Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria – Homilia
Evangelho:
Lucas 2,16-21
Naquele tempo,
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os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o
recém-nascido deitado na manjedoura.
17
Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino.
18
E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que
contavam.
19
Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu
coração.
20
Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto
e ouvido, conforme lhes tinha sido dito.
21
Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o
nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
JOSÉ ANTONIO
PAGOLA
PERGUNTAS DE ANO NOVO
Hoje
começamos um «ano novo». Como será?
O que eu espero do novo ano? O que eu desejo de verdade? O que necessito? A que
dedicarei o meu tempo mais precioso e importante? O que seria, para mim, algo realmente novo e bom neste ano que hoje
começa?
Viverei
de qualquer maneira, passando de uma ocupação a outra, sem saber exatamente o
que desejo, para que vivo, ou aprenderei
a distinguir o importante e essencial do que é secundário? Viverei de forma
rotineira e aborrecida, ou aprenderei a viver com espírito mais criativo?
Seguirei este ano
distanciando-me um pouco mais de Deus ou começarei a buscá-lo com mais
confiança e sinceridade? Seguirei um ano mais mudo diante d’Ele, sem abrir meus lábios nem meu
coração, ou brotará por fim de minha alma maltratada uma invocação pequena,
humilde, porém sincera?
Viverei
também este ano preocupado somente com o meu bem-estar ou saberei preocupar-me,
alguma vez, de fazer felizes os demais? De qual pessoas me aproximarei?
Semearei nelas alegria, ou as contagiarei com desânimo e tristeza? Por onde quer que eu passe, a vida será
mais amável e menos dura?
Será
mais um ano dedicado a fazer coisas e mais coisas, acumulando egoísmo, tensão e
nervosismo ou terei tempo para o silêncio,
o descanso, a oração e o encontro com Deus?
Fechar-me-ei somente em meus problemas ou viverei buscando tornar o mundo mais
humano e habitável?
Seguirei
com indiferença as notícias que dia a dia me chegarão a partir de países onde
há fome? Contemplarei impassível os corpos destroçados das pessoas do Iraque
[Síria, Paquistão, Afeganistão etc.] ou os afogados dos barcos de emigrantes?
Seguirei olhando com frieza aqueles que vêm até nós em busca de trabalho e pão?
Quando aprenderei a olhar para os que sofrem com coração responsável e
solidário?
O
«novo» deste ano não nos virá de fora. A
novidade somente pode brotar de nosso interior. Este ano será novo se eu
aprender a crer de maneira nova e mais confiante, se eu encontrar gestos novos
e mais amáveis para conviver com os meus, se despertar em meu coração uma
compaixão nova para os que sofrem.
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