Curtinhas, mas apimentadas ! ! !
Eis algumas notícias divulgadas recentemente que nos
fazem pensar...
O
ministro Gilmar Mendes vai assumir a
presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, responsável pelas
ações da Lava Jato. No último dia 26 de abril, ele votou a favor da libertação
do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Há duas semanas, paralisou o inquérito contra
o senador Aécio Neves. Nesta terça, perguntaram a ele se o senador Romero Jucá
tentou obstruir as investigações. "Não vi isso", respondeu. [1]
O presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),
disse em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que
apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que
um preso se torne delator -procedimento central utilizado pela Operação Lava
Jato. Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia
"negociar" com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) "a
transição" de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada.
Renan Calheiros disse que uma
delação da empreiteira Odebrecht "vai mostrar as contas", em provável
referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que "não
escapa ninguém de nenhum partido". "Do Congresso, se sobrar cinco ou
seis, é muito. Governador, nenhum." [2]
O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) prometeu ao
ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, investigado pela Operação Lava
Jato, que poderia ajudá-lo a evitar que seu caso fosse transferido para a vara
do juiz federal Sergio Moro, em Curitiba (PR), mas "sem meter advogado no
meio". Machado concordou de imediato que "advogado não pode
participar disso", "de jeito nenhum" e que "advogado é
perigoso". Sarney repetiu três vezes: "Sem meter advogado". "O
tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente.
Não deixar você voltar para lá [Curitiba]", disse o ex-presidente. [3]
Cargos
comissionados sujeitos à indicações políticas: Um em cada três funcionários públicos federais dos
três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – ocupa algum cargo ou função
comissionada, segundo levantamento inédito que será analisado pelo TCU
(Tribunal de Contas da União). O país fechou 2015 com 60,7 mil cargos
comissionados "puros", ou seja, ocupados por funcionários que não prestaram concurso público para ingressar em uma
das esferas da União –Executivo, Legislativo ou Judiciário. São os mais
suscetíveis a indicações políticas. Há ainda outras 285,8 mil funções
comissionadas – gratificações extras dadas a quem já é funcionário público e
exerce alguma posição de confiança. No
total, portanto, são 346,5 mil servidores com algum tipo de comissionamento,
num universo de 1,12 milhão de funcionários federais – ou seja, 30,9% do
total. [4]
Lula
ainda insiste. A defesa do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu ao STF (Supremo Tribunal
Federal) pedindo que o tribunal reconheça que o petista foi ministro da Casa
Civil do governo Dilma por quase dois meses e as "consequências
jurídicas" dessa situação. Se o
pedido for acolhido, a defesa pode abrir brecha para questionar atos do juiz
Sergio Moro do Paraná, como a divulgação dos grampos em que aparece falando
sobre a posse com a presidente afastada Dilma Rousseff. [5]
De Dilma
para Temer. As bombas deixadas pela
presidente afastada:
* R$ 170,5 bilhões é o déficit fiscal previsto pela nova equipe econômica para 2016; a
meta original de Dilma era um superávit de 24 bilhões [imagine!].
* R$ 50 bilhões
deverão deixar de entrar nos cofres federais, por ano, caso seja aprovada uma
moratória provisória das dívidas dos estados.
* R$ 5 bilhões
será o impacto do reajuste da tabela do imposto de renda, anunciado por Dilma
em ato no 1º de Maio deste ano.
* R$ 5 bilhões
serão necessários para cobrir os aumentos no salário de servidores, alguns
assinados na véspera do afastamento de Dilma.
* R$ 800 milhões
é o rombo nas contas do Itamaraty [Ministério da Relações Exteriores], em
dívidas com entidades internacionais e em despesas dos diplomatas. [6]
Eduardo
Cunha (presidente afastado da
Câmara – PMDB/RJ). Segundo levantamento feito pelo PSOL, a Câmara gasta pouco mais de R$ 541 mil por mês com Cunha. A
estimativa do partido leva em conta dados levantados pela legenda em diferentes
fontes, em contratos da Câmara, no Portal da Transparência e estimativa de
custo, já que não foi disponibilizado um número consolidado pela
Diretoria-Geral da Câmara. Pelos dados apresentados pelo PSOL, os gastos da
Câmara com Cunha são:
- Subsídio mensal: R$ 33,7
mil
- Verba de gabinete: R$ 92
mil
- Salário da administradora
da residência oficial: R$ 28,2 mil
- 2 arrumadeiras, 2
auxiliares de cozinha, 3 cozinheiros, 1 chefe de cozinha: R$ 35,9 mil
- 8 vigilantes
terceirizados: R$ 60,3 mil
- 16 agentes de política do
DEPOL: R$ 217,2 mil
- 4 motoristas: R$ 29,3 mil
- Locação de 2 veículos: R$
9,4 mil
- Suprimento com alimentação e
custeio: R$ 29,6 mil
- Água, luz e telefone: R$ 5
mil
Ao afastar Cunha, o Supremo Tribunal
Federal argumentou que o peemedebista
utilizava o mandato e o poder de presidente da Câmara para atrapalhar as
investigações da Operação Lava Jato e o processo ao qual responde no Conselho
de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar. [7]
F O N T E S :
[ 1 ] Folha de S. Paulo – Bernardo Mello
Franco – 25/05/2016 – 02h00 – Internet:
clique aqui;
[ 2 ] Folha de S.
Paulo – Rubens Valente – 25/05/2016 –
07h32 – Internet: clique aqui;
[ 3 ] Folha de S.
Paulo – Rubens Valente – 25/05/2016 –
15h59 – Internet: clique aqui;
[ 4 ] Folha de S.
Paulo – Dimmi Amora – 25/05/2016 –
02h00 – Internet: clique aqui;
[ 5 ] Folha de S.
Paulo – Márcio Falcão – 24/05/2016 –
17h04 – Internet: clique aqui;
[ 6 ] Revista Veja
– Robson Bonin e Bianca Alvarenga –
Edição 2479 – Ano 49 – nº 21 – 25 de maio de 2016 – Pág. 53;
[ 7 ] Portal G1 –
Política – Nathalia Passarinho –
25/05/2016 – 21h07 – Internet: clique aqui.
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