Até que enfim o PMDB está na mira da Justiça!
Janot pede a prisão de Renan, Cunha, Sarney
e Jucá, do PMDB
Sucursal de
Brasília – DF
É a primeira vez que a Procuradoria-Geral da República
pede a prisão de
um presidente do Congresso e de um ex-presidente da
República
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DA ESQUERDA PARA A DIREITA TEMOS: RENAN CALHEIROS, ROMERO JUCÁ, JOSÉ SARNEY E EDUARDO CUNHA Todos do PMDB e com liderança no partido |
O procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), do senador Romero Jucá
(PMDB-RR), ex-presidente da República
José Sarney (PMDB-AP) e do deputado
afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
É a
primeira vez que a PGR pede a prisão de um presidente do Congresso e de um
ex-presidente da República.
O caso será analisado pelo
ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. No caso de Renan, Sarney e
Jucá, a base para os pedidos de prisão tem
relação com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado
envolvendo os peemedebistas. As conversas sugerem uma trama para atrapalhar as
investigações do esquema de corrupção da Petrobras.
Os
pedidos de prisão foram divulgados nesta terça-feira (7 de junho) pelo jornal
"O Globo" e confirmados
pela Folha de S. Paulo. Em relação a Sarney,
o pedido é de prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, em razão
de sua idade –86 anos.
Janot também pediu ao STF o
afastamento de Renan da Presidência do Senado.
No
diálogo gravado por Machado, Jucá chegou a falar em um pacto que seria para
barrar a Lava Jato. Doze dias após a posse dele no Ministério do Planejamento,
a Folha de S. Paulo revelou a
gravação, e Jucá deixou o cargo voltando ao Senado.
Outro
diálogo revelou que Renan chamou
o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de mau caráter e disse que
trabalhou para evitar a recondução dele para o comando do Ministério Público,
mas ficou isolado.
Em
sua delação premiada, o ex-presidente da
Transpetro afirmou que pagou ao menos R$ 70 milhões desviados
de contratos da subsidiária da Petrobras para líderes do PMDB no Senado.
A
maior parte da propina teria sido entregue para o presidente do Senado, sendo
R$ 30 milhões. Renan
é considerado o padrinho político de Machado e principal responsável por dar
sustentação a ele no cargo, que ocupou por mais de dez anos.
O
ex-presidente apontou ainda aos investigadores que Jucá e Sarney
levaram do esquema R$ 20 milhões cada um.
Não há detalhes sobre como Machado teria feito esses repasses, que foram
desviados da empresa que é responsável pelo transporte de combustível no país.
A
colaboração traria ainda indicações de
recursos para os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA).
A
delação de Machado já foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e a
Procuradoria-Geral da República avalia os depoimentos para as investigações. Os
depoimentos indicaram o caminho do dinheiro passado para os peemedebistas.
Entre as suspeitas está a de
que os peemedebistas teriam recebido parte da propina em forma de doações
eleitorais,
para facilitar a vitória de um consórcio de empresas em uma licitação para
renovar a frota da Transpetro.
Diante
das colocações do ex-presidente da Transpetro, a expectativa é de que a
Procuradoria ofereça as primeiras denúncias contra os integrantes da cúpula do
PMDB no Senado. Segundo pessoas próximas às investigações, os depoimentos de Machado são um dos
melhores entre as delações fechadas, porque revela detalhes e não apenas
indicações ou referências do que teria ouvido sobre o esquema.
Machado
fechou delação depois que as investigações contra ele e sua família avançaram.
Seus três filhos também colaboram com a Procuradoria. Machado teve seus sigilos
bancário e fiscal quebrados pelo juiz Sergio Moro.
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EDUARDO CUNHA Deputado Federal pelo PMDB do Rio de Janeiro e Presidente afastado da Câmara dos Deputados continua a agir e ameaçar todos aqueles que lhe são contrários! |
CUNHA
Já o pedido de prisão de Cunha foi revelado
pela TV Globo nesta manhã.
Segundo
a Folha de S. Paulo apurou, a Procuradoria avalia que a determinação de
suspender o peemedebista do mandato e da Presidência da Câmara não surtiram
efeito, sendo que ele continuaria tentando atrapalhar as investigações
contra ele na Justiça e no Conselho de Ética da Câmara, que discute sua
cassação.
Há ainda relato de um
integrante do conselho à Procuradoria de que estaria sendo ameaçado pelo grupo
de Cunha.
[É uma máfia, um bando de criminosos que se apossou do Congresso
Nacional!!!]
Cunha foi suspenso do
mandato no dia 5 de maio, por decisão unânime do Supremo. Ele já é réu na Lava Jato
pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de ser alvo de uma
denúncia por conta secreta na Suíça, além de outros quatro procedimentos que
apuram o uso do mandato para beneficiar aliados e ainda suposto desvios na obra
do Porto Maravilha. Um outro pedido de abertura de inquérito segue em sigilo.
Sem
ligação com os desvios na Petrobras, o
STF também abriu um inquérito para apurar se o peemedebista foi beneficiado por
esquema de corrupção em Furnas. [ . . . ]
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