O emprego no Brasil - o que será dele?
O panorama visto por Delfim Netto
Lauro Jardim
Delfim
Netto está preocupado, mas não totalmente pessimista. Estima que neste ano a
inflação fechará em torno dos 8%, mas crê que no final de 2016 ela possa ter
caído para 4,5%, como pretende o BC.
O
que Delfim teme mesmo é a taxa de desemprego. Será muito maior do que as
pessoas estão imaginando: “Tudo indica
que a rapidez do aumento do desemprego vai surpreender”.
Delfim
avalia que o mais importante, no entanto, é Dilma Rousseff recuperar o
protagonismo. “Do contrário, será um campo fértil para ideias malucas
progredirem”. As críticas ao financiamento às exportações feito pelo BNDES, que
acabou virando polêmica em meio ao Petrolão, é uma dessas “ideias malucas” a
que ele se refere.
Numa
de suas imbatíveis frases de efeito, Delfim resume o drama da presidente: “O problema da Dilma é que quem votou nela
não está satisfeito. E quem não votou, está mais insatisfeito ainda”.
Comentários
Postar um comentário