O VERDADEIRO 1º DE MAIO BRASILEIRO ! ! !
Desemprego cresce para 10,9% e atinge
11 milhões de pessoas
Nielmar de
Oliveira

A taxa de desocupação atingiu 10,9% no
trimestre móvel encerrado em março último, resultado 1,9 ponto percentual acima
da taxa de 9% do trimestre fechado em dezembro de 2015 e 3 pontos percentuais a
mais que no mesmo trimestre de 2015, quando o desemprego estava em 7,9%. Esta é a maior taxa de desemprego da série
histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad
Contínua) iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados hoje (29 de abri)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). A população
desocupada chegou a 11,1 milhões de pessoas, aumentando 22,2% (2 milhões de
pessoas), em relação ao número de desempregados do período imediatamente
anterior (outubro a dezembro de 2015).
No confronto
com igual trimestre do ano passado, o número de desemprego subiu 39,8%, o que
significa um aumento de 3,2 milhões de pessoas desocupadas.
Os dados do IBGE indicam que, no trimestre
encerrado em março último, a população
ocupada do país estava em 90,6 milhões de pessoas, apresentando uma redução
de 1,7%, quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2015. Em
comparação com igual trimestre do ano passado, houve queda de 1,5% na população
ocupada, representando menos 1,4 milhão de pessoas.
Carteira Assinada
Em um ano, 1,4
milhão de pessoas deixaram de integrar o contingente de trabalhadores com
carteira de trabalha assinada no setor privado, que fechou o trimestre
encerrado em março último em 34,6 milhões de trabalhadores.
[ . . . ]
Em contrapartida, a categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento
de 1,2% em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, o que
significou incremento de 274 mil pessoas.
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Rendimento médio
Os dados divulgados pelo IBGE indicam, ainda,
que o rendimento médio real
habitualmente recebido em todos os trabalhos fechou março em R$ 1.966,
permanecendo estável frente a R$ 1.961 relativos ao trimestre de outubro a
dezembro de 2015. Com relação ao mesmo
trimestre do ano passado, o rendimento médio real habitual caiu 3,2% em relação
ao mesmo trimestre do ano passado, quando era de R$ 2.031.
Na comparação com o trimestre de outubro a
dezembro de 2015, apenas os trabalhadores domésticos apresentaram aumento no
rendimento médio (2,3%). Em relação ao trimestre de janeiro a março de 2015, na categoria dos trabalhadores por conta
própria, houve redução de 3,9% no rendimento médio.
Por grupamento de atividade, ainda em relação
ao trimestre outubro a dezembro de 2015, houve
retração de 4% na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e
aquicultura e alta de 2,3% no grupamento dos serviços domésticos.
Fonte: Agência
Brasil – Economia – 29/04/2016 – 10h34 – Internet: clique aqui.
Atraso no pagamento de salários afeta
1,5 milhão de servidores
Anna Carolina
Papp, Luiz Guilherme Gerbelli e Renée Pereira
Sem dinheiro em caixa, as administrações estaduais
passaram a atrasar,
parcelar ou escalonar a folha de pagamento
SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS PROTESTAM CONTRA ATRASO NO PAGAMENTO DE SEUS SALÁRIOS - FATO CADA VEZ MAIS COMUM! |
A grave crise
fiscal que se instalou no País abalou o que há de mais seguro no mercado de
trabalho brasileiro: o funcionalismo público. Sem dinheiro em caixa e com uma conta que
não para de crescer, os Estados têm deixado de pagar em dia o salário dos
trabalhadores. Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com sindicatos e associações de servidores
estaduais mostra que 11 unidades da Federação atrasaram, parcelaram ou
escalonaram a folha de pagamento desde o início da atual gestão. O problema já afeta a vida de 1,5 milhão de
trabalhadores. A expectativa é de que, nos próximos meses, outros Estados
engrossem essa lista.
Hoje, os
casos mais dramáticos são Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – ambos
começaram a parcelar salários no ano passado. Na administração gaúcha, os
servidores enfrentam instabilidade desde o início do segundo semestre de 2015.
Além do 13º salário, que só começará a ser pago em junho deste ano, o salário
de março foi parcelado em nove vezes. Em abril, a medida vai se repetir. “É uma coisa maluca, porque ninguém sabe
quando e nem quanto vai receber”, diz Cláudio Agostinho, presidente do
Sindicato dos Servidores Públicos do Estado.
No Rio
de Janeiro, onde 438 mil servidores foram afetados, o governo chegou ao ponto de abrir uma linha de crédito no banco para
que os trabalhadores pudessem receber a segunda parcela do 13º salário, com
juros pagos pela Fazenda. Por ora, segundo a Secretaria da Fazenda, os
salários estão em dia. Mas o calendário de pagamentos foi alterado.
Outros Estados seguiram a mesma estratégia de
mudar a data de depósito do salário, como Rio
Grande do Norte e Tocantins.
“Antes era dia 30, depois passou para dia 3, dia 5 e agora dia 10. Não há um
calendário definido antecipadamente. Não podemos nos programar”, afirma a
presidente da Associação dos Servidores Públicos do Rio Grande do Norte,
Angélica Soares, lembrando que o Estado atrasou o pagamento no ano passado.
[ . . . ]
O que tem levado a isso
A deterioração das contas estaduais teve
origem na forte queda da arrecadação,
sobretudo do ICMS – o principal imposto estadual –, e pela alta do endividamento. Nos últimos anos, até os Estados com baixa
capacidade de tomar empréstimos foram autorizados pela União a elevar a dívida.
“A queda de arrecadação colocou os
Estados numa situação dramática”, diz Raul
Velloso, especialista em contas públicas. Parte da piora do quadro fiscal
também é explicada pela redução dos recursos do FPE destinados aos Estados e
pagos pela União.
Na avaliação do economista, o retrato das finanças estaduais também
reflete decisões adotadas pelo governo federal. Em janeiro deste ano, por
exemplo, a presidente Dilma Rousseff
reajustou o piso salarial dos professores em 11,36%. A medida foi tomada
mesmo a contragosto dos governadores que pediam um aumento menor ou até mesmo o
cancelamento do reajuste. “Os Estados não
têm muita escolha. Diante do tamanho do comprometimento da receita com pessoal e serviço
da dívida, não sobra nada”, diz Velloso.
RAUL VELLOSO - Especialista em contas públicas |
ESTADOS COM PROBLEMA
Amapá
Desde
março, o governo paga 60% do salário até o último dia útil do mês e 40% no
quinto dia útil do mês subsequente
Amazonas
Médicos
terceirizados do Estado estão com salários atrasados há dois meses
Distrito Federal
Há atrasos
no pagamento das horas extras de janeiro para os funcionários da saúde
Goiás
Governo do
Estado dividiu os pagamentos em dois grupos: os que ganham até R$ 3,5 mil
recebem no dia 30; acima desse valor recebem no dia 10
Minas Gerais
Pagamento
de dezembro dos salários foi feito apenas no dia 13 de janeiro. Dali para
frente, o Estado passou a parcelar os salários dos trabalhadores
Pernambuco
Estado não
repassou recursos para as Organizações Sociais (OS) e os médicos terceirizados
não receberam salário. O governo afirma que repasses estão regularizados
Rio de Janeiro
Em março,
todos os servidores ativos receberam o salário integral no 10º dia útil. Entre
os aposentados e pensionistas, os que ganham até R$ 2 mil líquidos receberam no
10º dia útil. Os demais receberam na última segunda-feira por meio de arresto
judicial nas contas do Estado
Rio Grande do Norte
Salário
era pago dia 30, passou para dia 3, dia 5 e agora vai ocorrer nos dias 6, 9 e
10 de maio
Rio Grande do Sul
Atraso
começou no segundo semestre do ano passado. Em março, o salário foi pago em
nove parcelas
Roraima
Em
outubro, pagamento dos servidores públicos, feito até o 5º dia útil do mês, foi
depositado no dia 10
Sergipe
Em
outubro, governo mudou a data de pagamento do salários dos trabalhadores, que
agora vai do dia 1º ao dia 10 do mês seguinte. Os salários de novembro e o 13º
foram parcelados
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