BRASIL LADEIRA ABAIXO ! ! !
1,8 milhão de empresas
fecharam em 2015
Márcia de
Chiara
Marca é a maior dos últimos cinco anos e reflete o
tamanho da recessão
no País, segundo levantamento da consultoria Neoway
![]() |
O QUE MAIS SE VÊ PELAS CIDADES BRASILEIRAS SÃO LOJAS, FÁBRICAS E ESCRITÓRIOS COM PLACAS DE "VENDE-SE", "ALUGA-SE", "FECHADO": É A MAIOR CRISE DOS ÚLTIMOS 30 ANOS ! ! ! |
Cerca de 1 milhão e 800 mil empresas
fecharam as portas no País durante o ano passado. Esse número engloba
companhias de todos os tamanhos e
setores da economia, inclusive dados de microempreendedores individuais. O resultado é mais que o triplo do que foi
registrado no ano anterior e mostra o tamanho da recessão no âmbito empresarial.
O
total de empresas que encerrou atividades foi apurado pela Neoway, consultoria
especializada em inteligência de mercado, a partir do cruzamento de dados reais
de todas as juntas comerciais espalhadas pelo País e de informações obtidas no
site da Receita Federal. As informações são monitoradas diariamente.
“O dado é preocupante: a mortalidade
das empresas aumentou mais de 300% entre 2014 e 2015”, afirma Jaime de Paula,
presidente da consultoria e responsável pelas estatísticas. Ele observa que a
marca de 1,8 milhão de empresas desativadas em 2015 é a maior dos últimos cinco
anos.
O executivo pondera que essa
marca pode estar subestimada, já que existe um custo para encerrar a atividade
na junta comercial e há empresários que, acuados pela crise, não têm recursos
disponíveis para isso. [Com certeza, o número é maior!]
Tendência
De
acordo com o levantamento, em 2014 foram
fechadas 572,9 mil companhias. Entre
janeiro e abril deste ano, o total de empresas desativadas somou 266,7 mil.
A tendência para este ano, observa o presidente da consultoria, é que o número
de fechamentos seja menor.
O
levantamento mostra que no final do ano passado existiam 18,3 milhões de
empresas ativas no País e em abril deste ano esse total atingiu 18,9 milhões. O
avanço, na opinião de Jaime de Paula, ocorreu neste ano porque muitas pessoas demitidas estão abrindo o
seu próprio negócio e isso melhora as estatísticas. No entanto, num
ambiente recessivo como o atual, a sobrevivência
dessas novas companhias está ameaçada.
Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Economia & Negócios – Terça-feira, 10 de maio
de 2016 – 16h53 – Internet: clique aqui.
País pode fechar 150 mil restaurantes
Indiana
Tomazelli
Motivo para a decisão, em 84% dos casos, é o prejuízo
acumulado
diante do aumento de custos e da queda no faturamento
![]() |
PAULO SOLMUCCI JR. Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) |
A contenção de gastos dos
brasileiros fez encolher o movimento em bares e restaurantes e está levando os
donos a considerar a possibilidade de fechar as portas. Um levantamento da Associação Brasileira de Bares e
Restaurantes (Abrasel) obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que um a cada seis empresários avaliam dar fim
ao negócio ou repassar o ponto nos próximos meses. São 150 mil
estabelecimentos em todo o País que podem não resistir à crise.
O motivo para a decisão, em 84% dos
casos, é o prejuízo acumulado pela
empresa diante do aumento de custos e da queda no faturamento. "São
números assustadores, com reflexos extremamente dramáticos. Isso vai impactar a economia e pode gerar
mais demissões", afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Jr. A vontade de empreender em outro ramo ou de
arrumar um emprego também são razões citadas.
No
ano passado, estabelecimentos de forma
geral acabaram sofrendo um baque nas contas:
* A tarifa de energia elétrica, uma despesa básica, subiu mais de 50%.
* Taxa de água e esgoto e alimentos também ficaram mais caros.
* Houve ainda, no início de
2016, reajuste de 11,68% no salário
mínimo, remuneração que serve de base para muitos trabalhadores do ramo. [
. . . ]
Quem
se antecipou à maré baixa conseguiu driblar os efeitos negativos. O mesmo
estudo mostra que estabelecimentos com
tíquete médio abaixo de R$ 15 ou aqueles que elaboraram novos pratos e promoções para adequar o
cardápio ao bolso do consumidor se saíram melhor em 2015. Alguns
conseguiram até mesmo expandir o faturamento, a taxas que vão de 5% a 15%. [ .
. . ]
Quem mais perdeu nesta
disputa foram os restaurantes com tíquete médio entre R$ 25 e R$ 70. Nessa faixa, o recuo foi
de até 30% no faturamento no ano passado. [ . . . ]
Fonte: ESTADÃO.COM.BR –
Economia & Negócios – Segunda-feira, 9 de maio de 2016 – 10h19 – Internet: clique aqui.
Empresas brasileiras renegociam
24 bilhões de dólares em dívidas no exterior
Cynthia
Decloedt
Valor corresponde a mais de 10% do total de US$ 224
bilhões de bônus
de companhias brasileiras em circulação no mercado
SEDE DA TELEFÔNICA "OI" NO RIO DE JANEIRO: empresa está endividada e realiza negociações no exterior |
As
empresas brasileiras estão renegociando mais de US$ 24 bilhões em dívidas com
bônus emitidos no exterior. É o maior
volume de reestruturação de débitos de empresas em um só país, e
corresponde a mais de 10% do total de US$ 224 bilhões de bônus de companhias brasileiras
em circulação no mercado (excluindo bancos), segundo a Dealogic, que compila dados sobre a atividade de mercado de
capitais, finanças estruturadas, project
finance e empréstimos.
Gol e Oi são as empresas que mais recentemente se juntaram a esse grupo,
que conta com empresas do agronegócio, como GVO, Usina São João, Tonon, Arcalco e Ceagro, as construtoras Schahin e OAS, a Cimento Tupi, a General Shopping e a Odebrecht
Óleo e Gás, entre outras. Várias
estão em recuperação judicial.
Para
analistas, o efeito dessa onda de
renegociações pode ser equivalente ao ocorrido após a moratória do Brasil na
década de 1980: anos para retomada da confiança e para acesso ao dinheiro mais
cobiçado e barato no exterior, o dos fundos de pensão e das seguradoras.
“O Brasil ganhou o prêmio de
default [= inadimplência, não
pagamento] no mundo em 2015.
Globalmente, no portfólio de empresas da Fitch, o Brasil
tem o maior número de companhias em default”,
disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, Daniel Kastholm, diretor executivo do
grupo de finanças corporativas da Fitch
Ratings para a América Latina. Segundo ele, esta é a crise mais grave para as companhias
brasileiras nos últimos 30 anos, marcada por uma recessão extremamente
profunda e um elevado conteúdo de incerteza política.
O
pior aspecto para os investidores não é o fato de terem de alongar, trocar ou,
no limite, até perderem parte do que investiram nos bônus, mas a insegurança durante o processo de
renegociação, especialmente aquelas que se dão por meio da recuperação
judicial. “O processo de reestruturação judicial no Brasil não é o ideal, pois
não é conduzido por estruturas legais centralizadas e especializadas, o que
resulta em inconsistências, não baseadas em precedentes, além de levar muito
tempo”, avaliou Kastholm.
GOL LINHAS AÉREAS vem rolando sua dívida com auxílio de empréstimos no exterior |
Eduardo Mattar, sócio do escritório Pinheiro Guimarães, que participa de
grande parte das renegociações de empresas feitas com detentores de bônus, diz
que os investidores estrangeiros têm
sido surpreendidos por um ambiente espinhoso, enviesado e excessivamente
pró-devedor nos processos.
“Os
bônus foram adquiridos na suposição de que a lei de recuperação judicial,
alterada em 2005, seria aplicada. Mas o fato é que sua aplicação a está tornado
tão ruim quanto era a lei da concordata, vigente anteriormente”, disse. Segundo
ele, por vezes os juízes têm
desrespeitado a própria lei e as companhias, por entenderem que estarão na
maioria dos casos protegidas pela interpretação de que tudo deve ser feito para
salvar a empresa, abusam dos credores. [...]
Comentários
Postar um comentário