PAPA FRANCISCO EM CUBA...
Santa Sé divulga programação da viagem do Papa
a Cuba e Estados Unidos
Redação e
Rádio Vaticano
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Papa Francisco é recepcionado pelo presidente de Cuba, Raul Castro, no aeroporto de Havana. Sábado, 19 de setembro de 2015 |
No dia 30 de agosto, foi divulgado pela Imprensa da Santa Sé
o programa oficial da viagem do Papa Francisco a Cuba e Estados Unidos, que
será de 19 a 28 de setembro deste ano.
Sábado,
19 de setembro
10h15 (05h15 em Brasília) – Partida do
Aeroporto Fiumicino de Roma
16h00 (17h00 em Brasília)- Chegada em Havana
e cerimônia de boas-vindas no Aeroporto José Martí.
Domingo,
20 de setembro
09h00
(10h00 em Brasília) – Missa e Ângelus na Praça da Revolução na Havana.
16h00
(17h00 em Brasília) – Visita ao Presidente de Cuba e ao Conselho de Ministros
no Palácio da Revolução na Havana.
17h15
(18h15 em Brasília) – Celebração das Vésperas com sacerdotes, religiosos,
religiosas e seminaristas na Catedral da Havana.
18h30
(19h30 em Brasília) – Encontro com jovens no Centro Cultural Padre Félix
Varela.
Segunda-feira,
21 de setembro
08h00
(9h00 em Brasília) – Partida do aeroporto José Martí para Holguin.
09h20
(9h20 em Brasília) – Chegada ao aeroporto Frank País em Holguin.
10h30
(11h30 em Brasília) – Missa na Praça da Revolução em Holguin.
15h45
(16h45 em Brasília) – Francisco abençoa a cidade da Loma de la Cruz.
16h40
(17h40 em Brasília) – Parte do aeroporto de Frank País para Santiago de Cuba.
17h30
(18h30 em Brasília) – Chegada ao Aeroporto Antonio Maceo, em Santiago de Cuba.
19h00
(20h em Brasília) – Encontro com os Bispos no seminário de São Basílio Magno.
19h45
(20h45 em Brasília) – Oração a Nossa Senhora da Caridade com os bispos e na
basílica menor do Santuário de Nossa Senhora da Caridade, em Santiago.
Terça-feira,
22 de setembro
08h00
(9h00 em Brasília) – Missa na Basílica menor do Santuário de Nossa Senhora da
Caridade.
11h00
(12h em Brasília) – Encontro com as famílias na Catedral de Nossa Senhora da
Assunção e bênção da cidade de Santiago.
12h15
(13h15 em Brasília) – Cerimônia de despedida no aeroporto Antonio Maceo, e
partida para Washington DC (Estados Unidos).
16h00
(17h00 em Brasília) – Chegada em Washington DC e recepção na Força Aérea de
Andrews.
Quarta-feira,
23 de setembro
09h15
(10h15 em Brasília) – Cerimônia de boas-vindas no Jardim Sul da Casa Branca.
Francisco vai fazer um discurso e ter um encontro com o presidente Obama.
11h00
(12h00 em Brasília) – Encontro com os bispos dos Estados Unidos na Catedral de
San Mateo.
16h15
(17h15 em Brasília) – Missa de canonização do Padre Junípero Serra no Santuário
Nacional da Imaculada Conceição.
Quinta-feira,
24 de setembro
09h20
(10h20 em Brasília) – O Papa visita o Congresso dos Estados Unidos.
11h15
(12h15 em Brasília) – Encontro com pessoas sem teto no centro de caridade da
paróquia de São Patrício.
16h00
(17h00 em Brasília) – Partida de Washington DC a Nova York.
17h00
(18h00 em Brasília) – Chegada ao aeroporto JFK, em Nova York.
18h45
(19h45 em Brasília) – Francisco celebra as Vésperas com os sacerdotes,
religiosos e religiosas na Catedral de St. Patrick.
Sexta-feira,
25 setembro
08h30
(9h30 em Brasília) – Francisco discursa na sede das Nações Unidas em Nova York.
11h30
(12h30 em Brasília) – O Papa participa de um encontro inter-religioso no
Memorial Ground Zero.
16h00
(17h em Brasília) – Francisco visita a escola Nossa Senhora Rainha dos Anjos e
reúne-se com famílias de imigrantes em Harlem.
18h00
(19h00 em Brasília) – Missa no Madison Square Garden (Nova York).
Sábado,
26 de setembro
08h40
(09h40 em Brasília) – Partida de Nova York para Filadélfia.
09h30
(10h30 em Brasília) – Chegada ao Aeroporto Internacional da Filadélfia.
10h10
(11h10 em Brasília) – Missa com os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas
da Pensilvânia, na Catedral de São Pedro e São Paulo, na Filadélfia.
16h45
(17h45 em Brasília) – Encontro com a comunidade hispânica e outros imigrantes
no Centro Comercial Independência em Filadélfia.
19h30
(20h30 em Brasília) – Festa das Famílias e vigília de oração no B. Franklin
Parkway, na Filadélfia.
Domingo,
27 de setembro
09h15
(10h15 em Brasília) – Encontro com os bispos convidados ao Encontro Mundial das
Famílias em St. Charles Borromeo Seminary em Filadélfia.
11h00
(12h00 em Brasília) – Visita aos reclusos do Instituto Correcional
Curran-Fromhold em Filadélfia.
16h00
(17h00 em Brasília) – Missa para fechar o oitavo Encontro Mundial das Famílias
no B. Franklin Parkway, na Filadélfia.
19h00
(20h00 em Brasília) – Encontro com o Comitê Organizador, voluntários e
benfeitores no Aeroporto Internacional da Filadélfia.
19h45
(20h45 em Brasília) – Cerimônia de partida e regresso a Roma.
Segunda-feira, 28 setembro
10h00
(5h em Brasília)- Chegada ao Aeroporto de Ciampino, em Roma.
Fonte: Canção Nova –
Especiais – Papa Francisco – Quarta-feira, 17 de setembro de 2015 – 10h53 –
Internet: clique aqui.
As palavras de papa Francisco em Cuba
Homilia da Missa na Praça da Revolução em Havana, Cuba
Domingo, 20 de setembro de 2015
O Evangelho apresenta-nos Jesus fazendo aos
seus discípulos uma pergunta aparentemente indiscreta: «Que discutíeis pelo
caminho?» (Mc 9,33). Uma pergunta que Ele nos pode fazer também hoje: De que é
que falais diariamente? Quais são as vossas aspirações? Eles «ficaram em
silêncio – diz o Evangelho – porque, no caminho, tinham discutido uns com os
outros sobre qual deles era o maior». Os discípulos tinham vergonha de dizer a
Jesus aquilo de que estavam a falar. Nos
discípulos de ontem, como em nós hoje, pode-se encontrar a mesma discussão:
Quem é o mais importante?
Jesus não insiste com a pergunta, não os
obriga a dizer-Lhe o assunto de que falavam pelo caminho; e todavia a pergunta
permanece, não só na mente, mas também no coração dos discípulos.
Quem
é o mais importante? Uma pergunta que nos acompanhará
toda a vida e à qual somos chamados a responder nas diferentes fases da
existência. Não podemos fugir a esta pergunta; está gravada no coração. Mais do
que uma vez ouvi, em reuniões de família, perguntar aos filhos: De quem gostas
mais, do pai ou da mãe? É como se vos perguntassem: Quem é mais importante para
vós? Será que esta pergunta é simplesmente um jogo de crianças? A história da humanidade está marcada pelo
modo como se respondeu a esta pergunta.
Jesus
não teme as perguntas dos homens; não tem medo da humanidade, nem das várias
questões que a mesma coloca. Pelo contrário, Ele conhece os «recônditos» do coração
humano e, como bom pedagogo, está sempre disposto a acompanhar-nos. Fiel ao
seu estilo, assume os nossos interrogativos, aspirações, conferindo-lhes um
novo horizonte. Fiel ao seu estilo, consegue dar uma resposta capaz de propor
novos desafios, descartando «as respostas esperadas» ou aquilo que
aparentemente já estava estabelecido. Fiel
ao seu estilo, Jesus sempre propõe a lógica do amor; uma lógica capaz de ser
vivida por todos, porque é para todos.
Longe de qualquer tipo de elitismo, Jesus
não propõe um horizonte para poucos privilegiados, capazes de chegar ao
«conhecimento desejado» ou a altos níveis de espiritualidade. O horizonte de Jesus é sempre uma proposta
para a vida diária, mesmo aqui na «nossa ilha»; uma proposta que faz com que o dia a dia tenha sempre o sabor da
eternidade.
Quem
é o mais importante? Jesus é simples na sua resposta: «Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser
o último de todos e o servo de todos» (Mc 9,35). Quem quiser ser grande,
sirva os outros e não se sirva dos outros.
Aqui temos o grande paradoxo de Jesus. Os
discípulos discutiam sobre quem deveria ocupar o lugar mais importante, quem
seria selecionado como o privilegiado, quem seria isento da lei comum, da norma
geral, para se pôr em evidência com um desejo de superioridade sobre os demais.
Quem subiria mais rapidamente, ocupando os cargos que dariam certas vantagens.
Jesus
transtorna a sua lógica, dizendo-lhes simplesmente que a vida autêntica se vive no compromisso
concreto com o próximo.
O convite ao serviço apresenta uma
peculiaridade a que devemos estar atentos. Servir
significa, em grande parte, cuidar da fragilidade. Cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso
povo. São os rostos sofredores, indefesos e angustiados que Jesus nos
propõe olhar e convida concretamente a amar. Amor que se concretiza em ações e decisões. Amor que se manifesta nas
diferentes tarefas que somos chamados, como cidadãos, a realizar. As pessoas de
carne e osso, com a sua vida, a sua história e especialmente com a sua
fragilidade, são aquelas que Jesus nos convida a defender, assistir, servir. Porque ser cristão comporta servir a
dignidade dos irmãos, lutar pela dignidade dos irmãos e viver para a
dignificação dos irmãos. Por isso, à vista concreta dos mais frágeis, o
cristão é sempre convidado a pôr de lado as suas exigências, expectativas,
desejos de onipotência.
Há
um «serviço» que serve; mas devemos guardar-nos do outro serviço, da tentação
do «serviço» que «se» serve. Há uma forma de exercer o serviço
cujo interesse é beneficiar os «meus», em nome do «nosso». Este serviço deixa sempre os «teus» de fora, gerando uma dinâmica de
exclusão.
Todos estamos chamados, por vocação cristã,
ao serviço que serve e a ajudar-nos mutuamente a não cair nas tentações do
«serviço que que se serve». Todos somos
convidados, encorajados por Jesus a cuidar uns dos outros por amor. E isto
sem olhar em redor, para ver o que o vizinho faz ou deixou de fazer. Jesus diz:
«Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de
todos» (Mc 9, 35). Não diz: Se o teu vizinho quiser ser o primeiro, que sirva.
Devemos evitar os juízos temerários e animar-nos a crer no olhar transformador
a que Jesus nos convida.
Este cuidar por amor não se reduz a uma
atitude de servilismo; simplesmente põe, no centro do caso, o irmão: o serviço
fixa sempre o rosto do irmão, toca a sua carne, sente a sua proximidade e, em
alguns casos, até «padece» com ela e procura a sua promoção. Por isso, o serviço nunca é ideológico,
dado que não servimos a ideias, mas a pessoas.
O santo povo fiel de Deus, que caminha em
Cuba, é um povo que ama a festa, a amizade, as coisas belas. É um povo que
caminha, que canta e louva. É um povo que, apesar das feridas que tem como
qualquer povo, sabe abrir os braços, caminhar com esperança, porque se sente
chamado para a grandeza. Hoje convido-vos a cuidar desta vocação, a cuidar
destes dons que Deus vos deu, mas sobretudo quero convidar-vos a cuidar e servir, de modo especial, a fragilidade
dos vossos irmãos. Não os transcureis por causa de projetos que podem
parecer sedutores, mas desinteressam-se do rosto de quem está ao teu lado. Nós
conhecemos, somos testemunhas da «força imparável» da ressurreição, que «produz
por toda a parte, gerando rebentos de um mundo novo» (Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 276.278).
Não nos esqueçamos da Boa Notícia de hoje: a importância dum povo, duma nação, a
importância duma pessoa sempre se baseia no modo como serve a fragilidade dos
seus irmãos. Nisto, encontramos um dos frutos da verdadeira humanidade.
«Quem não vive para servir, não serve para
viver».
Celebração das Vésperas com padres, religiosos e
seminaristas na Catedral de Havana
Domingo, 20 de setembro de 2015
"Deus
quer a santa e amada Igreja pobre"
Rogéria Nair
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PAPA FRANCISCO É aclamado e saudado por padres, religiosos(as) e seminaristas na Catedral de Havana em Cuba |
Durante
a celebração das vésperas na Catedral de Havana, neste Domingo, 20 de setembro,
o Santo Padre afirmou que todo batizado,
sacerdote, consagrado é profeta, e exortou-os a viverem no espírito de pobreza.
O Pontífice, mais uma vez, deixou o discurso preparado de lado e improvisou a
partir do testemunho dos religiosos, sobretudo os que se dedicam no serviço e
cuidado aos mais necessitados.
Recebido
com o tradicional canto da Igreja ao Sumo Pontífice, “Tu és Pedro”, Papa
Francisco chegou à Catedral de Havana para rezar o ofício das leituras com
padres, seminaristas, religiosos e
religiosas cubanos e de todo o mundo que atuam no país como missionários. Havia muitos deles com idade avançada e
alguns até cadeirantes, os quais o Pontífice fez questão de cumprimentar.
Francisco
foi acolhido pelo Cardeal Jaime Ortega
Alamino, o qual abordou a pobreza da Igreja local, afirmando que existem
testemunhos admiráveis de desprendimento no país. “Na Igreja de Cuba não
existem espaços fáceis para competitividade”, declarou Ortega.
Em
seguida uma religiosa das Filhas da
Caridade, que trabalha numa instituição que cuida de pessoas com idade
entre 12 e 71 anos, os quais possuem dificuldades físicas e mentais,
testemunhou sua missão, dizendo que quando foi enviada a esse trabalho, chorou,
pois, tinha outros planos para sua vocação. “Descalçamo-nos diante do mistério de Deus, frente aqueles que para
muitos não são vistos”, e afirmou que hoje vê seu campo de missão como o
lugar mais belo do mundo.
“A
vida religiosa em Cuba com seus diferentes carismas, busca a se aproximar com
amor dos enfermos. Com reconhecimento da dignidade de cada pessoa e como parte
da Boa Nova do evangelho. Confiando sempre na via de Jesus Cristo e com Maria,
sua mãe”, ressaltou a monja.
Deus
quer a santa e amada Igreja pobre
Em
seu discurso improvisado, Francisco enfatizou que o mundo não conhece a pobreza
não por pudor, mas por desprezo. “O
Espírito do mundo não ama o caminho do Filho de Deus, que se esvaziou de Si
mesmo, para ser pobre. Humilhou-se para ser um de nós”, afirmou.
“Deus quer a santa e amada
Igreja pobre, assim como quis pobre a nossa Santa Mãe Maria”, ao fazer esta afirmação pediu amor pela pobreza e que religiosos e
religiosas não se esquecessem que a primeira bem-aventurança se refere a
pobreza: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos
Céus”. (cf. Mateus 5,3)
Segundo
o Papa, muitas religiosas e religiosos “queimam a vida” acariciando material de
descarte, a quem o mundo despreza e prefere que não exista. Fez menção aos
métodos e análises que quando detectam imperfeições em uma nova vida prefere
“mandá-la de volta” antes que nasça.
“Graças a todas essas
mulheres consagradas ao serviço dos ‘inúteis’, porque não podem ganhar dinheiro
com esse serviço aos menores. Obrigado a todos os consagrados e consagradas que
fazem isso”,
agradeceu o Pontífice.
Confessionário:
lugar privilegiado para acolher os mais necessitados
O Bispo de Roma disse aos
sacerdotes que o lugar privilegiado para acolherem os mais necessitados é o
confessionário, onde o homens e mulheres mostram sua miséria. Pediu, por favor, que os
clérigos não os castiguem, mas antes, lembrem-se de seus próprios pecados. “Por favor, não se cansem de perdoar, sejam
perdoadores, como fazia Jesus. Assim como as monjas que não ficam furiosas
quando encontram um enfermo sujo, vocês também, quando encontrarem um pecador,
não o insulte, Jesus os abraçava”, pediu Francisco.
Ao
final pediu aos Bispos e sacerdotes que sejam a misericórdia de Jesus e deem
abraços de perdão aos pequeninos que vão aos confessionários. Afirmou que os
religiosos que o acolheram semearam no coração dos presentes pobreza e
misericórdia, onde está Jesus.
Encontro com jovens no Centro Cultural Padre Félix Varela
Domingo, 20 de setembro de 2015
Daniel Machado
Não se fechar
nos “conventinhos das ideologias”,
diz Papa aos
jovens em Cuba
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Jovens aguardam Papa Francisco diante da Catedral em Havana, Cuba |
Logo
após o encontro com sacerdotes, religiosos e religiosas de Cuba neste Domingo,
20 de setembro, o Papa Francisco se dirigiu a um centro cultural ao lado da
catedral de Havana para um encontro com os jovens. De modo muito espontâneo, Francisco enfatizou a tolerância com o
diferente, a importância de sonhar coisas grandes e a promoção da “amizade
social”, e pediu que os jovens não se fechassem nos “conventinhos de ideologias”.
Ao
chegar ao encontro, Francisco ouviu o
discurso de um jovem cubano que representou jovens de todas as denominações,
religiões e até não crentes presentes no encontro, e que a juventude
cubana, apesar das dificuldades, nunca deixou de sonhar. Em resposta ao
discurso do jovem, Francisco foi claro: “Vamos
acolher e aceitar os que pensam diferente. Não nos fechemos em nossos
‘conventinhos das ideologias’, que nos impedem de ver a realidade”.
O
Papa Francisco usou três palavras do próprio discurso que ouviu para falar aos
jovens. “A palavra que me caiu forte: sonhar.
Um jovem que não é capaz de sonhar está fechado em si mesmo. Sonhar é desejar,
buscar horizontes, se abrir a coisas grandes. Sonhar que um mundo com vocês é
um mundo diferente. Sonhem, e contem os seus sonhos, contem as coisas grandes
que desejam”, disse o Pontífice.
Francisco
exortou os jovens a não se fecharem nas ideologias e nas diferenças, mas
abrirem-se ao diferente. “Por que sempre
atiramos pedras naquilo que nos separa, naquilo que nos é diferente? Por que
não damos as mãos a partir do que temos em comum? Devemos, em primeiro lugar,
conversar com o que temos em comum, depois falar das diferenças”, salientou
o Papa.
Ao
falar de tolerância, o Pontífice contou uma história de um grupo de jovens
universitários que foi ajudar na construção do salão paroquial de uma
comunidade pobre ainda quando era bispo. O pároco lhe apresentou os jovens
construtores dizendo-lhe: “Este arquiteto aqui é Judeu, este é Católico
praticante, este é Comunista…”, e acrescentou que, apesar das diferenças todos estavam ali para trabalhando para o bem
comum. “O nome disto é amizade social”, disse o Papa.
“A maior inimizade é a
guerra. E por que existe a guerra? Porque as pessoas são incapazes de sentar e
se perguntar ‘o que podemos fazer em comum?’ Quando há divisão, há morte.
Porque estamos matando a capacidade de unir, estamos matando a amizade social.
Sejam capazes de construir a amizade social”, exortou o Papa.
O
papa ainda encorajou os jovens a não perderem a esperança e elencou a
problemática do desemprego na Europa. “Um problema grave da Europa é a
quantidade de jovens que não tem trabalho. Há países em que jovens de 25 anos
pra baixo vivem desocupados numa porcentagem de 40% a 50%. Evidentemente que um povo que não se preocupa em dar trabalho a um
jovem é um povo que não tem futuro”, salientou Francisco dizendo que, nesta
perspectiva são presas fáceis para a cultura do descarte.
Ao
final o Papa encorajou os jovens a promover a cultura do encontro. Citando um
provérbio africano, Francisco disse: “Se
queres ir depressa anda só, mas se queres chegar longe, anda acompanhado”.
E concluiu, “A vocês, quero que caminhem
juntos, buscando a esperança”.
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