Brasil: o paraíso da propina e da maracutaia!
Quando você pensa que acabou, aí é que começa...
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A festa de FELIPE AMORIM e CAROLINE MONTEIRO (casal acima) durou um final de semana inteiro e ocorreu em maio deste ano no 300 Beach Club (praia de Jererê Internacional, em Florianópolis, SC), um espaço de frente para o mar. Felipe Amorim foi um dos presos na "Operação Boca Livre". Felipe é filho de Antonio Carlos Bellini, dono da Bellini Cultural, cabeça do esquema de fraudes na Lei Rouanet. |
Operação apura desvios de R$ 180 milhões na Lei Rouanet. A Polícia Federal (PF)
investiga fraudes em 250 contratos sobre
a Lei Rouanet que não passaram pela fiscalização do Ministério da Cultura. A informação foi divulgada pela PF nesta
terça-feira, 27 de junho, após a deflagração da Operação Boca Livre, em
parceria com a Procuradoria da República e o Ministério da Transparência. A organização criminosa agia desde 2001.
Um efetivo de 124 policiais federais saiu às ruas para cumprir 14 mandados de
prisão temporária e 37 de buscas em dez empresas de grande porte de São Paulo,
Rio e Brasília que se teriam beneficiado do esquema montado por uma companhia
promotora de eventos culturais, o Grupo
Bellini, de São Paulo... O dinheiro captado junto ao Ministério por meio do
incentivo da Lei Rouanet era usado para
shows e eventos particulares. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de
Moraes, a verba servia para o “enriquecer fortunas pessoais”... dinheiro liberado oficialmente para eventos
infantis e difusão de atividades indígenas foi desviado para custear gastos
com a contratação de orquestras para festas de fim de ano de empresas... A procuradora
da República Karen Lousie Kahn
esclareceu que: “O Ministério [da
Cultura] não só propiciava as condições
ideais para a aprovação desses projetos forjados como também exercia uma
fiscalização pífia ou nenhuma de uma forma dolosa para que esses projetos
plagiados, copiados, repetidos, não fossem identificados como tais”. [1]
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FERNANDO HADDAD Prefeito de São Paulo - SP |
Delator
diz que Vaccari
pediu R$ 30 milhões para quitar dívida de campanha de Haddad. O ex-diretor da Andrade Gutierrez Flávio Gomes Machado Filho
afirmou em sua delação premiada que o
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pediu à empreiteira o pagamento de uma
dívida de R$ 30 milhões do partido referente à campanha do prefeito de São
Paulo, Fernando Haddad. O valor teria sido cobrado de outras cinco
empresas, revelou o delator à força-tarefa da Operação Lava Jato. “Em 2013, o
PT, por meio de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, solicitou à Andrade
Gutierrez o pagamento de uma dívida do partido referente à campanha de Haddad à
Prefeitura de São Paulo”, afirmou Machado Filho, em depoimento no dia 25 de
fevereiro na Procuradoria Geral da República (PGR). “A dívida era de R$ 30
milhões. Também houve a solicitação do
pagamento a outras cinco empresas, de modo que ficaria 5 milhões para a pagamento pela Andrade Gutierrez.” Em
2015, o dono da UTC Engenharia –
primeira grande empreiteiro a fazer delação premiada – confessou que chegou a pagar uma despesa de R$ 2,4
milhões da campanha do prefeito de São Paulo. Eleito prefeito de São Paulo,
em 2012, a campanha de Haddad arrecadou
R$ 42 milhões e gastou R$ 67 milhões – um rombo de pelo menos R$ 25 milhões,
assumido pelo PT nacional, em 2013. Parte desse valor, era do contrato
fechado com a Polis Propaganda e
Marketing, de João Santana. [2]
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Da esquerda para a direita, temos: Eduardo Braga, Renan Calheiros e Romero Jucá Novamente implicados em denúncias de recebimento de gordas propinas! |
Delação cita propina de R$ 30 milhões a peemedebistas. Uma nova delação premiada,
firmada com a Procuradoria-Geral da República, aponta o suposto repasse de
propinas milionárias para senadores do PMDB, entre eles o presidente do
Congresso, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM). Nelson
Mello, ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas, afirmou em seu depoimento aos procuradores que
pagou R$ 30 milhões a dois lobistas com trânsito no Congresso para efetuar os
repasses. Os lobistas, segundo
Mello, diziam agir em nome de políticos
e que estes poderiam tomar iniciativas de interesse da empresa e do setor no
Congresso. Segundo o delator, Lucio
Bolonha Funaro se dizia “muito próximo” do presidente afastado da Câmara,
deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e
de outros peemedebistas da Casa. Milton Lyra, por sua vez, afirmava agir em
nome dos senadores “da bancada do PMDB” que teriam sido destinatários da maior
parte da propina. [3]
“Antonio Palocci solicitou R$ 15 milhões para Delfim Netto em Belo
Monte”, diz
empreiteiro. O empresário Otávio Marques
Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez, afirmou em sua
delação premiada, que o ex-ministro da
Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil no governo Lula) cobrou o repasse de
R$ 15 milhões, referentes a contratos para a construção da Usina Hidrelétrica
de Belo Monte. O dinheiro, segundo o
delator, foi repassado para o economista Delfim Netto – ex-ministro da
Fazenda na ditadura e um dos principais
conselheiros do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte dos valores
teria sido repassado ao PT via doações oficiais nas campanhas de 2010, 2012 e
2014. [4]
Como atua o lulopetismo na falsificação da realidade. Para aplacar a crescente revolta dos encarcerados [João Vaccari Neto,
José Dirceu e André Vargas] que se
consideram abandonados pelo PT, até mesmo Lula tem procurado estimular
dirigentes do partido a manifestar solidariedade a inquilinos das prisões de
Curitiba. É um sintoma de que há alguma
procedência nos rumores que circularam em Brasília, de que prisioneiros como
José Dirceu e Vaccari Neto estariam cogitando contar o que sabem. Quanto à tese da corrupção “benigna”, é inacreditável que a
aceitem – ou pelo menos a tolerem – intelectuais, acadêmicos, artistas e toda
sorte de celebridades ávidas por se
apresentarem como “progressistas” e que por isso preferem não questionar o
princípio imoral e indecente de que os fins justificam os meios. Com essa
miopia deliberada, esses membros da elite brasileira se recusam a ver que os compatriotas mais pobres são exatamente
os que estão sendo mais gravemente prejudicados pela irresponsabilidade de
Lula, Dilma e tigrada. É interessante observar que, no momento mais difícil
de sua trajetória, o PT se mantém teimosamente coerente com o ranço populista
que lhe é característico nas origens e na práxis. “Em nome do povo”, tudo se justifica. Até assaltar os cofres
públicos porque, afinal, alegam, o produto desses assaltos, diligentemente
investido em obras e programas sociais por quem pensa nos interesses populares
em primeiro lugar, reverterá sempre em benefício dos mais necessitados. Na prática, a teoria lulopetista é outra,
como mostra a Operação Custo Brasil: o ministro do Planejamento de Lula, Paulo Bernardo, ora preso, foi responsável
pelo esquema de propinas para roubar R$ 100 milhões, para si e para o PT.
Aleluia! Os endividados funcionários públicos tomadores de crédito consignado
foram roubados para a maior glória do PT. [5]
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João Claudio Genu Finalmente réu na Operação Lava Jato |
Ex-tesoureiro do PP vira réu por suspeita de receber R$ 6 milhões
de esquema. O
juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância,
abriu ontem [terça-feira, 28 de junho] uma ação penal contra o ex-tesoureiro do PP e ex-assessor de José
Janene (morto em 2010), João Claudio Genu, considerado um dos mentores do esquema de corrupção na Petrobrás. A
força-tarefa aponta que ele teria recebido cerca de R$ 6 milhões do esquema,
mesmo enquanto era julgado pelo Supremo Tribunal Federal no mensalão. Condenado no julgamento da AP 470, em 2012,
ele nunca cumpriu a pena, pois a condenação para um de seus crimes prescreveu e
ele acabou sendo absolvido de outro ao recorrer. Agora, ele é réu e vai
responder pelos crimes de corrupção e formação de organização criminosa. [6]
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Eike Batista Já foi considerado um dos homens mais ricos do mundo, agora... |
Empresa de Eike pagou propina a Cunha, diz delator Fábio Cleto. Em sua delação premiada, o ex-vice da Caixa Econômica Federal Fábio
Cleto relatou que uma empresa de
Eike Batista pagou propina a ele próprio e ao deputado afastado Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) para obter recursos do fundo de investimentos do FGTS. Cleto era
integrante do conselho do FI-FGTS e opinava nas liberações dos recursos para
empresas. Sua delação premiada foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal
Federal) há duas semanas e está sob sigilo. A Folha de S. Paulo apurou junto a investigadores que a delação aponta pagamento de propina para
uma aquisição de debêntures de R$ 750 milhões da empresa LLX, braço de
logística do grupo de Eike, que já foi considerado o homem mais rico do
Brasil. As debêntures da LLX, que são
uma espécie de título de dívida, foram adquiridas pelo fundo de investimentos
do FGTS em 2012. Depois disso, o FI-FGTS liberou recursos para a construção
de um porto, à época um dos megaprojetos de Eike. Em sua delação, Fábio Cleto afirmou que a liberação desses
recursos envolveu o pagamento de propina pela empresa, mas não disse ter
tratado diretamente com Eike Batista sobre o assunto. Ele conta que, com o pagamento da propina, partia para o
convencimento dos demais integrantes do conselho do FI-FGTS em favor da
aprovação dos projetos. Fábio Cleto era
afilhado político de Eduardo Cunha em uma das
vice-presidências da Caixa. [7]
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Mauro Arce atual presidente da Cesp |
Ministério Público apura se presidente da Cesp beneficiou parentes. Ex-secretário estadual das
pastas de Energia, Transportes, Saneamento e Recursos Hídricos, o atual
presidente da Cesp, Mauro Arce, é
investigado pelo Ministério Público Estadual e pela Corregedoria-Geral da
Administração do Estado por suposto
tráfico de influência e prejuízo aos cofres públicos na venda de energia
elétrica a duas empresas de sua família. O inquérito apura se Arce agiu
para beneficiar a Bio Energias Renováveis
Ltda. e a Coenergy Comercializadora
de Energia Ltda. [8]
F O N T E S
[ 1 ] –
O Estado de S. Paulo – Política / Fausto
Macedo Repórter – Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo –
Terça-feira, 28 de junho de 2016 – 14h54 – Internet: clique aqui.
[ 2 ] –
O Estado de S. Paulo – Política / Fausto
Macedo Repórter – Ricardo Brandt, Julia Affonso, Fausto Macedo e Fabio Serapião
– Quarta-feira, 29 de junho de 2016 – 04h05 – Internet: clique aqui.
[ 3 ] –
O Estado de S. Paulo – Política – Fabio
Serapião, Ricardo Brandt e Julia Affonso – Terça-feira, 28 de junho de 2016
– Pág. A4 – Internet: clique aqui.
[ 4 ] –
O Estado de S. Paulo – Política – Fausto
Macedo, Ricardo Brandt e Julia Affonso – Terça-feira, 28 de junho de 2016 –
Pág. A5 – Internet: clique aqui.
[ 5 ] –
O Estado de S. Paulo – Notas e
Informações – Editorial – Terça-feira, 28 de junho de 2016 – Pág. A3 – Internet:
clique aqui.
[ 6 ] –
O Estado de S. Paulo – Política –
Quarta-feira, 29 de junho de 2016 – Pág. A7 – Internet: clique aqui.
[ 7 ] –
Folha de S. Paulo – Poder – Aguirre
Talento e Márcio Falcão – Quarta-feira, 29 de junho de 2016 – 02h00 –
Internet: clique aqui.
[ 8 ] –
O Estado de S. Paulo – Metrópole –
Terça-feira, 28 de junho de 2016 – Pág. A1 (capa) – Internet: clique aqui.
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