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Cocaína e roubo de minérios na Amazônia. Os integrantes da CPI da Funai e do Incra ficaram alarmados pelo conteúdo do depoimento do general de Exército Guilherme Theophilo. Ele ocupou o cargo de comandante militar da Amazônia durante dois anos, até abril de 2016. O general afirmou que há, pelo menos, 10 mil hectares plantados de folha de coca na Amazônia. Theophilo também contou que alguns minérios são extraídos e retirados da região rumo ao exterior, sem que haja reação. Ele alertou para o furto do nióbio, usado em automóveis, turbinas e indústrias bélica e nuclear. [1]

Metralhadora armada! Cunha mandou avisar a Michel Temer que, se não for salvo, leva com ele para o fundo do poço 150 deputados federais, um senador e um ministro próximo ao presidente interino. [2]

Eduardo Cunha em queda livre. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) perdeu apoio do Palácio do Planalto, do PMDB e do Centrão (maior bloco parlamentar informal do Congresso) na luta para manter o mandato. Antes poderoso, o presidente afastado da Câmara está acuado por antigos aliados, que o pressionam para que renuncie ao cargo na direção da Casa, e pela Operação Lava Jato. Cunha vê a preservação do mandato como única forma de não ser preso – ele teme que seus processos sejam remetidos a primeira instância e fiquem sob cuidados do juiz Sérgio Moro. Na semana passada, Cunha foi procurado por dois parlamentares do Centrão, grupo que ajudou a criar. Ambos o aconselharam a renunciar, pelo bem do governo do presidente em exercício Michel Temer. Cunha se descontrolou e, aos gritos, disse que jamais tomará essa atitude. A medida seria vista como sinal de enfraquecimento, e isso poderia tornar inevitável a cassação em plenário. [3]

Êta Pátria educadora! A nova administração do Ministério da Educação fez as contas e concluiu: falta dinheiro para realizar o Enem. Cálculos iniciais indicam que seria necessária a liberação de cerca de R$ 75 milhões além do já separado pela pasta para a realização das provas. Para conseguir o aval do Planejamento para os recursos, o ministério terá de “oferecer” em troca cortes em outros gastos — de preferência da mesma monta. A equipe de Mendonça Filho debruça-se sobre as despesas administrativas. A cúpula do ministério, ainda assim, está confiante de que as coisas se acertarão. Diz que há “garantia política” de que os recursos necessários para a prova serão assegurados e que o remanejamento deve resolver a situação do exame. [4]

José Sarney, o “capo di tutti i capi” (“chefe de todos os chefes”). A delação de Sérgio Machado e seus três filhos destrói a tentativa da cúpula do PMDB de se desvincular dele. O ex-presidente da Transpetro detalhou, com documentos, de quais contratos saíram os repasses a Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Edison Lobão, quem recebeu, onde e quando. Ao justificar o pedido de prisão domiciliar de Sarney, o Ministério Público Federal descreve a atuação do ex-presidente como a do “capo di tutti i capi”, do PMDB. Procuradores dizem que nada acontecia no esquema de propina para o partido sem a bênção de Sarney. [5]

O preço do voto. A cada dia, a dúvida de Romário (PSB-RJ) em relação ao impeachment de Dilma Rousseff ganha mais materialidade. Além de uma diretoria em Furnas, o Baixinho pediu – e levou – a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Justiça. Indicou a ex-deputada alagoana Rosinha da Adefal, que é cadeirante. [6]

Temer deixa para depois. Está cada vez mais claro que o único “rumo certo” do governo Temer é deixar de ser interino. Nada além do simbólico deve ser votado pelo Congresso Nacional até que o Senado julgue e impeça definitivamente Dilma Rousseff, o que não vai ocorrer antes de agosto. Até lá, nenhuma reforma importante ou decisão com impacto imediato sobre o equilíbrio das contas públicas deve acontecer – descontados os arroubos retóricos e promessas vãs. O propalado corte de cargos em comissão das administrações direta e indireta ficou só na garganta, por enquanto. Em vez de eliminar 4 mil posições, o governo endossou a criação de três vezes mais do que isso, para depois dizer que não iria preenchê-las. Disse também que iria nomear apenas pessoas com preparo e experiência técnica para as empresas estatais, mas acabou se desdizendo logo em seguida. Os novos limites para o gasto público nem foram implementados e já têm prazo para acabar. Na prática, o que faz o presidente em exercício Michel Temer e seu ministério é administrar expectativas até que possa se tornar definitivo. Faz reuniões a granel com empresários, sindicalistas e, acima de tudo, deputados e senadores – se atendo ao diagnóstico de que o que derrubou Dilma não foi tanto a sua inépcia econômica quanto a falta de salamaleques com os parlamentares. Assim, na base do cafezinho, do sorriso e do tapinha nas costas o interino vai esperando agosto chegar. [7]

F O N T E S

[ 1 ] O Estado de S. Paulo – Política / Coluna do Estadão – Andreza Matais e Marcelo de Moraes – Domingo, 12 de junho de 2016 – Pág. A4 – Internet: clique aqui.
[ 2 ] - O Estado de S. Paulo – Política / Coluna do Estadão – Andreza Matais e Marcelo de Moraes – Domingo, 12 de junho de 2016 – Pág. A4. Edição impressa.
[ 3 ] O Estado de S. Paulo – Política – Alberto Bombig e Igor Gadelha – Segunda-feira, 13 de junho de 2016 – Pág. A4 – Internet: clique aqui.
[ 4 ] Folha de S. Paulo – Poder / Painel – Natuza Nery, Paulo Gama e Renata Agostini – Segunda-feira, 13 de junho de 2016 – Pág. A4 – Internet: clique aqui.
[ 5 ] Revista VEJA – Radar – Vera Magalhães – Edição 2482 – Ano 49 – nº 24 – 15 de junho de 2016 – Pág. 40. Edição impressa.
[ 6 ] Revista VEJA – Radar – Vera Magalhães – Edição 2482 – Ano 49 – nº 24 – 15 de junho de 2016 – Pág. 40. Edição impressa.
[ 7 ] O Estado de S. Paulo – Política – José Roberto de Toledo – Segunda-feira, 13 junho de 2016 – Pág. A6 – Internet: clique aqui

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