V E R G O N H O S O ! ! !
"Cunha fica no cargo por covardia do governo e
hipocrisia da oposição”
Camilla
Feltrin
![]() |
IVAN VALENTE Deputado Federal pelo PSOL-SP |
Para
o deputado Ivan Valente (Psol-SP), governo e oposição têm responsabilidade na
manutenção do peemedebista Eduardo Cunha na presidência da Câmara mesmo
após a revelação de suas contas milionárias na Suíça – não declaradas no
Imposto de Renda — e das seguidas denúncias de ter sido beneficiado no esquema
de propinas da Petrobras: “a manutenção de Cunha na presidência se deve
à covardia do governo, que está com medo do impeachment, e à hipocrisia da oposição de direita, que quer que ele maneje o impeachment mesmo sem legitimidade para isso”.
Valente,
juntamente com a bancada do Psol e
da Rede em Brasília, protocolou um
pedido de cassação do mandato de Cunha por quebra de decoro após a revelação
das contas secretas. A quebra de decoro
viria pelo fato de Cunha ter mentido em uma CPI, quando afirmou não ter nenhuma
conta no exterior.
“É insuportável e insustentável essa realidade em que o presidente
acusado duas vezes no Supremo Tribunal Federal e prestes a virar réu continue
presidindo a Câmara dos deputados”, afirmou o parlamentar.
O
psolista reafirmou ainda a orientação do partido de não apoiar o impedimento de
Dilma Rousseff: "O Psol é contra a quebra da legalidade, mas ele é
oposição democrática, programática e ideológica ao governo Dilma. Este governo
está fazendo a agenda que seria do candidato perdedor.”
Fonte: Carta Capital – Política
/ Congresso
– 04/11/2015 – 20h03 – Internet: clique aqui.
AQUI ESTÁ A PROVA!
:
Pacto com Cunha e Renan poupa Lula,
seu filho e aliados em CPIs
Adriano
Ceolin, Isabela Bonfim e Pedro Venceslau
Acordo de não agressão firmado entre os aliados do
ex-presidente e os dos peemedebistas barra chamados de Luís Cláudio Lula da
Silva, Gilberto Carvalho, Erenice Guerra e Antonio Palocci nas comissões que
apuram irregularidades na Receita e no BNDES
![]() |
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (ex-presidente da República) e EDUARDO CUNHA (presidente da Câmara): interesses conduzem a um "acordão" entre os dois! |
Aliados dos presidentes da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), atuaram ontem
em duas CPIs para evitar convocações de ex-assessores e do filho do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação coordenada ocorre uma
semana após Lula pedir ao PT para poupar Cunha de críticas durante a última
reunião do diretório nacional, em Brasília.
Segundo
fontes do [jornal] O Estado de S. Paulo,
a blindagem a Lula é o resultado das
conversas conduzidas por ele e por outros petistas da confiança do
ex-presidente com aliados de Cunha e de Renan nas últimas três semanas. Os
dois grupos firmaram um pacto de não agressão que envolve interesses do PT, do
PMDB e de vários políticos investigados pela Operação Lava Jato.
A
senha para o armistício foi dada pelo próprio
Lula na semana passada, quando o petista pediu ao PT que desse amplo direito de defesa a Cunha e aos demais
alvos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O presidente da
Câmara e Renan são investigados por Janot.
Com
a avanço das apurações sobre o entorno do ex-presidente, ele teme que eventuais ataques do PT a Cunha possam ser alvo de revide
do PMDB nas duas Casas legislativas. Lula também avalia que Cunha pode
aceitar o pedido de impeachment da
presidente Dilma Rousseff para pressionar petistas a defendê-lo no Conselho de
Ética da Câmara dos Deputados.
Como resultado, ontem, na
comissão de inquérito do Senado que investiga irregularidades no Conselho
Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), os governistas liderados por PT e
PMDB conseguiram derrubar o requerimento de convocação do filho caçula do
ex-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva. Ele é dono de uma empresa que apareceu nas
investigações da Operação Zelotes, que apura a existência de um suposto esquema
criminoso no Carf.
Além
do caso de Luís Cláudio, a base
governista impediu as convocações dos ex-ministros Erenice Guerra e Gilberto
Carvalho – ela comandou a Casa Civil no fim do segundo mandato de Lula e
ele foi chefe do Gabinete Pessoal da Presidência (2003-2010) e depois ministro
da Secretaria-Geral durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014).
Na Câmara, aliados de
Eduardo Cunha foram fundamentais para ajudar o PT a rejeitar a convocação do
ex-ministro Antonio Palocci pela CPI do BNDES. Ex-ministro dos governos Lula e Dilma,
Palocci teria movimentado R$ 216 milhões após atuar com consultor de empresas
que firmaram contratos com o banco de fomento.
![]() |
LUÍS CLÁUDIO LULA DA SILVA Filho do ex-presidente Lula é investigado pela "Operação Zelotes" da Polícia Federal |
“ACORDÃO”
No
dia 17 de julho deste ano, Cunha anunciou a criação das CPIs do BNDES e dos Fundos
de Pensão como uma resposta ao Planalto e ao PT pelas denúncias contra ele
feitas pelo delator Júlio Camargo. Agora, segundo a oposição, houve um “acordão” para poupar Lula e
impedir as investigações. “Hoje nós
assistimos ao enterro desta CPI. O que vamos fazer aqui?”, disse a deputada
Cristiane Brasil (PTB-RJ). “O governo veio
organizado para derrubar tudo”, afirmou Betinho Gomes (PSDB-MG).
O
presidente da Câmara e seus aliados têm reiterado que não há nenhum tipo de
acordo com Lula ou o PT. Questionado sobre a vitória do governo na CPI do
BNDES, Cunha disse que não acompanhou a comissão. “Não vi o que ocorreu (na
CPI), mas na Câmara o espírito não é de constranger nem ele (Lula) nem a
família (dele)”, afirmou o deputado.
Em
entrevista ao Estado há três semanas,
Cunha disse ter se encontrado com o
ex-presidente para “falar de política”. A conversa ocorreu em 18 de setembro, em Brasília. O presidente da Câmara também confirmou que
sua relação com o governo melhorou após a entrada de Jaques Wagner na Casa
Civil, há pouco mais de um mês.
Principal
articulador do governo na CPI do BNDES, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP)
reconheceu que “existe um novo ambiente”
na base aliada, principalmente com parlamentares do PMDB. “Aos poucos, estamos conseguindo reconstruir
nossa base”, disse. “Hoje tivemos uma
boa demonstração disso.”
Apesar
de o governo ter tido uma relação tumultuada com o PMDB do Senado no primeiro
semestre, a turbulência nunca abalou a proximidade que a cúpula do partido na
Casa tem com Lula. Senadores do PMDB e o ex-presidente se reuniram diversas
vezes para reclamar de medidas tomadas por Dilma. Ontem, na CPI do Carf, governistas compareceram em peso para ajudar
aliados de Lula.
O senador Otto Alencar (PSD-BA) condenou
em seu discurso a Polícia Federal por ter intimado o filho do ex-presidente às
23 horas, no dia do aniversário de Lula. “Estamos
diante de uma oposição raivosa que quer atingir a imagem de Lula.”
A
CPI ainda rejeitou a transferência dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e
telemático (mensagens eletrônicas) de Luís Cláudio, bem como de sua empresa,
LFT Marketing Esportivo. Senadores da base de apoio ao governo também se
posicionaram contra a convocação e quebra de sigilo de Carlos Juliano Ribeiro
Nardes, sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes.
Comentários
Postar um comentário