PT: sem o povo, sem credibilidade, sem vergonha do que se tornou!
Senta, o leão é manso
Dora Kramer
Nenhuma das ameaças incendiárias do PT foi ou será bem
sucedida
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LULA (à esquerda), JOSÉ DIRCEU (ao centro) e DILMA De "presos políticos" os petistas passaram a políticos presos! Da ética, da decência e da coerência não sobraram nada!!! |
O PT é bom de
grito, todo mundo sabe, é inegável essa competência. O ex-presidente Luiz Inácio da Silva,
então, esbraveja como ninguém. Quesito no qual a presidente Dilma Rousseff tem
se mostrado digna de graduação.
Mestre em
ameaçar fazer e acontecer quando acuado pelas evidências, o grupo não tem tido
o mesmo êxito - louve-se aos céus - no tocante à eficácia de suas (más)
intenções.
Muito provavelmente porque elas se chocam com a lei e contradizem a realidade.
No mundo das palavras tudo é possível, já no mundo das ações há regras a serem
obedecidas e circunstâncias a serem observadas.
Quando os habitantes de um universo tentam
atuar no outro sem mudar instrumentos nem critérios, o resultado é o fracasso.
Isso quando não incorrem na perda do
senso de ridículo.
O PT
iniciou essa travessia já na época do
mensalão, quando tentou imprimir a
seus correligionários condenados por crimes comuns pelo Supremo Tribunal
Federal a aura de presos políticos e se dispôs a recorrer a cortes
internacionais para rever a decisão e fazer crer a estrangeiros incautos que o
STF era um tribunal de exceção. Nada
aconteceu.
Anos antes de cumprir sentença por corrupção,
José Dirceu havia deixado a Casa
Civil anunciando que retomaria o mandato de deputado para “comandar”, do
Congresso, o governo. Não conseguiu sequer terminar o discurso que fez da
tribuna no dia da volta, tal a sorte de apartes contestadores por parte do
plenário, que pouco tempo depois aprovaria sua cassação.
Transitado em julgado o processo, Lula anunciou que como ex-presidente
dedicaria seu tempo e energia para provar que o mensalão não existiu. O
desmonte da “farsa”, como se viu, era a farsa em si. Lula não provou nem tentou. Por impossibilidade fática, a tal da “narrativa” caiu no vazio.
Foi retomada com força total e acrescida de
novas alegorias agora que o fim do ciclo do PT no poder se aproxima e se dá em
cenário de triste espetáculo. A presidente
da República prestando-se ao papel de revolucionária sem causa, transformando o
Palácio do Planalto em trincheira de resistência imaginária, improvisando
um governo de esquerda “fast-food”,
com medidas destinadas a reunir as tropas militantes ao arrepio das contas
públicas, cuja implosão já se encarregara de comandar.
O ex-presidente
Lula, o habilidoso articulador político, desprovido do proverbial
tirocínio, deixa São Bernardo para entrar no Palácio do Planalto como dono de
uma jogada de excelência para sair dele prisioneiro da arapuca em que se transformou sua nomeação para ministro-chefe da Casa
Civil.
De lá, [Lula] seguiu
para um quarto de hotel em Brasília, de onde comandaria a “virada” de votos na
Câmara, evitando a admissibilidade do impeachment. Não levou uma nem duas,
mas várias rasteiras dos “picaretas” que acreditava serem ainda seus súditos.
Nesse meio tempo, houve o anúncio de fogosa resistência. A militância iria para as ruas e nelas montariam barricadas pelas quais o
impeachment não passaria. Passou
e continua seu caminho, indiferente à denúncia internacional do “golpe” à qual
nem o Itamaraty aderiu.
A solução quase final de recorrer à proposta
de eleição direta já não conseguiu a concordância sequer dos aliados. Alguns
deles por uma questão de bom senso, outros pela convicção de que isso daria a
impressão de que a presidente estaria considerando seu afastamento inevitável.
Como se houvesse a possibilidade de outro desfecho.
Mas, claro, é preciso resistir. Como? Com a mobilização das entidades que não terão
mais verbas públicas para se
mobilizar e a montagem de um bunker no Palácio da Alvorada, onde darão
expediente Dilma, 15 assessores e os funcionários domésticos que atendem à
residência oficial.
De onde, sentemo-nos que o leão é manso.
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