Brasil é um dos cinco piores países para jovens

Raphael Martins

Pesquisa usou dados econômicos e sociais de 64 países.
Só num ponto, o Brasil se destacou:
os jovens daqui continuam otimistas com o futuro.

Segundo o estudo Global Index 2015, do instituto francês Youthonomics, o Brasil está entre os cinco piores países para jovens em ranking sobre as perspectivas econômicas para a população abaixo dos 25 anos de idade.

A pesquisa organiza 64 países através de 59 indicadores, tudo com dados coletados de organizações como Unesco, Banco Mundial e OCDE.

Entre os indicadores da pesquisa, o país tem sua pior marca no fator “Perspectivas da Juventude”, que mede as oportunidades econômicas, a representatividade política e os planos de finanças públicas pensadas para jovens. Neste quesito, o Brasil é o penúltimo, perdendo apenas para a Croácia.

Considerando qualidade de vida atual, o país é o 54º no item “Juventude Hoje”. São levados em conta a educação básica, superior e técnica, acesso a emprego nas idades estudadas, condições de trabalho, bem estar social e saúde. Países como Rússia, em profunda crise, Sri Lanka e Vietnã marcam mais pontos que o Brasil neste quesito.

O melhor quesito é “Otimismo”. Esse fator leva em conta o que se espera da juventude daqui 10 anos. Justamente pelos fatores desanimadores de agora, aumenta-se a expectativa de que os jovens melhorem de vida.

Neste quesito, o Brasil é o 32º colocado. O preocupante é que países que integram os cinco piores do ranking geral — são eles Uganda, Mali, África do Sul e Costa do Marfim — estão entre os cinco melhores do ranking quando o assunto é otimismo.

Os países nórdicos são mais uma vez os destaques. Formam o Top 5:
  • Noruega,
  • Suíça,
  • Dinamarca,
  • Suécia e
  • Holanda.

Nas Américas, o melhor é o Canadá, com o 10º lugar. Os latino-americanos só aparecem na 24ª posição com o Chile.

Concluindo...

«O Brasil cuida mal dos seus jovens. Historicamente, o Brasil cuidou mal dos seus jovens. Agora que nós temos uma população jovem bastante grande, isso vai aparecendo cada vez mais claro», afirmou Rodrigo Estramanho de Almeida, sociólogo e professor da Fesp-SP.

Para ter acesso ao conteúdo integral do «Global Index 2015» sobre a realidade
e perspectivas dos jovens em 64 países do mundo, clique aqui.

Clique aqui para assistir à reportagem
do “Jornal Nacional” sobre este assunto, vale a pena.

Fonte: EXAME.COM – Brasil – 09/11/2015 – 06h00 – Internet: clique aqui.

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