PAPA FRANCISCO OFERECE DICAS DA "IDADE DA PEDRA" AOS JOVENS DE HOJE
Carol Glatz
Catholic
News Service
08-06-2015
Independentemente se
você prefira livros ou revista,
ou mesmo se se
mantenha informado somente pela internet,
o Papa Francisco disse
que todas as mídias deveriam encorajar e edificar – e não escravizar.
“Em meus dias – durante a Idade da Pedra –,
quando um livro era bom, lia-se; quando um livro era ruim, jogava-se fora”,
contou ele a centenas de jovens em Sarajevo
nesse sábado (6 de junho).
O papa encerrou a sua visita de um dia à
capital deste país balcânico se encontrando com jovens de diferentes religiões
e etnias que trabalham como voluntários no Centro
Arquidiocesano São João Paulo II. Ele deixou de lado o texto preparado,
dizendo preferir tirar algumas dúvidas em vez de discursar.
Um
jovem disse ter lido que o papa havia deixado de assistir televisão há muito
tempo e, então, quis saber o que o levou a fazer esta escolha.
O papa disse que decidiu, em meados de 1990,
parar de assistir TV porque “durante uma
noite senti que ter a televisão em casa não me fazia bem, ela estava me alienando”.
Ele não parou de assistir a filmes, no
entanto.
Quando era o arcebispo de Buenos Aires, ele
ia à rede de TV arquidiocesana para assistir um filme gravado que escolhia
especificamente para isso, o que não tinha o mesmo efeito isolador sobre ele,
contou.
“Obviamente, eu sou da Idade da Pedra, sou
alguém ligado à Antiguidade!”
Os tempos mudaram, disse ele, e as “imagens”
se tornaram muito importantes.
Mas
mesmo nesta “Idade da Imagem”, as pessoas deveriam seguir os mesmos padrões que
valiam lá na “Idade dos Livros: escolher tudo quanto me faz bem”,
disse ele.
Os que produzem ou distribuem conteúdo, como
as redes de televisão, têm a responsabilidade de escolher programas que
promovam valores, que ajudem as pessoas a crescerem e a se prepararem para a
vida, programas “que construam a sociedade, com valores que nos ajudam a
progredir, e não a regredir”.
Os
espectadores têm a responsabilidade de escolher o que é bom, e mudar de canal
onde haja “sujeira” e coisas que “me fazem tornar uma pessoa vulgar”.
Embora a qualidade do conteúdo seja uma
preocupação, é também fundamental
limitar a quantidade de tempo que alguém fica diante da tela de TV, disse
ele.
Se “vocês
vivem grudados ao computador e se tornam escravos dele, acabam perdendo a
liberdade. E se procurarem programas obscenos no computador, então perderão a
dignidade”, acrescentou o pontífice.
Mais tarde, em resposta a uma pergunta de um
jornalista no avião papal indo de Sarajevo de volta a Roma, o papa disse que o
mundo online ou virtual é uma realidade “que não podemos ignorar”.
“Mas quando este mundo virtual nos distancia
da vida cotidiana, da vida social, dos esportes, das artes e nós ficamos
grudados ao computador, então temos uma doença psicológica”, disse ele.
Conteúdo negativo, continuou, inclui
pornografia e conteúdo que é “vazio” ou desprovido de valores, como os
programas que incentivam o relativismo, o hedonismo e o consumismo.
“Sabemos
que o consumismo é um câncer para a sociedade, que o relativismo é um câncer
para sociedade, e eu irei falar sobre isso na próxima encíclica”
sobre o meio ambiente, a ser emitida em 18 de junho.
O papa disse que alguns pais não permitem que
seus filhos tenham um computador em seus próprios quartos, mantendo-o em
espaços comuns de convivência. “Estas são pequenas dicas que os pais encontram”
para lidar com o problema dos conteúdos inadequados, disse.
Traduzido do inglês por Isaque Gomes Correa.
Fonte: Instituto
Humanitas Unisinos – Notícias – Quarta-feira, 10 de junho de 2015 –
Internet: clique aqui.
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