitelbaum: São três os dados mais
importantes:
1º)
a política adquiriu uma importância para
esse público, especialmente por conta da crise política que estamos
passando desde 2013;
2º)
diz respeito ao engajamento, pois a
grande maioria se sente engajada, mas desconfia do engajamento alheio,
desconfia que os outros são “engajados de sofá”, ou seja, só participam pela internet; e
3º)
40% dos jovens pensam em ir embora do
país.
O
último dado está relacionado à desilusão, porque essa é a primeira crise para
boa parte desses jovens que são da geração
Z, que têm entre 18 e 22 anos.
Esses jovens nasceram em uma época sem inflação, na era digital e por isso
sonhavam que o Brasil poderia ser uma potência mundial. Como isso não
aconteceu, gerou um impacto no pensamento deles, de tal modo que muitos pensam
que em 10 anos não gostariam mais de estar no país.
O nosso complexo de
vira-lata é endêmico, o Brasil nunca conseguiu se livrar disso desde que o Nelson Rodrigues
inventou o termo, em 1950, depois da derrota para o Uruguai na Copa do Mundo. E o fato é que há pouco orgulho em ser
brasileiro, muito em função dessas questões políticas e econômicas, dessa
instabilidade que sempre nos persegue.
IHU
On-Line – O senhor compreende esse desencanto e essa desilusão como algo
geracional ou momentâneo, por conta da atual situação econômica e política do
país, ou como algo que faz parte da história do Brasil, porque não é a primeira
vez que gerações sentem essa desilusão? Diria que o resultado da pesquisa teria
sido outro no primeiro governo lula, onde havia uma euforia e inclusive uma
expectativa de melhoria de vida?
Ilton Teitelbaum:
O problema
não são as gerações, o problema é o país. Uma geração é um grupo de pessoas que
sofre a influência de um ambiente, por isso esses jovens são digitais, por isso eles são ansiosos e por isso alguns
deles têm dificuldades de relacionamento. A geração Z está muito mais
parecida com a X, que é a minha: são focados em carreira, com alguma ambição,
mas os jovens de hoje são extremamente digitalizados e têm dificuldade de se
relacionar.
Respondendo
a tua pergunta, diria que não é um efeito geracional, mas talvez os jovens de hoje sejam mais deprimidos, tenham mais ansiedade
e, portanto, menos resiliência, menos tolerância à frustração, porque vivem
em um mundo em que tudo é muito rápido e porque são filhos de gerações que
tentaram compensar uma série de coisas dando a eles o que não tiveram. Parte desses jovens representam ¼ de
primeiros universitários da família, filhos de gente pobre, em que todo mundo
se juntou para tentar fazer com que esse cara estudasse.
Então,
não é uma questão de efeito geracional,
eles estão tendo, nesse momento, o impacto do país em que se vive. Talvez,
por isso, a reação deles em um mundo globalizado, de fronteiras menores, seja a
de dizer: “Eu não quero mais ficar aqui”. A minha geração foi para a rua pedir
Diretas, a minha geração não foi para a rua com pautas, e eles foram para a rua
protestar.
IHU
On-Line - O senhor diria que o Brasil é um país que oferece poucas condições
para que haja melhoria de vida efetiva de geração para geração?
Ilton Teitelbaum:
Esse é um
problema de países subdesenvolvidos. A Argentina e o Uruguai sofrem a mesma
coisa, e basta ver que existem 30
milhões de mexicanos morando nos Estados Unidos, e um Uruguai e meio morando fora do Uruguai. Nos momentos de crise,
os argentinos foram embora do seu país. Os
argentinos não têm dinheiro dentro do país, e o grande problema da Argentina é
que o sistema financeiro não existe, porque eles nunca acreditaram na moeda.
O problema, portanto, é de países que nunca conseguem dar certo, e o que
estamos vendo é um recorte, nesse momento, dessa geração dizendo: “Agora o mundo está menor, eu estou vendo o
problema pelas redes sociais e quero ir para o mundo que dá certo, quero ir
para o Canadá”.
IHU
On-Line - Canadá, EUA, Reino Unido e Alemanha são os destinos mais citados
pelos jovens entrevistados. Eles comentam o que diferencia esses países do
Brasil e por quais razões gostariam de morar neles?
Ilton Teitelbaum:
Estados
Unidos e Inglaterra são destinos absolutamente tradicionais. O que é novo na
pesquisa é o fato de os jovens terem interesse pela Alemanha, por ser a Europa
que dá certo, e pelo Canadá, por esse ser, talvez, a versão light dos Estados
Unidos, uma América menos América, uma América mais europeia. Parece que não é tão fácil assim entrar no Canadá,
mas existe uma ilusão de que é mais
fácil entrar lá do que nos Estados Unidos.
Depois
de tanto tempo estudando gerações, insisto: vivemos muito sob o efeito do ambiente, e as reações também são típicas
de quem acabou sendo criado dentro de um ambiente e até preparado para que tudo
desse certo. Claro que no primeiro governo Lula, se eu fizesse esse tipo de
pesquisa, não daria esse tipo de resultado, mas nós não estamos no primeiro
governo Lula, estamos depois da metade do segundo governo da Dilma. Um período
em que as coisas não deram certo:
* que não se fez a transição do Bolsa Família para o Bolsa Empreendedor,
que
* não se investiu em estrutura,
* não se preparou o Brasil para crescer e, mais do que isso, se
descobriu, como diria George Orwell, que
* “ao fim e ao cabo os porcos
todos foram caminhar em dois pés e tomar whisky com os seres humanos”, ou seja,
todos ficaram muito parecidos, como
mostra A revolução dos bichos.
IHU
On-Line – A partir da pesquisa é possível identificar que visão geral esses
jovens têm do cenário político e econômico?
Ilton Teitelbaum:
A última
parte da pesquisa é quantitativa e aparecem contradições: eles dizem que têm
planos e que vão arriscar e lutar por eles até o fim, eles acreditam no empreendedorismo, seja no sentido de ser dono do
próprio negócio, seja por necessidade de ser empreendedor na própria carreira.
Por outro lado, existe um desencanto e aí entra essa salvaguarda de dizer que,
se nada der certo, vão embora do país.
A
questão política e econômica, nesse caso, não é comentada, ela é o fato gerador
de tudo isso que estamos vendo. Mas observamos, pelo que eles manifestaram, que
o comportamento deles é muito pautado por
2013. Foi quando, na avaliação deles, o país começou a não dar certo, aí
tiraram o governo, colocaram outro que eles nem gostam tanto assim, e a leitura é a de que estamos mais uma vez
diante de mais uma geração de brasileiros que talvez não veja o Brasil dar
certo. Essa é a questão, estamos indo para mais uma geração: a X já não
viu, a Y não está vendo e a Z começa a não ver. É esse o desencanto que leva as
pessoas a baixar a guarda. Eles olham para trás e veem que a coisa não vai dar
certo; portanto, Nelson Rodrigues tinha razão.
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ADOLESCENTE NA COMUNIDADE DO VIDIGAL - RIO DE JANEIRO |
IHU
On-Line – O senhor comentou que eles têm simpatia pelo empreendedorismo. Essa é
uma geração que apostaria mais no livre mercado ou preferiria que houvesse uma
intervenção estatal nos rumos da economia, por exemplo?
Ilton Teitelbaum:
Essa é uma
geração que ainda é de esquerda e centro-esquerda; não estamos diante de uma
geração de liberais. Se olharmos – e perguntamos isso –, ainda tem uma grande maioria que foi forjada em ser de esquerda e ser
por esquerda. Tem uma preponderância de mais de 50% de jovens que se
consideram de esquerda e centro-esquerda, principalmente por suas experiências
de vida, e o desencanto com o PT, não me
parece, por enquanto, ter afetado a posição deles. Mas há uma divisão entre eles, de aproximadamente 52% a 48%, que
representa, inclusive, a divisão que existe hoje no Brasil.
IHU
On-Line - Os jovens que querem sair do país são também de esquerda e
centro-esquerda?
Ilton Teitelbaum:
Esse
cruzamento não foi feito. Segundo os dados, 64% dos jovens dizem que não querem
sair do país, mas chama a atenção que 36% querem. Eles ainda estão esperando
que as coisas se resolvam, se dispõem a ajudar, mas também dizem que o governo
tem que ajudar.
IHU
On-Line – Aparece na pesquisa, por exemplo, em relação ao futuro, o que seria
uma vida adequada para essa geração em termos de trabalho e renda?
Ilton Teitelbaum:
Não. Dessa
vez não perguntamos quanto eles querem ganhar. Mas a partir da análise dos
dados das edições, posso dizer que estamos
diante de uma geração que não almeja ficar rica, mas que quer ganhar o
suficiente para ter acesso aos pequenos luxos. O jovem de hoje não é um
jovem patrimonialista; ele é despojado, quer ter pequenos luxos ou prazeres e,
acima de tudo, poder viver e compartilhar experiências. Com isso, vem a história de viajar e conhecer o mundo.
Alguns
anos atrás, talvez hoje isso esteja um pouco mais amenizado, o jovem se
dispunha a abrir mão do emprego para poder passar um tempo fora, mas naquela
época tínhamos pleno emprego, diferente de hoje. Alguns dizem – eu ainda não
trabalhei em cima desses dados – que a geração Z puxa mais para o lado da X.
Não sei se isso se confirma em relação ao patrimonialismo também, mas em
relação à ambição e ao foco na carreira, sim.
IHU
On-Line – Qual é o significado de morar fora do país, para eles?
Ilton Teitelbaum:
Morar fora
do país vem como um todo, inclusive como oportunidade de continuar estudando. Um dos jovens disse que gostaria de estudar
fora do país porque teria mais chances. Ele parou de estudar porque o pai não
tinha mais como pagar a faculdade de Direito.
Eles fazem uma comparação
entre o que é bom lá e ruim aqui, ou seja, lá eles têm mais distribuição de
renda, mais estrutura e mais condições humanas, e aqui só é bom porque o
brasileiro é legal; e o melhor do Brasil é o brasileiro. Por outro lado, um
ponto destacado por eles são as políticas sociais. Estamos diante de uma
geração que cresceu sob as benesses ou a boa influência de políticas de
distribuição de renda. Não esqueçamos: Minha
Casa Minha Vida, Fies ou ProUni fizeram com que muita gente
estudasse. Nesse momento em que a discussão sobre livre mercado saltita para
todos os lados, não podemos esquecer que a base da pirâmide foi beneficiada,
sim, pelo período que agora se tenta denegrir.
IHU
On-Line - Qual a opinião dos jovens em relação ao ProUni?
Ilton Teitelbaum:
Quando
perguntamos o que tem de bom no Brasil, as políticas sociais são um dos pontos
destacados. Eu não sei se eles as veem como algo 100% positivo ou como algo que
ainda se salva; eles estão com uma visão
muito negativa do Brasil.
IHU
On-Line - O que se pode esperar em relação ao futuro do país a partir desses
dados, em que boa parte de jovens que poderiam contribuir para o país pensam em
deixá-lo?
Ilton Teitelbaum:
Terminamos
a pesquisa com a seguinte pergunta: será que os jovens mudam o sistema ou o
sistema que mudará os jovens? Também terminamos a pesquisa perguntando para
onde vamos. Acredita-se que um esforço
coletivo é o que levará o Brasil para frente, mas ninguém confia em ninguém.
O fato é que ou começamos a trabalhar no sentido de ser, efetivamente, uma
nação, ou nosso futuro será muito igual ao passado recente e ao passado mais
passado; vamos repetir a mesma coisa, porque o Brasil não consegue se planejar
como um país e não consegue se fazer uma nação. Estamos sempre divididos, sempre temos o problema de uma elite que acha
que o povo não sabe votar; de um povo que desconfia de uma elite; de uma
esquerda que não gosta da direita, de uma direita que não gosta da esquerda.
O Brasil faz carnaval junto muito bem, mas temos demonstrado que somos um país
em que, na hora que deveríamos nos unir, sempre nos separamos. [Isso é fundamental! Unir forças ao invés de pulverizar tudo!
No entanto, isso se explica pelo fato de sermos um dos países com um dos
maiores índices de desigualdade do mundo! Não é fácil, portanto, unir pessoas
tão distintas!]
IHU
On-Line - O que seria fundamental para construir essa ideia de nação que não
existe?
Ilton Teitelbaum:
Temos uma
crise de confiança, precisaríamos ter um
governo que representasse, que demonstrasse um plano, precisaríamos de um
empresariado que parasse de achar que tudo que não é ele que faz, está errado,
especialmente aqui no Rio Grande do Sul, onde estamos na “república dos caranguejos”.
Então, estamos sempre generalizando tudo.
O grande ponto seria começar a entender
o mundo sob os olhos dos outros, tendo um pouco mais de empatia. Fala-se, fala-se, mas o que vemos é sempre o outro
que não presta e eu sou o que faço certo. Vemos os jovens reproduzindo
isso.
Eu
não tenho a solução, se tivesse, essa seria a resposta de 1 milhão de dólares. Ter um futuro passa por conseguir congregar
e ter uma ideia de “pegarmos todos juntos”, só que para isso temos que
acreditar no país, no governo. Seja com Estado mínimo ou Estado máximo, o
povo precisa acreditar no governo que tem. Confesso, sinceramente, que não sei
se tem solução. Já fui muito mais otimista em relação a isso, já peguei várias
bandeiras nessa vida, mas cansei um pouco. O mais triste não sou eu; estou olhando pelos olhos dos outros e
estou vendo muita gente “baixando o farol”. A expressão é antiga, mas cabe
ser usada aqui: uma agenda mais positiva
talvez fosse necessária. Todas as pessoas têm que acreditar um pouco mais
que vai dar certo, mas o problema é que ninguém mais está conseguindo acreditar
que dará certo.
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