Sínodo sobre a Família: publicado o texto-base de reflexão
Vaticano apresenta o "Instrumentum Laboris"
do Sínodo sobre a família
do Sínodo sobre a família
Redação
Documento de 80 páginas deve orientar o trabalho a ser
realizado de 4 a 25 de outubro
Em
menos de quatro meses terá início em Roma o Sínodo Ordinário sobre a família. Nesta terça-feira de manhã
[23/junho] foi apresentado ao público o “Instrumentum Laboris”, ou seja, o documento que vai orientar a reunião e que
deverá ser usado como referência durante o Sínodo. O documento foi
preparado a partir do texto conclusivo do precedente Sínodo e das respostas dos
fiéis de todo o mundo que contribuíram preenchendo o questionário enviado a
todas as Conferências Episcopais pelo Vaticano.
Como
citado na introdução do documento, depois de refletir sobre a III Assembleia
Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos em outubro de 2014 sobre Os desafios
pastorais da família no contexto da evangelização, a XIV Assembleia Geral
Ordinária, a ser realizada de 4 a 25 de outubro deste ano, vai abordar o tema A
vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.
O
percurso sinodal será marcado por três momentos intimamente relacionados: a
escuta dos desafios sobre a família; o discernimento da vocação e a missão.
O documento de quase 80
páginas é dividido em três partes.
A primeira parte "A escuta dos desafios sobre a família" reflete em quatro
capítulos sobre a família e o contexto antropológico-cultural; a família e o
contexto socioeconômico; família e inclusão; família, afetividade e vida.
A segunda parte, que trata do "Discernimento vocacional familiar",
aborda em seus capítulos a família e a pedagogia divina; família e a vida da
Igreja; família e caminho à plenitude. Entre os temas: plenitude sacramental, a
indissolubilidade como dom e tarefa, a fecundidade dos cônjuges, o medo dos
jovens de se casar.
Finalmente,
a terceira parte chamada de "A missão da família hoje" apresenta
diversos capítulos sobre família e evangelização; família e formação; família e
acompanhamento eclesial; família, reprodução e educação.
Acesse o “Instrumentum
Laboris”, na versão italiana
(ainda não saiu em português), clicando: aqui.
O
renovado interesse pela família – afirma o cardeal Baldisseri, secretário-geral
do Sínodo dos Bispos - levantada pelo Sínodo, confirma-se pela grande atenção
dispensada não apenas no âmbito eclesial, mas também por parte da sociedade
civil.
Neste
abrangente documento, que aborda as temáticas e desafios de maior preocupação
para as famílias, recorda-se que "a
Igreja está consciente do elevado perfil do mistério procriativo do matrimônio
entre homem e mulher". Portanto, pretende valorizar a graça original
procriadora da aliança conjugal sinceramente direcionada para corresponder a
esta vocação original e a praticá-la justamente.
O sínodo sobre a família pretende escutar
o Espírito e não ser um parlamento
Sergio Mora
Cardeal Baldiserri apresenta o “Instrumentum Laboris” e
indica que o próximo sínodo será encerrado com um documento final, que será
entregue nas mãos do Papa Francisco
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Cardeal Lorenzo Baldisseri (italiano): Secretário-Geral da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (Vaticano, 4 a 25 de outubro de 2015) |
O Sínodo sobre a família a ser realizado de
04 a 25 de outubro, recordou muitas vezes o Santo Padre, "é um espaço
onde atua o Espírito Santo" e "não um Parlamento", disse o cardeal Lorenzo Baldisseri,
secretário-geral do Sínodo dos Bispos, ao apresentar o ‘Instrumentum Laboris’
nesta terça-feira na sala de imprensa da Santa Sé. Ele acrescentou que a XV
Assembleia Geral Ordinária será encerrada com "um documento final, que
será entregue nas mãos do Papa Francisco".
Juntamente
com o cardeal apresentaram o documento o cardeal Péter Erdő, relator-geral da próxima assembleia, Dom Bruno Forte, secretário especial do mesmo e o diretor da Sala
de Imprensa da Santa Sé, padre Federico
Lombardi.
O
Cardeal italiano recordou que o Papa
Francisco no discurso final da III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos
Bispos convidou a “amadurecer com verdadeiro discernimento espiritual as ideias
propostas e encontrar soluções” para as dificuldades das famílias,
destacando a necessidade de trabalhar com o documento final “Relatio Synodi” que é fiel ao que foi
discutido na sala e nos pequenos grupos.
O “Relatio Synodi” – acrescentou o
purpurado – junto com o questionário de 46 perguntas intitulado “Lineamenta”,
foi apresentado as conferências episcopais, aos sínodos das Igrejas Católicas
Orientais, aos departamentos da Cúria Romana, com um convite para que fossem
respondidas até o dia 15 de abril deste ano. Este “período ‘intersinodal’ revelou uma preciosa oportunidade ‘para
ouvir’ o que o Espírito diz às igrejas”.
Baldiserri disse que foram
recebidas 99 respostas e mais de 359 comentários enviados pelas dioceses,
paróquias, associações, grupos de fiéis, movimentos civis, etc. Além de universidades,
instituições acadêmicas, centros de pesquisa e numerosos estudiosos.
“Na
reunião do Conselho, presidida pelo Santo Padre em 25 e 26 de maio de 2015, foi
examinado o resumo preparado pela Secretaria Geral, da qual emergiu o ‘Instrumentum Laboris’ que hoje tornou-se
público". Este novo documento,
portanto, integra os resultados da assembleia anterior contidos no “Relatio Synodi” e as respostas dos
questionários. O secretário-geral da próxima assembleia destacou as partes
do documento.
Baldiserri
recordou também que a próxima assembleia coincide com o 50º aniversário da criação do Sínodo dos Bispos pelo Beato Paulo
VI, 15 de setembro de 1965 e o próximo Jubileu
Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco, que começa
dia 8 de dezembro deste ano, sendo assim, motivo de uma reflexão mais
aprofundada.
Ele
também indicou que a cada semana o
Sínodo irá refletir sobre um dos capítulos do “Instrumentum Laboris”, aproveitando melhor o espaço para os
círculos menores e mantendo firme “o princípio da ordem temática".
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