“A porta de entrada da Igreja é o batismo e não a ordenação sacerdotal ou episcopal”
Papa Francisco fala aos 85 participantes da
Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos
Thácio Siqueira
«Necessitamos leigos – disse o papa – com visão de
futuro,
não fechados nas misérias da vida.»
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PAPA FRANCISCO cumprimenta o cardeal Stanisław Ryłko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos Sala Clementina - Vaticano, 17 de junho de 2016 |
“O
Pontifício Conselho para os Leigos nasceu por expressa vontade do Concílio
Vaticano II”, recordou o Santo Padre Francisco, em seu discurso, na última
sexta-feira (17 de junho) aos 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano. Trata-se “de um dos melhores frutos do
Concílio Vaticano II”.
“Podemos
dizer – afirmou Francisco – que o
mandamento que recebestes do Concílio foi precisamente o de “motivar” os fiéis
leigos a envolver-se sempre mais e melhor na missão evangelizadora da Igreja,
não por “delegação” da hierarquia, mas porque o seu apostolado “é participação
à missão salvífica da Igreja, à qual são todos membros do Senhor por meio do
batismo e da crisma”.
Nesse
contexto, a porta de entrada da Igreja é o batismo. “E esta é a porta de entrada! À Igreja se entra pelo Batismo, não pela
ordenação sacerdotal ou episcopal, se entra pelo Batismo! E todos entramos
por meio da mesma porta. É o Batismo que faz de cada fiel leigo um discípulo
missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo, fermento que transforma a
realidade a partir de dentro”, afirmou.
Agradecendo
por estes anos, em concreto, o Santo
Padre mencionou:
* o surgimento dos movimentos,
* dos novos ministérios laicos, bem como,
* o crescente papel da mulher na Igreja e
* as Jornadas Mundiais da Juventude.
Referindo-se
à atual junção do Dicastério, o Papa disse que “À luz deste caminho percorrido,
é tempo de olhar novamente com esperança para o futuro. Falta muito ainda por
percorrer aumentando os horizontes e reunindo os novos desafios que a realidade
nos apresenta. Daqui nasce o projeto de reforma da Cúria, especialmente da junção do vosso Dicastério com o Pontifício
Conselho para a Família em conexão com a Academia pela Vida”.
Portanto,
o pontífice convidou todos a “acolher
esta reforma, que vos corresponde, como sinal de valorização e de estima pelo
trabalho que vocês realizam e como sinal de renovada confiança na vocação e
missão dos leigos na Igreja de hoje”.
Por
conseguinte, Francisco explicou que o “novo Dicastério que vai nascer terá como
“timão” para continuar na sua navegação, por um lado, a Christifideles laici e por outro a Evangelii gaudium e a Amoris
laetitia, tendo como campos
privilegiados de trabalho a família e a defesa da vida”.
Finalmente,
o Santo Padre sublinhou que “necessitamos
de leigos bem formados”, “que não tenham medo a errar, que sigam adiante”. Necessitamos leigos – disse – com visão de futuro, não fechados nas
misérias da vida.
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