Rede social ELLO desafia Facebook
Lígia
Aguilhar
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Para participar da rede é preciso ter convite |
Além do posicionamento anti-Facebook, a Ello está gerando curiosidade e interesse por outra característica: a rede só aceita convidados. Bem-vindo ao Orkut de anos atrás! A disputa está grande. As redes sociais já estão lotadas de pessoas pedindo convites para a Ello e tem até quem esteja vendendo convites no eBay.
Como funciona?
A Ello foi
lançada em março por um grupo de artistas e designers que inicialmente
desenvolveu o sistema para uso próprio, mas depois decidiu expandir o sistema
para mais usuários. “Éramos um grupo de amigos de saco cheio de outras redes
sociais, exaustos e geralmente cansados da publicidade, desordem e de nos
sentir manipulados e enganados por empresas que claramente não têm os nossos
interesses por definição”, explicou o cofundador da rede, Paul Budnitz, ao site Motherboard.
A interface
do site é clean. Do lado esquerdo, mostra a lista de amigos, e do direito, o
que eles estão postando.
Dá para organizar os amigos em listas,
postar mensagens, adicionar fotos e links. Quem já está na rede tem o poder
de enviar convites para outras pessoas entrarem no site. Para os demais
mortais, resta o cadastro no site e aguardar a liberação por novos convites.
Segundo o TechCrunch, o site recebeu um investimento-anjo de US$
400 mil do fundo FreshTracks Capital para entrar no ar.
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Site tem interface clean |
Anti-Facebook
A Ello não é
a primeira rede criada para confrontar o Facebook, mas está conseguindo atrair
uma atenção incomum em relação aos seus concorrentes indies. “Nós criamos a rede especificamente
pensando em pessoas criativas, pessoas que valorizam conteúdo, com bastante
discussão e diálogo acontecendo ao redor do conteúdo”, disse Budnitz, na
entrevista ao Motherboard. Outro motivo para a migração seria a insatisfação da
comunidade LGBT pela obrigatoriedade de usar nomes verdadeiros no Facebook.
Difícil
prever se o crescimento da rede continuará exponencial e chegará de fato a
ameaçar o Facebook. Uma pesquisa da Universidade de Princeton, nos EUA,
divulgada no início do ano, apontou que a
rede social de Mark Zuckerberg [Facebook] irá perder 80% do seu público ao longo dos próximos três anos. O
motivo seria o cansaço dos usuários,
que tendem a perder interesse e migrar para outras redes. ”Facebook e Tumblr não são redes sociais –
são plataformas de anúncios. A missão deles é vender anúncios”, diz Budnitz.
O próprio
Facebook começou sem anúncios, mas o mundo das startups exige um modelo de
negócio e a alternativa para plataformas sociais tem sido a propaganda. Diante
disso, como a Ello pretende se manter para sempre sem anúncios, como prega em
seu manifesto?
A resposta
está em FAQ no próprio site, no qual os criadores dizem que planejam lançar
recursos especiais pelos quais as pessoas poderão pagar. O bom e velho modelo freemium adotado por muitos
aplicativos, no qual o acesso é gratuito, mas algumas ferramentas de uso são
pagas.
Fonte: ESTADÃO.COM.BR – link – Sexta-feira,
26 de setembro de 2014 – 18h38 – Internet: clique aqui.
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