VEJA QUEM ESTÁ PAGANDO A CONTA DO DESASTRE ECONÔMICO BRASILEIRO!
País fecha 169 mil vagas de trabalho formal
em outubro, pior resultado para o mês
desde 1992
Alexandro
Martello
Outubro foi o 7º mês seguido em que demissões superaram
contratações.
No ano, houve perda de 818 mil vagas e, em 12 meses, de
1,38 milhão.
As
demissões superaram as contratações em 169 mil vagas em outubro, segundo
informações do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta sexta-feira (20 de
novembro) pelo Ministério do Trabalho. Este
foi o sétimo mês seguido de fechamento de vagas formais.
O
resultado de outubro foi o pior para este mês desde o início da série
histórica, em 1992. Até então, o pior resultado para meses de setembro havia
sido registrado em 1998 – com 64.093 vagas fechadas.
Demissões
superam 818 mil no ano
No acumulado dos dez primeiros meses deste ano,
ainda segundo os dados oficiais, foram
fechados 818.918 postos com carteira assinada.
Foi
o pior resultado para este período da série histórica disponibilizada pelo
Ministério do Trabalho, que começa, para o período acumulado do ano, em 2002.
Também foi a primeira vez
desde 2002 que o saldo ficou negativo para os dez primeiros meses de um ano. Os saldos de janeiro a
setembro foram contabilizados após o ajuste para empregos declarados fora do
prazo, e o mês de outubro ainda está sem ajuste.
Em
12 meses, mais de 1,3 milhão de empregos perdidos
Ainda
na série com ajustes, o Ministério do
Trabalho informou que houve o fechamento de 1.381.992 postos de trabalho nos 12
meses encerrados em outubro deste ano.
"Com
esta diminuição, o estoque de empregos para o mês de outubro de 2015 (40,387
milhões) ocupa a terceira posição no ranking, sendo inferior ao estoque de
outubro de 2014 (41,769 milhões) e ao estoque de outubro de 2013 (41,223
milhões)", informou o Ministério do Trabalho.
Setores
De
acordo com os números do governo, todos
os setores da economia demitiram no mês passado. O setor de construção civil, por sua vez, foi
responsável pelo maior corte de vagas em outubro: foram 49.830 postos perdidos
no período.
Em
segundo lugar, aparece a indústria de
transformação, com 48.444 demissões em outubro, seguida pelos serviços, com 46.246 vagas fechadas no
período. A agricultura, por sua vez,
fechou 16.958 postos formais em outubro, e o comércio fechou 4.261 vagas formais. A indústria extrativa mineral demitiu 1.413 pessoas.
Na
parcial deste ano, porém, a indústria de
transformação continua liderando a perda de empregos formais. De janeiro a
outubro, este setor demitiu 336.437 trabalhadores, seguido pela construção
civil, com 253.226 postos fechados.
Já
o comércio demitiu 239.293 pessoas nos dez primeiros meses deste ano, e o setor
de serviços dispensou 76.281 trabalhadores. A indústria extrativa mineral
demitiu 10.955 pessoas no acumulado de 2015, mas a agricultura e a administração pública registraram aumento de empregos
de, respectivamente, 90.784 e 11.769 trabalhadores.
Regiões
do país
Houve fechamento de vagas em
todas as regiões do país em outubro. No mês passado, o Sudeste registrou o pior
resultado, com 97.384 vagas a menos.
No
Sul, foram cortados 21.422 postos, enquanto o Nordeste registrou perda de
17.630 empregos com carteira assinada.
Já
na região Centro-Oeste e Norte, respectivamente, foram demitidos 16.435
trabalhadores e 16.260 empregados com
carteira assinada em outubro, segundo o Ministério do Trabalho.
Os estados de São Paulo,
Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os que mais fecharam vagas no mês, com um saldo de demissões
de 50.423; 24.502 e 19.088, respectivamente.
Fonte: Portal G1 – Economia – 20 de novembro de 2015 –
15h39 – Internet: clique aqui.
COMER ESTÁ CADA
DIA MAIS CARO!
Preço agrícola dispara com alta do dólar
e entressafra
ELIANE
OLIVEIRA
IPCA deve passar de 10% este ano com aumentos que já
chegam a 44%
A
alta do dólar e a entressafra começam a se refletir nos preços dos produtos
agrícolas, que dispararam nos últimos 60 dias. De acordo com levantamento da GO Associados, no mercado doméstico, as
cotações do açúcar e do etanol subiram, respectivamente, 44,8%
e 31,4% no período. Houve alta de 14,8% no preço da soja; 18,8% para o milho;
e 11,1% para o frango abatido.
Se,
por um lado, o aumento da rentabilidade desses setores dará fôlego maior à
debilitada economia brasileira; de outro, aumenta
a inflação que, na avaliação do diretor de pesquisas econômicas da GO, Fábio
Silveira, passará de 10% este ano. A alta dos preços agrícolas deve fazer o
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para o sistema de metas
de inflação, subir 0,6 ponto percentual distribuído entre novembro e dezembro:
— A alta do dólar é um veneno para a
inflação, mas é um santo remédio para o agronegócio — resumiu Silveira.
Segundo
ele, as altas já apareceram no Índice de
Preços ao Produtor Amplo (IPA), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Os preços
agrícolas subiram 1,3% em setembro. Em condições normais, mesmo com o período
de entressafra, o aumento ficaria entre 0,25% e 0,30%.
— Essa pressão agrícola já é notada nos
índices de preços no atacado — disse.
Silveira
afirmou que preços agrícolas representam
25% do IPCA, ou um quarto da composição do índice:
—
Vamos começar 2016 com preços agrícolas ainda pressionando a inflação nos meses
de janeiro e fevereiro. Porém, com uma taxa de câmbio menor, acreditamos que a
inflação fechará 2016 entre 6% e 6,2%.
Para
o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra, a
alta do preço do frango é um refresco para o setor, que ganhará mais em reais.
Turra comentou que isso não significa que haverá repasse ao consumidor:
—
Nada disso é automático.
Alan
Malinsk, assessor técnico de cereais, fibras e oleaginosas da Confederação de
Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), avalia que, ao mesmo tempo que a
desvalorização do dólar aumentou a rentabilidade do produtor, também elevou os
custos entre 15% e 20%. Mais de 90% dos adubos e dos fertilizantes usados no
plantio são importados:
—
De qualquer forma, os preços estão tão
favoráveis ao produtor que metade das safras de soja e milho do Mato Grosso já
foram vendidas antes mesmo de começar a colheita, em fevereiro do ano que
vem.
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