CIGARRO: MAIS DESAFIOS
Jairo Bouer
Psiquiatra
Estudo divulgado na semana passada mostrou que o
cigarro foi responsável por quase metade das mortes relacionadas a 12 tipos de
câncer nos Estados Unidos em 2011.
O
trabalho foi publicado na revista Jama Internal Medicine e divulgado
pela agência de notícias AFP e pelo
jornal inglês Daily Mail. Das 346
mil mortes analisadas, 48,5% aconteceram em fumantes com mais de 35 anos; 75% dos casos eram de câncer em pulmão,
brônquios e traqueia. Metade dos casos de câncer em boca, esôfago
e bexiga também estava relacionada
ao cigarro.
De
acordo com dados do Ministério da Saúde dos Estados Unidos da América (EUA), apesar
da redução do número de fumantes no país (de 42% da população, em 1964, para
18% hoje), cerca de 443 mil americanos
ainda morrem todos os anos por doenças relacionadas ao tabaco.
Apesar
da diminuição do número de fumantes nos EUA, as autoridades de saúde lembram
que aumentou o consumo de charutos,
cachimbos e cigarros eletrônicos nos últimos anos. Entre os mais jovens, o
que mais chama a atenção é a experiência com os cigarros eletrônicos, o que
poderia elevar o risco de contato com o cigarro convencional.
No Brasil, dados divulgados
em maio de 2015 mostram que 10,8% da população ainda fumam no País. Apesar de avanços, muita
gente continua a adoecer e a morrer por aqui por problemas de saúde
relacionados ao cigarro.
E como tentar diminuir,
então, ainda mais o número de fumantes?
Outro
estudo publicado na Jama, feito por
pesquisadores do Massachusetts General
Hospital, em Boston (EUA), dá algumas dicas. Ele mostra que médicos que
apenas falam sobre o risco de câncer não conseguem melhorar a chance de os seus
pacientes pararem de fumar.
Segundo
o trabalho, o uso de remédios,
aconselhamento e acompanhamento, em uma abordagem combinada, é que faz a
diferença, aumentando em 40% o sucesso para que se interrompa o uso do cigarro.
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Benefícios
no longo prazo
Outra
pesquisa, divulgada na última semana pelo Daily
Mail, mostra que quem abandonou o
cigarro há mais de 15 anos tem o mesmo risco de problemas cardíacos e morte do
que quem nunca fumou. Em contrapartida, quem fuma corre risco 50% maior de
morrer por enfarte.
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Boa notícia! |
Embora
os benefícios para a saúde de quem para de fumar sejam imediatos, eles são
gradativos. Ou seja, pode demorar quase
duas décadas para que os riscos de morte sejam igualados aos de quem nunca
experimentou um cigarro.
Para
os pesquisadores do Washington DC VA
Medical Center, que analisaram os dados de quase 4,5 mil pessoas, o ideal é
que os fumantes diminuam o número de cigarros e tentem parar o mais cedo
possível.
Fonte: O Estado de S. Paulo –
Metrópole –
Domingo, 21 de junho de 2015 – Pg. A26 – Internet: clique aqui.
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