Olha as quentinhas saindo...

Isso você precisa saber:
Walter Faria - proprietário da Cervejaria Petrópolis

Vem verão... vai verão! Vem cerveja... vai propina! Dono de cervejaria foi sócio de “banco da propina” da Odebrecht. Um dos herdeiros do Grupo Petrópolis [cervejas Itaipava, Cristal e outras], Vanuê Faria, foi sócio da empreiteira Odebrecht na compra de um banco no Caribe para movimentar propina, segundo um delator da Lava Jato. A informação é do administrador Vinicius Borin, que abria contas secretas para a empreiteira no exterior e fez acordo de colaboração na última sexta-feira (17 de junho). Vanuê Faria, que é sobrinho de Walter Faria, dono do grupo, entrou com um terço da participação na filial do Meinl Bank em Antígua, segundo Borin. Foram gastos US$ 4 milhões na operação, feita em 2010. Fabricante de cervejas com sede no Rio de Janeiro, o Grupo Petrópolis já apareceu em fases anteriores da Lava Jato: uma conta de Walter Faria, dono da empresa, foi detectada como destinatária de recursos da Odebrecht no exterior. [1]

Fingindo não ver! As críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antes restritas ao mundo político, se expandiram para o sistema financeiro e para parte do PIB nacional. Empresários e investidores passaram a ecoar, nos bastidores, a defesa da gestão Temer de que a Lava Jato precisa sinalizar um fim para ajudar a economia brasileira a voltar a girar. O setor privado adota, apesar da queda de três ministros, postura condescendente com o governo em nome de seus projetos na economia. Curiosamente, investidores elogiam Curitiba, que pegou empresários, e crucificam Janot. Reclamam do pedido de prisão de caciques do PMDB, derrubado pelo STF, e dizem que, embora haja percalços, Temer avança nas reformas. [2]
Celso Russomanno - pré-candidato à Prefeito de S. Paulo
Por detrás dele está o "bispo" da Igreja Universal, Edir Macedo

Novas eleições, eles querem. Integrantes de movimentos sociais favoráveis a novas eleições tentam convencer Dilma Rousseff a escrever uma carta ao povo brasileiro, comprometendo-se com a ideia. Falta combinar com Lula, PT e parte da CUT. [3]

Olha o perigo aí de novo! Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (21 de junho) mostrou que Celso Russomanno, deputado federal e pré-candidato pelo PRB, lidera a corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo. Ele tem 26% das intenções de voto. Russomanno tem um processo contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal) que pode torná-lo “ficha-suja” e inviabilizar sua entrada na disputa pela prefeitura. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já se manifestou favorável à condenação por peculato (desvio de dinheiro público) do deputado federal. Se a Corte Suprema acatar suas considerações até agosto, prazo para registro das candidaturas, Russomanno não poderá se candidatar nas eleições de 2016. Russomanno é seguido pela senadora Marta Suplicy (PMDB), que tem 10%, pela deputada Luiza Erundina (PSOL), que tem 8%, pelo atual prefeito, Fernando Haddad (PT), com 7%, e pelo empresário e pré-candidato do PSDB, João Doria, com 6%. O vereador Andrea Matarazzo (PSD) e o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC) têm 4% cada um. O Delegado Olim (PP) está com 3% e o Major Olímpio (SD) alcançou 2%. [4]

Companhias estrangeiras poderão ter até 100% de aéreas brasileiras. Até o início do ano, estrangeiros só podiam ter 20% de participação nas empresas brasileiras. A presidente afastada, Dilma Rousseff, editou medida provisória aumentando esse limite para 49%. Uma emenda feita com o aval do Palácio do Planalto, no entanto, incluiu a abertura total para o capital estrangeiro, que foi aprovada pela Câmara nesta terça (21 de junho). O texto ainda precisa ser aprovado no Senado e sancionado pelo presidente. A Latam Brasil apoiou a abertura do setor. Já a associação das companhias aéreas (Abear) defende o percentual de 49%, assim como Azul e Avianca. Procurada, a Gol não quis se manifestar. [5]
 
Da esquerda para a direita:
Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Jorge Picciani (integrantes da
cúpula do PMDB no Estado do Rio
Rio de Janeiro: estado falido pelo PMDB! O decreto que colocou o Rio de Janeiro num regime de calamidade é mais uma pirueta do estilo de administração que arruinou o Estado. Havendo um problema, cria-se um evento. O problema era a falência, assinou-se um decreto, criou-se um evento e transferiu-se o problema para Brasília. Lá, um governo fraco e fiscalmente combalido capitulou, concedendo uma moratória a Estados administrados por perdulários. O governo do Rio faliu pelo mais elementar dos motivos: gastou o que não tinha e pôs dinheiro onde não devia. O mesmo núcleo do PMDB controla o Estado desde 2007. Não é um núcleo qualquer. Seus caciques são Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Eduardo Cunha e Jorge Picciani. Uns, como Cabral e também o prefeito Eduardo Paes, são políticos com tino para o espetáculo. Outros, como Pezão, Cunha e Picciani, costuram por dentro. Quando um governo vive de eventos, uma crise jamais começa com a paralisação de alguma grande obra ou de um projeto da vitrine. A conta vai sempre para os serviços básicos oferecidos ao andar de baixo [o povão, os pobres é que são prejudicados!]. A falência do Rio foi exposta no final de 2015 com o colapso da rede de saúde. [6]

Empresário procurado pela “Operação Turbulência” da Polícia Federal é encontrado morto em motel. O empresário Paulo César de Barros Morato, alvo da Operação Turbulência, chegou ainda na tarde de terça-feira, 21 de junho, ao motel Tititi, em Olinda [PE], onde foi encontrado morto. De acordo com fontes ligadas à investigação, Morato chegou sozinho. Como não há sinais aparentes de violência e investigadores encontraram comprimidos no quarto, a polícia suspeita que o empresário pode ter sofrido um enfarto ou se suicidado. Ele estava sob suspeita de operar um esquema de lavagem de R$ 600 milhões que teria abastecido inclusive a campanha de Eduardo Campos, candidato à Presidência em 2014, morto em um acidente aéreo em agosto daquele ano. [7]
Ren Xiaoping - cirurgião chinês

Médico planeja realizar transplante de corpo inteiro na China. Proposta do cirurgião Ren Xiaoping preocupa especialistas do mundo todo e gera debate sobre limites éticos e práticos da ciência. Há seis anos, Wang Huanming ficou paralisado do pescoço para baixo depois de se ferir em uma luta com um amigo. Hoje, ele espera ter encontrado a resposta para voltar a andar: um novo corpo para sua cabeça. A ideia do transplante de corpo alarmou especialistas de todo o planeta, preocupados com até onde a China está forçando os limites éticos e práticos da ciência. Pelo menos por enquanto, esse tipo de transplante é impossível, de acordo com importantes médicos e especialistas, até na própria China, que apontam a dificuldade da reconexão de nervos na espinha. Caso o procedimento falhe, seria morte certa para o paciente. Seu plano: remover duas cabeças de dois corpos, conectar as veias do corpo do doador morto à cabeça do recipiente, inserir uma placa de metal para estabilizar o novo pescoço, banhar os nervos com uma espécie de cola que ajuda na regeneração e por fim costurar a pele. [8]

F O N T E S

[ 1 ] Folha de S. Paulo – Poder / Petrolão – Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – 20h47 – Internet: clique aqui.
[ 2 ] Folha de S. Paulo – Poder / Painel – Natuza Nery, Paulo Gama e Renata Agostini - Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – Pág. A4 – Internet: clique aqui.
[ 3 ] – Idem à anterior.
[ 4 ] Folha de S. Paulo – Poder – Do UOL de Brasília – Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – 17h27 – Internet: clique aqui.
[ 5 ] Folha de S. Paulo – Mercado – Ranier Bragon e Dimmi Amora – Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – 02h00 – Internet: clique aqui.
[ 6 ] Folha de S. Paulo – Colunistas – Elio Gaspari – Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – 02h00 – Internet: clique aqui.
[ 7 ] O Estado de S. Paulo – Política – Daniel Carvalho e Andreza Matais – Quinta-feira, 23 de junho de 2016 – Pág. A6 – Internet: clique aqui.
[ 8 ] O Estado de S. Paulo – Ciência – Didi Kirsten Tatlow – The New York  Times – Quarta-feira, 22 de junho de 2016 – 08h00 – Internet: clique aqui.

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