Papa Francisco: “Não existe cristão sem alegria!”
Redação com a
Rádio Vaticano
Na homilia que proferiu durante a missa celebrada,
nesta manhã
de segunda-feira, na capela da Casa Santa Marta,
Francisco frisou:
“A carteira de identidade do cristão é a alegria, a
alegria do Evangelho, a alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele,
regenerado por Jesus”.
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PAPA FRANCISCO |
“Podemos
caminhar rumo àquela esperança que os primeiros cristãos representavam como uma
âncora no céu. Aquela esperança que nos
dá alegria”, disse Francisco, na homilia dessa segunda-feira.
“O cristão é um homem e uma mulher da
alegria, um homem e uma mulher com a alegria no coração. Não existe cristão sem
alegria! Mas, Padre, eu já vi tanta coisa! Não são cristãos! Dizem que são,
mas não são! Falta-lhes alguma coisa. A
carteira de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho, a
alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele, regenerado por Jesus.
A alegria daquela esperança que Jesus espera de nós, a alegria que, nas cruzes
e nos sofrimentos desta vida, se expressa de outra maneira que é a paz, na certeza de que Jesus nos acompanha. Está conosco”.
“O
cristão faz esta alegria crescer com a confiança em Deus. Deus se lembra sempre
de sua aliança. O cristão sabe que Deus
se lembra dele, que Deus o ama, que Deus o acompanha, que Deus o espera. Esta é a alegria”, disse ainda o Papa.
Francisco,
assim, dirigiu sua atenção para a passagem do Evangelho de hoje [Mc 10,17-27] que narra o encontro de Jesus com o jovem rico. Um homem, disse, que “não foi
capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”, “porque possuía muitos
bens”:
“Era
apegado aos bens! Jesus nos disse que
não se pode servir a dois senhores: ou serve a Deus ou serve as riquezas. As
riquezas não são ruins em si mesmas: mas servir a riqueza, esse é o mal. O
pobre homem foi embora triste… “Ele franziu a testa e retirou-se triste”. Quando em nossas paróquias, nas nossas
comunidades, em nossas instituições, encontramos pessoas que se dizem cristãs e
querem ser cristãs, mas são tristes, algo está errado. E nós devemos
ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possa se alegrar
com o Evangelho, possa ter essa alegria que é própria do Evangelho”.
Ele
se concentrou sobre a “alegria e o
estupor”. “O estupor bom – disse o Papa – diante da revelação, diante do
amor de Deus, diante das emoções do Espírito Santo”.
O cristão “é um homem, uma
mulher de estupor”. Uma palavra, destacou, que
volta hoje no final, “quando Jesus explica aos Apóstolos que aquele jovem tão
bom não conseguiu segui-lo, porque ficou preso às riquezas”.
Quem
pode ser salvo, se perguntam então os Apóstolos? A eles, o Senhor responde:
“Impossível aos homens”, mas “não a Deus!”.
A
alegria cristã, portanto, “o estupor da alegria, de ser salvos de viver presos
às coisas, à mundanidade – as muitas mundanidades que nos afastam de Jesus –
isso pode ser superado somente com a força de Deus, com a força do Espírito
Santo”:
“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o estupor
diante Dele, diante das muitas riquezas espirituais que nos deu; e com este
estupor nos dê a alegria, a alegria da nossa vida e de viver com paz no coração
as inúmeras dificuldades; e nos proteja da busca da felicidade em muitas
coisas que, no final, nos entristecem: prometem muito, mas não nos darão nada!
Lembrem-se bem: um cristão é um homem e uma mulher de alegria, de alegria no
Senhor; um homem e uma mulher de estupor”.
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