VERGONHOSO: O VALE TUDO DO PT PARA SE MANTER NO PODER!!!
“Eu quero sumir daqui!”
Eliane
Cantanhêde
Segundo Lula, “é melhor perder ministérios do que a
Presidência”.
Mas logo o Ministério da Saúde?!
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No sábado, dia 19 de setembro, no Hospital de Base do Distrito Federal, um médico recusa-se a receber um homem muito ferido, gritando que "falta tudo"! |
A cena mais lancinante [dolorida, pungente, torturante] da semana não partiu do
Planalto, nem do Congresso, nem das Bolsas, nem do mercado de câmbio, mas de um hospital público da Capital da
República, onde um médico negou atendimento a um moribundo, recebeu voz de
prisão de um bombeiro e entrou em surto, gritando desesperadamente: “Estou estressado. Tá faltando tudo, tá faltando
tudo. Eu quero sumir daqui!”.
Pois foi nesta mesma semana
que a presidente Dilma Rousseff jogou o Ministério da Saúde para as hienas do
PMDB na Câmara.
O vice-presidente Michel Temer, o deputado Eduardo Cunha e o senador Renan
Calheiros vazaram para a imprensa a versão de que tinham se recusado a sugerir
nomes para a reforma ministerial de Dilma. Ato contínuo, o partido se jogou de corpo e alma no festim para devorar nacos de
poder enquanto o governo ainda respira.
O
ex-presidente Lula tenta negar, mas ele defendeu esse troca-troca numa reunião
com Dilma e o núcleo duro petista do governo e usou até uma versão mais
objetiva do conhecido “vão-se os anéis, salvam-se os dedos”. Segundo Lula, “é
melhor perder ministérios do que a Presidência”. Mas logo o Ministério da
Saúde?!
Para piorar, os nomes
apresentados pelo PMDB à presidente são chocantes. O deputado Manoel Júnior votou em Aécio Neves em 2014 e acaba de
defender a renúncia de Dilma. O deputado
Celso Pansera é aquele que o doleiro Alberto Yousseff chama de “pau mandado do Eduardo Cunha”. E vai por
aí afora.
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Manoel Alves da Silva Junior - Deputado Federal pelo PMDB da Paraíba Cotado para ser o próximo Ministro da Saúde - Vejam só!!! |
Sem
contar a intrigante escolha do
ministério que, no butim, vai caber ao PMDB do Senado. Dilma ofereceu a
cabeça do ministro Armando Monteiro, ops!, ofereceu o Desenvolvimento, mas a bancada do partido preferiu [o
Ministério da] Integração Nacional,
que distribui verbas para os governadores. E quem é governador? O filho do
presidente do Senado, Renan Calheiros, aquele que “se recusou a indicar
nomes...”.
Nada
poderia ser mais dramaticamente sintomático da perda de poder político de Dilma
Rousseff, que não consegue nem o básico: fechar o Orçamento, equilibrar as
contas, aprovar o coração do ajuste fiscal, concluir a reforma ministerial e
anunciar o tão prometido corte de pastas. Ela
está totalmente nas mãos do PMDB. E que PMDB!
No
programa [do PMDB] que foi ao ar ontem à noite na TV, o principal partido da
base aliada usou imagens quase sombrias e um tom de oposição em campanha
eleitoral. O recado foi claro: o fim do “estrelismo”. E o foco foi em cima de Temer, o substituto natural e constitucional de
Dilma em caso de vacância de poder.
Tem-se,
assim, que Dilma entrega anéis e
ministérios, mas nem por isso garante que vá salvar os dedos e a Presidência.
O Congresso lhe deu uma vitória ao manter 26 dos 32 vetos presidenciais e está
a caminho de aprovar os restantes, mas essas votações têm uma dinâmica própria,
pois evitam implodir de vez as contas públicas.
- E agora?
- Dilma vai de fato conquistar os votos do PMDB?
- Ela tem condições de aprovar a criação da CPMF, coração do pacote fiscal?
- Consegue impedir a abertura do processo de impeachment?
E
mais: a presidente só tem 7% a 8% de
aprovação, as greves pipocam por toda a parte, o MTST põe as manguinhas de
fora e lê-se que até o líder do PT já grita como oposição. Dar a [Ministério da] Saúde
para o “baixo clero” do PMDB não assegura a lealdade do partido nas decisões de
vida ou morte e, ainda por cima, tende a tirar ainda mais apoio de Dilma na
opinião pública e na sua base social.
A
boa notícia para o Planalto é que, se as cenas dantescas dos peemedebistas
devorando a carniça no Planalto são péssimas para Dilma, não se pode dizer que
sejam animadoras para o PMDB. Elas não apenas destroem o que resta de
popularidade do atual governo como esgarçam de véspera a esperança num eventual
governo de transição com Michel Temer. Com
esse PMDB? Com Cunha? Com Renan? Com um Manoel Júnior na Saúde?
Assista a impressionante cena do médico do Hospital de
Base,
de Brasília que está no limite de suas forças:
Fonte: O Estado de S. Paulo –
Política –
Sexta-feira, 25 de setembro de 2015 – Pg. A6 – Internet: clique aqui.
ENQUANTO ISSO...
Emprego recua 7 anos em 8 meses
Bruno Villas
Bôas
Taxa de desemprego vai de 5,3% no início do ano para
7,6% em agosto,
a maior para o mês desde 2009
Com
um aumento de 52% no número de pessoas que procuram emprego sem encontrar, a
taxa de desemprego subiu para 7,6% em agosto nas seis principais regiões
metropolitanas brasileiras, pelo oitavo mês seguido. É a maior taxa desde março
de 2010, que também foi de 7,6%.
O aumento foi de 2,6 pontos
percentuais na comparação com os 5% verificados no mesmo mês do ano passado. Em julho, estava em 7,5%.
Para o IBGE, há estabilidade na taxa de julho para agosto.
A
taxa de agosto está em linha com a expectativa de economistas consultados pela
agência internacional Bloomberg, que
previa o desemprego em 7,7%.
Agosto
repete a dinâmica dos últimos meses:
mais pessoas estão procurando emprego na expectativa de recompor a renda
familiar, afetada pela crise econômica, mas encontram um mercado em processo de
demissões.
A população economicamente ativa — chamada
PEA, composta por pessoas com 10 anos
ou mais de idade disponíveis para trabalhar ou já empregadas— cresceu em 0,9% em agosto (ou mais 221 mil
pessoas) na comparação ao mesmo mês do ano passado.
Essa marcha em direção ao
mercado de trabalho é liderada por jovens que, no passado, adiariam a busca por
emprego para dedicar mais tempo aos estudos. Foi um período de crescimento da
renda familiar e uma dinâmica mais favorável ao emprego.
O
problema é que o quadro mudou. E, em agosto, essa população que chegou ao
mercado em busca de emprego encontrou oferta escassa. A população ocupada caiu 1,8% frente a agosto de 2014. Foram 415
mil pessoas ocupadas a menos nessa comparação, para 22,7 milhões.
Essa massa de demitidos é
formada principalmente por adultos de 25 a 49 anos, que se somam aos jovens na
busca por emprego. São homens e mulheres que perderam seus empregos e estão engrossando
a fila dos desempregados nas metrópoles.
O saldo é uma massa de 1,85
milhão de pessoas desempregadas nas seis principais regiões metropolitanas
brasileiras,
segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) na manhã desta quinta-feira (24/09).
Esse total de desempregados
é 52,1% maior do que em agosto do ano passado. Ao longo desse período, foram 636 mil
pessoas a mais desempregadas nas seis metrópoles —Salvador, Belo Horizonte,
Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
"Não
estamos diante de um quadro favorável no mercado de trabalho. O mercado não
gera postos e há claramente uma tendência de pessoas indo para o mercado. Existe uma fila de desocupação crescendo e
perda da carteira de trabalho assinada", disse Cimar Azeredo,
coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.
Vale
lembrar que a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) deixará de ser divulgada no ano
que vem, quando será substituída pela Pnad
Contínua, uma pesquisa de emprego do IBGE de abrangência nacional.
SETORES
Dos
sete setores acompanhados pelo IBGE, quatro tiveram redução no quadro de
pessoal ocupado em agosto, na comparação ao mesmo mês do ano passado.
A indústria foi o setor que
mais cortou empregos. Foram 197 mil empregos cortados em um ano, queda de 5,5% em
comparação a agosto de 2014. Na comparação a julho, a redução foi de 0,7%. São 3,3 milhões de empregados no setor.
Já
o setor de construção demitiu 120 mil
pessoas nas metrópoles entre agosto do ano passado e agosto deste ano. Isso
significa uma queda de 6,7% no período. Como a indústria, a construção vive um longo período de crise.
Serviços
prestados a empresas e outros serviços também cortaram emprego. Foram 101 mil e
149 mil vagas fechadas, respectivamente, pelos setores em agosto deste ano, na
comparação ao mesmo período de 2014.
FORMALIDADE
Muitos dos trabalhadores
demitidos estão agora atuando por conta própria. O total de ocupados nessa
atividade cresceu em 98 mil pessoas em agosto deste ano, na comparação ao mesmo
período do ano passado, aumento de 2,2%.
O aumento do desemprego é
acompanhando, assim, por mais informalidade. O número de trabalhadores com carteira de
trabalho assinada encolheu 3,8% em agosto deste ano, frente ao mesmo período de
2014, queda de 445 mil vagas.
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